Lages, 12/04/2012,Correio Lageano
A vítima tem ferimentos no órgão genital e está com a mão machucada
A Polícia Civil começou,na quinta-feira (11) a investigar um suposto abuso sexual contra um menino de sete anos, residente no bairro Universitário, em Lages. O caso foi denunciado pela avó paterna, que percebeu ferimentos no órgão genital da criança.
Segundo o pai do garoto, o problema foi percebido no final da tarde da última segunda-feira (08), depois que a criança chegou da escola. Os ferimentos foram constatados quando a avó foi dar banho no menino e notou que havia sangue em sua cueca.
No dia seguinte, ele foi levado ao Hospital Infantil Seara do Bem para receber atendimento médico. Num primeiro momento, de acordo com o pai, a médica relatou se tratar de um fungo no pênis do menino, fez os procedimentos necessários e o liberou.
Na quarta-feira (10), a criança foi levada novamente ao hospital.
O pai afirma que outros três médicos a avaliaram e concluíram que poderia ter havido abuso sexual. “Estamos revoltados porque meu filho saiu bem de casa e voltou todo machucado”, desabafa.
O pai afirma que a mão do filho está fraturada e que o comportamento dele mudou desde o episódio. “A situação está complicada. Ele está com muito medo, acho que com vergonha de alguma coisa. Meu filho não quer nem mais ir à escola”, acrescenta.
O menino é aluno na Escola Municipal Nicanor Rodrigues Goulart, próxima de sua casa. Os pais da criança estão separados e ele mora com a avó. Há quatro meses, foi submetido a uma cirurgia de fimose. Ele não fala sobre o que lhe ocorreu e nem onde o fato aconteceu.
Escola municipal diz estar surpresa
O pai do garoto acredita que a violência pode ter ocorrido na escola. A diretora da escola, Silvana Antunes da Silva, avalia que não é possível. Segundo ela, no dia dos fatos os professores não perceberam nada de anormal. “Tudo ocorreu normalmente. A única diferença é que ele estava mais quieto do que o normal e não brincou com os colegas como de costume”, lembra a diretora.
Ela afirma que a escola possui um eficiente sistema de segurança, descartando a possibilidade de alguém de fora ter entrado na unidade. “O portão fica fechado para evitar a entrada de pessoas estranhas. Além disso, durante o recreio, os professores cuidam dos alunos para evitar qualquer problema”, afirma.
O Conselho Tutelar disse, ontem à tarde, desconhecer a situação. Entretanto, fez contato com a família para tomar os procedimentos necessários. A criança deverá ser encaminhada para atendimento psicológico. Também ontem, a vítima passou por exame de corpo de delito no Instituto Geral de Perícias (IGP). O laudo com o resultado deve sair em até 10 dias.
Foto: Adecir Morais
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