Lages, 08/05/2013, Correio Lageano
Os pacientes que necessitam da radioterapia em Lages, na Serra Catarinense, ainda terão que esperar mais um pouco para ter acesso ao serviço. O início da operação depende da aprovação da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Uma data para o funcionamento em definitivo ainda não é prevista.
De acordo com a direção do Hospital Tereza Ramos, onde foi implantada a radioterapia, representantes da empresa Liga Catarinense de Combate ao Câncer, que venceu a licitação para gerenciar o serviço, virão a Lages nesta quinta-feira (09). Ainda assim, a visita não significa que os serviços começam a funcionar.
Ontem, o prefeito de Lages, Elizeu Mattos, esteve reunido com o secretário de Estado da Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, para discutir o assunto. Sem estabelecer uma data, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que o serviço começa a funcionar nos próximos dias. “O contrato com a empresa que vai gerenciar o serviço já está assinado”, destacou.
Ainda segundo a assessoria, governador Raimundo Colombo, inclusive, “já avisou que quer acompanhar o início do serviço”. Na ocasião, também vai assinar a ordem de serviço para o início das obras da nova torre do hospital, uma obra de R$ 45,4 milhões do Pacto da Saúde.
Da Serra ao Oeste
Atualmente, cerca de 80 pacientes com câncer da Serra, Meio-Oeste e Oeste, que poderiam ser atendidos em Lages, precisam ser encaminhados para o Hospital Celso Ramos, em Florianópolis, em busca do tratamento.
A assessoria de imprensa da Secretaria Regional de Lages (SDR) justificou que entraves no processo de licitação, foram algumas das razões da demora no funcionamento da radioterapia. Ao todo, foram realizados quatro pregões, sendo que somente na quarta licitação é que foi escolhida a prestadora do serviço. Nos três primeiros editais, não houve empresa interessada, principalmente por causa dos baixo valores oferecidos.
Mais de três anos de espera
• As obras da radioterapia iniciaram em março de 2010, pelo então governador Luiz Henrique da Silveira, hoje senador da República.
• Medindo 859 metros quadrados, a obra física teve um custo de cerca de RS 4,6 milhões. O prédio fica junto ao estacionamento do Hospital Tereza Ramos.
• Em dezembro de 2011, o também então governador Leonel Pavan, inaugurou a obra. Na época, foi anunciado que faltava apenas a entrega do acelerador linear (aparelho que permitirá a realização dos exames), para o início dos serviços.
• Trâmites legais atrasaram a chegada do equipamento, que veio da Alemanha, e só chegou a Lages na metade de 2011.
• O tomógrafo, outro aparelho que compõe a radioterapia, foi doado pela Receita Federal e chegou a Lages em julho de 2012.
Foto:Adecir Morais
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