sexta-feira, 3 de maio de 2013

Moradores exigem mais segurança


Moradores exigem mais segurança
Lages, 03/05/2013, Correio Lageano, por Núbia Garcia


Depois que diversos estabelecimentos comerciais e um prédio foram assaltados, população está com medo.



A insegurança tem preocupado os moradores do bairro Coral. O local, considerado por muitos moradores seguro e um bom lugar para criar os filhos, tem sido cenário de ações criminosas nos últimos meses. Além da Associação Comunitária  de Comunicação e Cultura, uma farmácia, uma joalheria e a lotérica foram assaltadas. No mês passado, um adolescente foi roubado e bandidos fizeram arrastão em um prédio em plena luz do dia.



Com a sensação de insegurança batendo à porta, os moradores cobram mais policiamento e  medidas para que situações assim não voltem a se repetir. “Com tudo isso acontecendo, dá até medo de ficar sozinha no trabalho”, comenta a atendente Ana Paula Rosa.



De acordo com a tenente do 6º Batalhão da Polícia Militar Sandra Bender, por causa dos acontecimentos em abril, as rondas foram intensificadas no bairro. Ela acredita que, com a prisão de uma quadrilha, que ocorreu na última segunda-feira (29), o número de crimes deste gênero deve reduzir consideravelmente em toda a cidade.



O bando, formado por três homens e três mulheres, é apontado pela polícia como responsável por uma onda de assaltos que tem acontecido em toda a cidade. “Pelas descrições das vítimas, a polícia acredita que eles são responsáveis pela maior parte, se não por todas, as ocorrências de furtos e assaltos praticadas nos últimos meses”, declara Bender.



No Coral, há a Base da Polícia Comunitária – Setor 8, que atende seis bairros. A Base dispõe de uma viatura de rádio patrulha e duas motocicletas (para policiamento ostensivo e preventivo e também para atender ocorrências), além de um policial que atende à comunidade de segunda-feira à sexta-feira, das 13 horas às 19 horas.



Bender explica que o policiamento da Base é distribuído ao logo de todos os bairros que a compreendem. Para ela, a grande extensão da avenida Camões são fatores que dão a impressão de que não há policiais por lá.



Segundo ela, as rondas têm sido feitas por policiais em veículos, da cavalaria e também a pé. “Mas infelizmente a gente não consegue atender ao desejo da população para que haja um policial em cada rua”, diz, ressaltando a preocupação que a PM tem em reforçar o policiamento no local, devido aos crimes que aconteceram na região.


Limites do Coral


• Av.: 1º de Maio e a rua Germiniano Cordeiro: dividem o Coral e Caravágio
• Rua Euclides Machado da Silva e avenida Ponte Grande: limites com o bairro Ponte Grande
• Ruas Carmosino Camargo e Campo Sales: separam o Coral do Santa Maria
• Rua Nilo Peçanha: separa do bairro Conta Dinheiro
• Ruas Walmor Ribeiro e Dom Pedro I: divisa com o Sagrado Coração de Jesus
• Ruas Fausta Rath e Visconde de Taunay: separam do  bairro São Cristóvão



Aulas de artesanato são terapia para alunas


Associação  Comunitária do bairro oferece diversos cursos para a comunidade do Coral e das regiões próximas.





Incentivar e promover atividades culturais, de formação, educação popular e comunicação comunitária. Este é o objetivo da Associação Comunitária de Comunicação e Cultura, que existe desde 1998 e atende aos moradores do bairro Coral e adjacências.



No local, são oferecidos cursos para a comunidade, como artesanato e informática básica. A associação, de acordo com seu presidente, Neivo Slongo, é uma entidade de organização da sociedade civil e sem fins lucrativos, que se mantém através da contribuição de sócios contribuintes (pessoa física) e apoiadores culturais (pessoa jurídica).




Oficinas de dança e teatro e a promoção de feiras e exposições com os trabalhos desenvolvidos pelos alunos dos cursos de educação popular, também são promovidas pela associação, que é mantenedora da Rádio Comunitária Coral. “Queremos contribuir para o crescimento do espaço comunitário e solidário entre as pessoas”, afirma.



A educadora popular Marinês Sartor Roncaglio, ministra cursos de artesanato no bairro há 18 anos, sempre em caráter comunitário. Ela sempre foi parceira da associação, onde dá aulas de pintura em tecido, desde o início das atividades. “Tem pessoas que procuram o curso de artesanato como terapia, tem outras, a maioria, que procuram para aprender algo novo e acrescer à renda familiar”, diz.



A professora aposentada Rejane Maria Xavier, 61 anos, é aluna dos cursos de artesanato há 10 anos. Segundo ela, participar das aulas, que acontecem uma vez por semana, é uma forma de sair da rotina e esquecer o estresse. “É quase como se fosse uma terapia. Vir aqui me fez aprender algo novo e conhecer pessoas novas”, diz.



Feira de artesanato para divulgar e comercializar


A comercialização dos trabalhos artesanais, desenvolvidos pelas alunas da Associação Comunitária de Comunicação e Cultura, é feita de forma conjunta, através da realização de feiras e exposições. Além de divulgar o trabalho, este tipo de ação também acaba revertendo renda para as alunas.


Para comemorar o aniversário do bairro, que aconteceu na última quarta-feira, e esperar o Dia das Mães, a Associação está promovendo uma Feira de Artes e Artesanato, que iniciou no dia do aniversário do bairro e encerra na véspera do Dia das Mães. Quem quiser conferir de perto o trabalho das alunas, pode visitar a feira, que está sendo realizada na sede da Associação, na Praça Antônio de Macedo.



Fotos: Susana Küster

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