Lages, 26/04/2013, Correio Lageano, por Susana Küster
Para liberar os acessos fechados na BR-116, prefeitos querem aumentar valor das tarifas do pedágio
Depois de uma audiência pública no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), e, de uma reunião entre as prefeituras de Lages, Capão Alto, Correia Pinto e Ponte Alta, na Procuradoria Federal, ficou claro que os municípios não têm recursos para fazer as marginais da BR-116 e liberar os acessos que foram fechados pela concessionária da rodovia, a Autopista Planalto Sul, sem aumentar o valor dos pedágios instalados desde Curitiba (PR), até o Rio Grande do Sul.
Na quinta-feira (25) a reunião que aconteceu no Ministério Público Federal (MPF), sob a coordenação do procurador Nazareno Jorgealém Wolff, definiu um novo encontro para o dia 13 de maio, entre as equipes técnicas das prefeituras envolvidas no fechamento dos acessos e a Autopista.
O objetivo desta próxima reunião é iniciar o planejamento das obras das marginais.
Depois de os projetos serem realizados, serão encaminhados para a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), que verá o impacto financeiro das obras das marginais nos valores dos pedágios.
Na reunião de ontem, o arquiteto da Secretaria de Planejamento de Lages, Gastão Carsten, apresentou um mapa dos trechos mais complexos do município. No levantamento feito pela secretaria, serão necessários mais de oito quilômetros de via pavimentada, com acessos laterais dos dois lados da rodovia e construção de três rotatórias.
O secretário diz que ainda faltam ser adequados os projetos das rotas do acesso sul, da avenida Papa João XXIII, do Complexo do Rio Caveiras, da avenida João Pedro Arruda, o acesso à Vossko e alguns no entroncamento com a BR-282.
Pedágio de Correia Pinto mais barato ou de graça
O secretário de Desenvolvimento Econômico de Lages, Luís Carlos Pinheiro, diz que a execução das obras das marginais ficaria a encargo da Autopista Planalto Sul. “A prefeitura de Correia Pinto, quer que as pessoas que transitam naquela rodovia com frequência tenham isenção ou uma taxa diferenciada de pedágio. Então, são coisas que precisam ser analisadas e incluídas no projeto, junto com as obras das marginais”, comenta.
Ele diz que apesar de as outras prefeituras, por enquanto, não terem apresentado planejamento, Lages tem o maior trecho de marginais, “são oito quilômetros”, completa.
Mudança depende do planejamento
“Em novembro, uma reunião ordinária (definições de reajustes), e uma extraordinária (alterações de contrato), sempre ocorre. Acredito que esta mudança seja neste mês”, esclarece.
Ela e o secretário de Desenvolvimento Econômico de Lages, Luís Carlos Pinheiro, afirmam que não há como saber o valor que o pedágio ficará, porque depende do fluxo do tráfego da rodovia e do planejamento que será apresentado pelos municípios.
O procurador Nazareno Jorgealém explica que uma auditoria feita pela ANTT deve analisar o que precisa ser readequado nos projetos de acessos de cada município. “A maioria das cidades não dispõe dos recursos para fazer as marginais”, salienta.
Valores do pedágio*
- 2009 R$ 2,70
- 2010 R$ 2,90
- 2011 R$ 3,10
- 2012 R$ 3,30
- 2013 R$ 3,60
*Reajustes feitos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Foto: Susana Küster
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