sexta-feira, 5 de abril de 2013

MP dá sinal verde para demolição do Aristiliano



MP dá sinal verde para demolição do Aristiliano
Lages, 06 e 07/04/02013, Correio Lageano



Ainda não foi definido o que será construído no terreno do estabelecimento




A Secretaria de Desenvolvimento Regional de Lages (SDR) recebeu, ontem à tarde, ofício do Ministério Público Estadual de Santa Catarina (MPSC) comunicando o arquivamento do inquérito civil referente às condições estruturais e de funcionamento do prédio da Escola Aristiliano Ramos. O inquérito se arrastava desde o ano passado.



Com a decisão, o Governo do Estado tem sinal verde para demolir o colégio. Segundo informações, o próximo passo, agora, é a contratação de uma empresa para efetuar o serviço, que não tem data para ser executado.



A polêmica envolvendo o colégio começou em dezembro de 2011, quando um laudo da Defesa Civil apontou problemas na estrutura e recomendou a desocupação. Dentre os defeitos detectados, estão problemas no telhado e no forro, com riscos iminentes de desabamento.



À época, houve várias manifestações contra o fechamento. Até uma assembleia, envolvendo professores, pais e alunos foi realizada na Câmara de Vereadores. Na ocasião, alunos expressaram a insatisfação em deixar a escola e serem transferidos para outros estabelecimentos, no entanto, a decisão pelo fechamento já estava sacramentada.



As manifestações prosseguiram e, em março de 2012, durante o aniversário de 77 anos da escola, manifestantes realizaram um protesto em fronte ao prédio, localizado no Calçadão da Praça João Costa, no Centro da cidade.  Com faixa e cartazes, eles cobraram uma definição sobre o futuro da escola.



No final do mês passado, a SDR afirmou que a decisão sobre o futuro do estabelecimento dependia de um parecer do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compac). Dias depois, membros do conselho se reuniram para deliberar sobre o assunto. Por unanimidade, o Compac também deu sinal verde à demolição, e alegou que a reforma seria inviável.



Ainda não se sabe o que será construído, posteriormente, no terreno ocupado pelo prédio, mas rumores dão conta de que pode ser uma praça.




Foto: Adecir Morais

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