Lages, 04/04/2013, Correio Lageano, por Susana Küster
Categoria poderá paralisar as atividades a partir da semana que vem, caso a Prefeitura de Lages não atenda o reajuste de 7,97%
A falta de pagamento do reajuste salarial de 7,97% a todos os professores poderá resultar, a partir da semana que vem, em greve da categoria na rede municipal de ensino de Lages. A assessoria de imprensa da prefeitura informa que o reajuste será pago somente para quem não ganha o piso.
Em 2008, a lei 11.738, definiu que nenhum professor do Brasil pode ganhar menos que o piso que é de R$ 1.567,00. O reajuste anual acontece em janeiro, mas apesar de estarmos em abril, ainda não foi feito.
A assessoria da prefeitura afirma que o reajuste para todos os professores da rede municipal, que atualmente somam 2 mil profissionais, é inviável. “Tem professores que ganham 10 mil, o impacto seria grande e correria o risco de não atender à lei de responsabilidade fiscal”, informa a prefeitura.
A presidente do Simproel, Silvana Arruda Lucena, salienta que leis foram criadas para serem cumpridas. “O repasse do Fundeb é para pagar reajuste, eles dizem que aumentou o custo da folha, mas isso é uma questão administrativa que eles precisam resolver, os professores querem receber”, frisa.
Ficou definido que segunda-feira (8) será a data limite para o prefeito dar um posicionamento sobre o assunto. Para pressionar, os professores vão até a frente da prefeitura no final da tarde deste dia. Além do reajuste salarial, a categoria quer que o índice entre no plano de carreira e atenda aos professores inativos.
Silvana salienta que o piso nacional é uma campanha de valorização que precisa ser cumprida. Dependendo da resposta do prefeito, a categoria vai decidir em assembleia pela greve ou não.
Foto: Susana Küster
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