Lages, 06/03/2013, Correio Lageano, por Silviane Mannrich
Plano emergencial busca saída para acabar com a falta de água em Lages, principalmente nas partes altas da cidade
A falta de água em Lages é um problema que atinge um grande número de bairros. No entanto, o problema deverá ser resolvido apenas no próximo verão. A afirmação do titular da Secretaria Municipal de Águas e Saneamento (Semasa), Benjamin Schutz, foi dada ontem à noite, na Sessão Especial realizada na Câmara de Vereadores. Mesmo sendo de interesse da comunidade, poucas pessoas participaram. Apenas alguns presidentes de associações de moradores.
De acordo com o secretário, será feito um planejamento emergencial. “Vamos adquirir geradores para que, quando faltar energia, não fiquemos sem produzir água. Vamos fazer investimentos no São Miguel e Penha, que são os bairros mais afetados”, disse ele aos vereadores.
Para que o plano emergencial seja colocado em prática são necessários de R$ 7 milhões a R$ 8,5 milhões. A Semasa não possui todos estes recursos, que deverão ser captados por meio de convênios. Além dos investimentos físicos, o plano visa realizar uma campanha de conscientização junto a população para o uso racional de água. As licitações para as obras devem ocorrer até abril para que iniciem no inverno, quando o consumo de água é menor.
O diretor de saneamento da Semasa, Vilson Rodrigues da Silva, destacou que será elaborado um plano municipal de saneamento, que irá englobar não só as soluções para a falta da água, mas também outros temas, como águas fluviais, saneamento básico e lixo.
“Lages poderá projetar- se para os próximos 10 a 20 anos. O plano irá trazer um norte para o saneamento de Lages. A cidade atualmente tem 25% da área coberta por esgoto”, ressalta Vilson Silva.
Durante a sessão, os vereadores apontaram a possibilidade de convênios com a Caixa Econômica Federal para a implantação de sistema de capacitação da água da chuva nas residências.
Os números da água
- 50 milhões de litros são produzidos por dia
- 14 milhões de litros são armazenados
- 770 litros por segundo são consumidos
- 600 litros por segundo são processados
- 50% litros por segundo são processados
O que a empresa promete fazer
- Aumentar de 10% a 17% a capacidade de produção de água.
- Melhorar o sistema de distribuição de água na região da Penha e São Miguel.
- Substituição de hidrômetros antigos, pois a vida últil deles é de até cinco anos.
- Substituição de redes nos bairros e ruas.
- Aumentar o faturamento da Semasa.
Fotos: Silviane Mannrich
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