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terça-feira, 11 de março de 2014

Dupla armada faz assaltos na região de Curitibanos

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Curitibanos, 10/03/2014 A Semana
 
Casal que estava no Fiat foi conduzido ao Hospital Hélio Anjos Ortiz
 
As Polícias Militar e Civil de Curitibanos e região estão em alerta à procura de criminosos que vem efetuando assaltos, geralmente armados com revólveres.
Os roubos iniciaram em 18 de fevereiro quando foi tomado um veículo Vectra com placas de Curitibanos. O autor estava com arma em punho. O veículo foi recuperado (estava abandonado) em Monte Carlo.
Na última sexta-feira (7), dois malandros renderam o vigia do Posto Capital II, na Avenida Leoberto Leal, acesso a Curitibanos. Arrombaram o cofre roubando dinheiro, cheques de clientes, e revirando gavetas e armários em busca de valores.
No último sábado (8), por volta das 21h20’, os dois homens armados, renderam um casal com um Fiat Pálio, placas KMZ 4686, Curitibanos, na BR-470, próximo do trevo do Parque Pouso do Tropeiro. Mandaram o casal sentar-se no banco de trás e um dos bandidos assumiu o volante. Quando estavam em direção a Monte Alegre, o motorista perdeu o controle de direção e acabou colidindo contra o poste de radar eletrônico da rodovia, instalado em frente à empresa Mendes & Cia. Os dois assaltantes saíram correndo, deixando o casal ferido. As vítimas foram socorridas pelo Samu e Bombeiros.
Na sequência, a dupla entrou na residência do vereador IFM, no bairro Aparecida. Roubaram carteira com dinheiro, um revólver calibre .32, dois notebooks, três aparelhos celulares, documentos pessoais e um talonário de cheques da Caixa Econômica Federal. As vítimas foram trancadas no banheiro.
A dupla agiu novamente em Pouso Redondo, onde rendeu outra família, roubando um cofre, que após foi abandonado próximo ao trevo de acesso a Otacílio Costa, na BR-470.
Na madrugada de hoje, segunda-feira (10), por volta das 5 horas, renderam o vigia do Meu Postinho, em São Cristóvão do Sul. Arrombaram o cofre levando dinheiro e cheques de clientes. Às 8h30’, assaltaram a Agência dos Correios em Santa Cecília.
As investigações seguem e o delegado Fabiano dos Santos Silveira, da delegacia da Comarca de Curitibanos, orienta a população que ao ser vítima da dupla, não reaja, eles estão armados e são perigosos.

domingo, 10 de novembro de 2013

Assaltantes voltam a agir em estabelecimentos de bairros de Lages

Assaltantes voltam a agir em estabelecimentos de bairros de Lages
Lages, 09/11/2013, CLMais, por Fabiana Nonjah, com informações do boletim enviado à imprensa pela Polícia Militar




Uma mercearia na rua Sete de Setembro, no bairro Copacabana, em Lages, foi assaltada por volta das 22h15min desta sexta-feira (08) por dois elementos armados. Depois de anunciar o assalto eles levaram aproximadamente R$ 525,00. Do montante, R$ 500,00 pertenciam ao dono da mercearia e R$ 25,00 a um cliente de 56 anos, que não foi poupado.



Um adolescente de 17 anos foi apreendido após ser abordado pela Polícia Militar (PM) e reconhecido pelo dono do estabelecimento e pelo cliente como um dos assaltantes. O outro suspeito fugiu.



Foto:Divulgação/Ilustrativa

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Dados da PM confirmam que alvo de assaltantes são os idosos

Dados da PM confirmam que alvo de assaltantes são os idosos
Lages, 20 e 21/07/2013, Correio Lageano, por Silviane Mannrich




Dados da Polícia Militar confirmam que, no ano passado, 14 taxistas foram assaltados em Lages. Do início deste ano até agora, foram dois. Os assaltos acontecem, principalmente, à noite e as vítimas, na sua maioria, são idosas.



O crime mais recente aconteceu na noite de quinta-feira. O taxista M.W, de 61 anos, que trabalha no ponto de táxi na rua Coronel Córdova, ao lado do terminal urbano, teve seu carro roubado e foi ferido na cabeça.




O taxista foi abandonado no loteamento Caroba, bairro Santa Mônica, depois de ter sido assaltado. Ele ligou para Polícia Militar (PM) para pedir ajuda e relatou que dois homens entraram no táxi e pediram uma corrida até o bairro Santa Mônica.



No final do loteamento Caroba, em uma rua pouco iluminada, eles anunciaram o assalto. Um dos criminosos chegou a  ameaçar que ia atirar na cabeça do taxista. Mesmo sem ver uma arma, o motorista declarou que os assaltantes podiam levar o que quisessem. Apesar disso, foi golpeado várias vezes na cabeça e sofreu três cortes.



Os assaltantes levaram o veículo Fiat Uno, placas MDC-5123, de Lages, a carteira do motorista com documentos e aproximadamente R$ 200,00 ganhos com as corridas feitas durante o todo aquele dia.



Algum tempo depois, a equipe da PM encontrou o veículo abandonado na rua Professor Simplício, loteamento Gralha Azul (bairro Petrópolis), nas proximidades do acesso à BR-116.  Até agora, ninguém foi preso.



Dicas de segurança



O tenente da polícia militar, Marco Antonio Marafon Junior, ressalta que os taxistas devem ficar atentos para o comportamento dos passageiros: se não possuem nenhum tipo de armamento, se demonstram atitudes suspeitas como nervosismo e alterações; e ainda evitar locais ermos. “É importante que o taxista não encare o passageiro e se for assaltado não reaja e tente ao máximo buscar características físicas do assaltante”, afirma o tenente.



Medo é o sentimento entre esses profissionais


Pelo menos 12 taxistas trabalham no ponto próximo ao terminal urbano. Entre eles, o taxista Osvaldo Pereira, de 68 anos, ele disse que está com medo, mas não pretende parar de trabalhar. “Converso com as pessoas antes de fazer a corrida, tento perceber se estão com má intenção ou não. Eu nunca fui assaltado, mas alguns foram até três vezes”, comenta o taxista.



Rogério dos Santos, de 66 anos, também trabalha no mesmo ponto há três anos e para evitar assaltos realiza corridas até as 20 horas. “Como a nossa aposentadoria é muito pequena, precisamos trabalhar mesmo depois de aposentados. Nunca fui assaltado, mas não temos como prever quando isso pode acontecer, pois as aparências enganam”, afirma Rogério.



Sebastião Delfes, 68 anos, é taxista há dois e foi assaltado uma vez. “Eu não fui agredido, mas o assaltando fez ameaças. Levaram apenas o meu dinheiro. Ele disse que queira ir em um local e depois, mudou a rota, nesse momento eu desconfiei do assalto”, disse Sebastião.



Foto: Silviane  Mannrich

terça-feira, 28 de maio de 2013

Polícia prende perigosa quadrilha de assaltantes na Serra de SC

Polícia prende perigosa quadrilha de assaltantes na Serra de SC
Correia Pinto/Lages, 29/05/2012, Correio Lageano



O bando é apontado como responsável por pelo menos nove assaltos em Lages e região



Ainda era dia de segunda-feira (27) quando policiais civis da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Lages cercaram a casa de Eduardo de Carvalho, o Gargamel, de 47 anos, em Rio dos Touros,  interior de Correia Pinto. Ele foi  preso enquanto deixava o banheiro. A ação recebeu o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que reúne outras forças policiais. As prisões começaram na segunda-feira e ontem o grupo foi apresentado pela polícia.




Gargamel, segundo a polícia, é responsável por pelo menos nove roubos e assaltos na Serra e região meio-Oeste catarinense desde janeiro deste ano, alguns praticados com requinte de crueldade. Além dele, a polícia prendeu outros quatro criminosos, apontados por fazerem parte da mesma quadrilha.




Com os agentes, a polícia encontrou duas armas de fogo, munição, facas, telefones celulares, dinheiro, fitas adesivas para imobilizar e amordaçar as vítimas, toucas e três veículos subtraídos das vítimas. O dinheiro, no valor de  mais de R$ 100 mil em cheques, estava escondido no interior de automóvel Fiat Strada, levado de uma das vítimas.



O veículo foi levado de uma família da localidade de Serrinha, no interior de Cerro Negro, durante um assalto no último dia 9 do mês passado. Na ação, o bando rendeu pelos menos 10 pessoas, amarraram algumas delas, e levaram vários objetos da residência. O curioso é que, mesmo ficando com o carro por mais de um mês, os bandidos não descobriram a existência do dinheiro, que estava em um cofre falso na parte do motor do veículo.




Segundo o delegado da DIC, Sérgio Roberto de Sousa, as investigações começaram assim que houve o primeiro roubo, em 19 de fevereiro. Desde então, os roubos foram se multiplicando. Gargamel é tido como líder da quadrilha e teria participado de quase todos os crimes. Natural de Cascavel (PR), ele chegou a Lages no início do ano e se uniu com os demais criminosos para praticar os roubos. 



O bando foi indiciado por roubo qualificado; formação de quadrilha; uso de documentos falsos; porte ilegal de arma de fogo; adulteração de veículo, entre outros crimes. 

Presos
  • Eduardo de Carvalho, 47 anos
  •  Alexandre Garcia Farias (43)
  • Kelvin Marlon Muniz (21)
  • Marlon de Queiróz (20)
  • Jefferson da Silva (26)



Plano era assaltar banco, afirma delegado



O delegado afirma que a quadrilha é extremamente perigosa. Em depoimento, Gargamel, o líder do grupo, disse que o bando estava planejando um assalto a banco em Lages. “Ele declarou que queriam levantar uma boa quantia em dinheiro para fugir da cidade, porque já sabiam que a polícia estava no encalço deles”, informou Sousa.



Para ele, com a prisão do bando, a onda de roubos na região, cairá de forma significativa. 
“Só nos últimos meses, prendemos mais de 10 criminosos. Com isso, esperamos que o número deste tipo de crime caia em mais de 90% na região”, sustentou.



Crimes cometidos


• Joalheria e Ótica Zilba (Lages), 19 de fevereiro. (Eduardo, Alexandre e Jefferson)
• Família do bairro da Penha (Lages), 1º de março (Eduardo, Alexandre e Jefferson).
• Consórcio Rodobens (Lages), 3 de março. (Eduardo, Alexandre e Kelvin).
• Farmácia Telefarma, (Lages), 4 de maio (Eduardo e Marlon).
• Mercado Ângelo (Lages) 6 de maio. (Eduardo e Marlon).
• Farmácia Farmais (Lages) 6 de maio. (Eduardo e Marlon).
• Residência em Cerro Negro, 09 de maio. (Eduardo, Alexandre e Marlon).
• Furto de Fiat Strada (Kelvin e Marlon).
• Roubo veículo Gol, em Vargem, no meio-Oeste de SC (Alexandre e Kelvin).?




Foto: Adecir Morais

sábado, 11 de maio de 2013

Onda de assaltos gera mais insegurança


Onda de assaltos gera mais insegurança
Lages, 11 e 12/05/2013, Correio Lageano, por Joana Costa



População se sente vulnerável devido ao aumento de ocorrências. Para o Ministério Público, este tipo de crime é sazonal



A sensação de insegurança e a necessidade de estar sempre alerta é constante para quem trabalha em estabelecimentos que ficam abertos até mais tarde, como farmácias, panificadoras ou postos de gasolina. Isso se intensifica com os assaltos ocorridos na cidade nos últimos dias. A Polícia Militar informa que o trabalho de combate à criminalidade é constante.

 


Kele Aparecida dos Santos tem 29 anos e trabalha como frentista em posto de gasolina na Avenida Presidente Vargas. Ela conta que prefere não pensar no assunto violência, mas ainda sim fica preocupada quando a criminalidade aumenta. “Quando a gente vai atender um carro fica atento, pensando quem está ali”, afirma.



O proprietário de farmácia João Carlos Heinzen diz que frequentemente enfrenta problemas com segurança, especialmente envolvendo menores, que entram em grupos de três na farmácia, e se sente impotente e vulnerável. “Estamos à merce da sorte e de mãos atadas, porque não podemos falar nada, somos agredidos com palavrões e nada podemos fazer”, declara.



Quem compartilha do mesmo sentimento é a proprietária de panificadora no bairro Guarujá, Rosilene de Fátima Vitório Furlan. “A gente trabalha porque precisa, risco tem até dentro de casa, o que a gente precisava na segurança era ter mais policiais circulando e não existe isso”, comenta.  Rosilene  não descarta a possibilidade de passar a fechar seu estabelecimento mais cedo se a criminalidade continuar. “Só trabalho até as 20 horas, se for o caso de começar a acontecerem muitos assaltos, a gente se obriga a fechar mais cedo para ter um pouquinho de segurança”.




O sub-comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar de Lages, major Fernando dos Anjos, informa que cada caso de assalto está sendo mapeado e que os agentes responsáveis pelo surto de ocorrências do gênero no mês de abril foi preso em ação conjunta com a Polícia Civil.




Segundo ele, os assaltos deste mês foram cometidos por grupos diferentes, pois os criminosos apresentaram outra forma de abordagem e aconteceram em pontos diferentes da cidade.



Histórico de ocorrências



  • 6 de abril - A PM registrou assalto contra pessoa na Avenida Luiz de Camões, por volta das 8h10min. Uma mulher de 42 anos foi  agredida com um soco na cabeça. O assaltante levou R$ 400.



  • 22 de abril - Por volta das 18h40min, uma padaria na avenida Duque de Caxias foi assaltada. Dois homens armados entraram e anunciaram o assalto. Foram levados doces, salgados e R$ 100, além da bolsa de uma cliente e um veículo Golf .



  • 22 de abril - Por volta das 17h30min, um homem relatou à PM que havia estacionado o carro no bairro Copacabana para atender o celular, quando foi abordado por dois homens que tentaram assaltá-lo. Quando o homem saiu do carro, começou a gritar por socorro, assustando os assaltantes que fugiram sem levar nada.



  • 24 de abril - Quatro homens abordaram uma mulher na Rua Prudente de Moraes, Bairro Coral. Segundo a vítima, dois homens estavam em um carro e portavam armas de fogo; levaram sua bolsa com os documentos pessoais e um celular.


  • 24 de abril - Panificadora na rua Hercílio Granzotto foi assaltada. O proprietário relatou que dois homens entraram no local e anunciaram o assalto. Um deles estava armado. Foram levados entre R$ 100 e R$ 200, um talão de cheques e maços de cigarros.


  • 6 de maio -  Farmácia assaltada, na Castro Alves, Centro, por volta das 21 horas. A vítima afirmou que um homem armado entrou e anunciou o assalto, levando dinheiro, um relógio de pulso e outros produtos.


  • 6 de maio - Por volta das 20h40 o assalto ocorreu em uma farmácia do Copacabana, onde os dois funcionários foram rendidos por um homem armado. O assaltante levou R$ 160, xampus, desodorantes e o relógio de pulso de um funcionário. A PM informou que pelas características fornecidas pelas vítimas, os dois assaltos do dia 6 foram feitos pela mesmo meliante.


  • 9 de maio -  Desta vez o assalto foi na rua Frei Gabriel, no cruzamento com a avenida Belisário Ramos, por volta das 22h50min. A vítima informou à PM que viu quatro homens, caminhando em sua direção e anunciaram o assalto. Um deles estava armado com uma faca e levou R$ 400 reais em dinheiro que estavam na carteira. A vítima levou três golpes com a faca. De acordo com o major Fernando, existe suspeita sobre as reais circunstâncias do assalto. A vítima tem passagens pela polícia por outros crimes. “Tudo leva a crer que seja uma disputa por droga, nós não temos histórico de crimes naquele local e horário”, completa. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.




Drogas motivam esse tipo de crime


A maioria dos crimes, segundo o major Fernando, é motivada por droga. A orientação para a população facilita  o trabalho da polícia, informando ao 190 qualquer situação que considere suspeita. Ele destaca que o policiamento está sendo intensificado. “Nós estamos reforçando a ronda, com policiamento velado, policiais à paisana fazendo rondas sem fardas e veículos descaracterizados”, acrescenta.



O promotor Fabrício Nunes, da 11ª Promotoria de Justiça vinculada à 1ª Vara Criminal, explica que esses crimes acontecem de forma sazonal. “São quadrilhas, grupos que normalmente agem num determinado tempo e são detidos, presos e acabam paralisando aquela espécie de crime”, afirma. Depois de algum tempo, os crimes voltam a acontecer de outras formas, com outros grupos ou quadrilhas.




O promotor confirma que esses crimes, na maioria das vezes são motivados pelas drogas, especialmente, o craque. “É o próprio usuário que não tendo  condições de adquirir a droga, acaba cometendo furtos como forma de conseguir o dinheiro para conseguir manter seu vício”, esclarece.



Para a população que se sente insegura, o promotor pede que confie na justiça e busque eleger representantes que se comprometam com o combate e declínio da criminalidade. “O estado em particular tem que se concentrar de maneira firme na busca da efetiva punição ao tráfico e do tratamento do usuário para que consigamos minimizar essas sequelas, esses efeitos causados pelo tráfico”, completa.



Fotos: Joana Costa

terça-feira, 7 de maio de 2013

Assaltantes continuam desafiando a polícia


Assaltantes continuam desafiando a polícia
Lages, 08/05/2013, Correio Lageano



Somente nos últimos 20 dias, Lages registrou quase dez assaltos




Justamente no dia em que completava dois meses de trabalho, a atendente de farmácia, Scarlett Teston Timóteo, teve uma surpresa desagradável. Ela foi testemunha de um assalto à Farmácia Farmais, onde trabalha, por volta das 20h45min de  segunda-feira (6). O estabelecimento fica na Rua Marechal Deodoro, no Centro de Lages.




Armado com um revólver, um homem vestindo calça jeans, moletom escuro e com uma mochila, invadiu o estabelecimento e roubou R$ 160,00 em dinheiro, xampus e desodorantes, além de um relógio de um funcionário. Após, fugiu e não foi localizado.
“Fiquei muito assustada. Nunca tinha acontecido algo assim comigo. Nem consegui dormir direito”, relatou a funcionária, lembrando que ela e outro funcionário foram obrigados a ficar trancados no depósito da farmácia enquanto o criminoso praticava o roubo.



Câmeras de segurança da empresa registraram a ação do criminoso. As imagens foram entregues à polícia, que investiga o caso. De acordo com a tenente PM Sandra Bender, a polícia já tem pistas do criminoso.




Praticamente no mesmo horário, foi assaltado um supermercado no bairro Santa Helena, no intervalo de 25 minutos. Um homem com as mesmas características entrou no estabelecimento e levou aproximadamente R$ 250,00, cigarro, uma carteira com documentos, dinheiro e uma chave de um Ford Fiesta.




Há quase um mês Lages sofre com uma onda de assaltos. Na semana passada, uma operação conjunta da PM e Divisão de Investigação (DIC) da Polícia Civil, resultou na prisão de Jeceton Vieira de Oliveira, de 29 anos, principal suspeito de assaltar um supermercado no bairro Guarujá. Oliveira era foragido da Penitenciária de Curitibanos, com antecedentes criminais por porte ilegal de arma de fogo e assalto.




Outras cinco pessoas, dentre elas três homens e duas mulheres, suspeitas de integrarem a mesma quadrilha, também foram presas no bairro Bates, em Lages, e estão à disposição da Justiça




Levantamento feito pelo Correio Lageano mostra que, só nos últimos 20 dias, pelo menos nove roubos foram contabilizados na cidade. Os alvos são supermercados, padarias, postos e combustíveis e agora farmácias. Tanto a Polícia Civil como a Militar informam que estão empenhadas para localizar e prender os autores dos crimes.




Foto: Adecir Morais

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Moradores exigem mais segurança


Moradores exigem mais segurança
Lages, 03/05/2013, Correio Lageano, por Núbia Garcia


Depois que diversos estabelecimentos comerciais e um prédio foram assaltados, população está com medo.



A insegurança tem preocupado os moradores do bairro Coral. O local, considerado por muitos moradores seguro e um bom lugar para criar os filhos, tem sido cenário de ações criminosas nos últimos meses. Além da Associação Comunitária  de Comunicação e Cultura, uma farmácia, uma joalheria e a lotérica foram assaltadas. No mês passado, um adolescente foi roubado e bandidos fizeram arrastão em um prédio em plena luz do dia.



Com a sensação de insegurança batendo à porta, os moradores cobram mais policiamento e  medidas para que situações assim não voltem a se repetir. “Com tudo isso acontecendo, dá até medo de ficar sozinha no trabalho”, comenta a atendente Ana Paula Rosa.



De acordo com a tenente do 6º Batalhão da Polícia Militar Sandra Bender, por causa dos acontecimentos em abril, as rondas foram intensificadas no bairro. Ela acredita que, com a prisão de uma quadrilha, que ocorreu na última segunda-feira (29), o número de crimes deste gênero deve reduzir consideravelmente em toda a cidade.



O bando, formado por três homens e três mulheres, é apontado pela polícia como responsável por uma onda de assaltos que tem acontecido em toda a cidade. “Pelas descrições das vítimas, a polícia acredita que eles são responsáveis pela maior parte, se não por todas, as ocorrências de furtos e assaltos praticadas nos últimos meses”, declara Bender.



No Coral, há a Base da Polícia Comunitária – Setor 8, que atende seis bairros. A Base dispõe de uma viatura de rádio patrulha e duas motocicletas (para policiamento ostensivo e preventivo e também para atender ocorrências), além de um policial que atende à comunidade de segunda-feira à sexta-feira, das 13 horas às 19 horas.



Bender explica que o policiamento da Base é distribuído ao logo de todos os bairros que a compreendem. Para ela, a grande extensão da avenida Camões são fatores que dão a impressão de que não há policiais por lá.



Segundo ela, as rondas têm sido feitas por policiais em veículos, da cavalaria e também a pé. “Mas infelizmente a gente não consegue atender ao desejo da população para que haja um policial em cada rua”, diz, ressaltando a preocupação que a PM tem em reforçar o policiamento no local, devido aos crimes que aconteceram na região.


Limites do Coral


• Av.: 1º de Maio e a rua Germiniano Cordeiro: dividem o Coral e Caravágio
• Rua Euclides Machado da Silva e avenida Ponte Grande: limites com o bairro Ponte Grande
• Ruas Carmosino Camargo e Campo Sales: separam o Coral do Santa Maria
• Rua Nilo Peçanha: separa do bairro Conta Dinheiro
• Ruas Walmor Ribeiro e Dom Pedro I: divisa com o Sagrado Coração de Jesus
• Ruas Fausta Rath e Visconde de Taunay: separam do  bairro São Cristóvão



Aulas de artesanato são terapia para alunas


Associação  Comunitária do bairro oferece diversos cursos para a comunidade do Coral e das regiões próximas.





Incentivar e promover atividades culturais, de formação, educação popular e comunicação comunitária. Este é o objetivo da Associação Comunitária de Comunicação e Cultura, que existe desde 1998 e atende aos moradores do bairro Coral e adjacências.



No local, são oferecidos cursos para a comunidade, como artesanato e informática básica. A associação, de acordo com seu presidente, Neivo Slongo, é uma entidade de organização da sociedade civil e sem fins lucrativos, que se mantém através da contribuição de sócios contribuintes (pessoa física) e apoiadores culturais (pessoa jurídica).




Oficinas de dança e teatro e a promoção de feiras e exposições com os trabalhos desenvolvidos pelos alunos dos cursos de educação popular, também são promovidas pela associação, que é mantenedora da Rádio Comunitária Coral. “Queremos contribuir para o crescimento do espaço comunitário e solidário entre as pessoas”, afirma.



A educadora popular Marinês Sartor Roncaglio, ministra cursos de artesanato no bairro há 18 anos, sempre em caráter comunitário. Ela sempre foi parceira da associação, onde dá aulas de pintura em tecido, desde o início das atividades. “Tem pessoas que procuram o curso de artesanato como terapia, tem outras, a maioria, que procuram para aprender algo novo e acrescer à renda familiar”, diz.



A professora aposentada Rejane Maria Xavier, 61 anos, é aluna dos cursos de artesanato há 10 anos. Segundo ela, participar das aulas, que acontecem uma vez por semana, é uma forma de sair da rotina e esquecer o estresse. “É quase como se fosse uma terapia. Vir aqui me fez aprender algo novo e conhecer pessoas novas”, diz.



Feira de artesanato para divulgar e comercializar


A comercialização dos trabalhos artesanais, desenvolvidos pelas alunas da Associação Comunitária de Comunicação e Cultura, é feita de forma conjunta, através da realização de feiras e exposições. Além de divulgar o trabalho, este tipo de ação também acaba revertendo renda para as alunas.


Para comemorar o aniversário do bairro, que aconteceu na última quarta-feira, e esperar o Dia das Mães, a Associação está promovendo uma Feira de Artes e Artesanato, que iniciou no dia do aniversário do bairro e encerra na véspera do Dia das Mães. Quem quiser conferir de perto o trabalho das alunas, pode visitar a feira, que está sendo realizada na sede da Associação, na Praça Antônio de Macedo.



Fotos: Susana Küster

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Em Lages, assaltos e roubos se multiplicam



Em Lages, assaltos e roubos se multiplicam
Lages, 26/04/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais




Uma onda de assaltos e roubos, em Lages, vem assustando a população. Em menos de 10 dias, pelo menos seis casos foram registrados, conforme levantamento feito pelo Correio Lageano com base nas ocorrências da Polícia Militar. As padarias são os alvos preferidos dos bandidos.



Na tarde de segunda-feira (22), dois homens armados com revólveres renderam uma mulher que estava parada em seu carro, na sinaleira da Rua São Joaquim, no Bairro Copacabana. Desesperada, ela começou a gritar e, com medo de serem presos, os marginais fugiram sem levar nada.



Um pouco mais tarde, assaltantes entraram em uma padaria na Avenida Duque de Caxias, no Bairro Sagrado Coração de Jesus. Na ação, o bando rendeu as vítimas e levou aproximadamente R$ 100,00 em dinheiro, cigarros, a chave e o documento do veículo de um cliente, entre outros objetos.



Cinco dias antes, três homens encapuzados invadiram um supermercado na Rua Desembargador Sálvio Gonzaga, Bairro Guarujá. Os criminosos levaram um notebook, cartões telefônicos e cigarro. Segundo as vítimas, o bando estava armado com um revólver.



O assalto mais recente foi na noite de quarta-feira (24), quando três homens usando toucas e armados entraram em uma padaria na rua Hercílio Granzotto, no Bairro Gethal. Na ação, renderam o dono do estabelecimento e levaram cheques, dinheiro e cigarro.



Os crimes em via pública também ajudam a engrossar as estatísticas de roubo em Lages. Na sexta-feira passada, um homem levou o celular de uma adolescente que caminhava pela Rua Mario Vieira da Costa, no bairro Coral. Em seguida, fugiu e não foi encontrado.



A suspeita é que os crimes vêm sendo praticados pelo mesmo bando, uma vez que as ações têm semelhanças. Na maioria dos casos, os bandidos agem de touca, levam pequenas quantidades de dinheiro, cigarro e fogem de carro.



Outros crimes, até então considerados incomuns na cidade, também vêm tirando o sono da população. É caso de um arrastão em um prédio na avenida Luiz de Camões, no Coral, no sábado (20). Em plena luz do dia, ladrões invadiram dois apartamentos e levaram joias, roupas, computadores, dentre outros objetos.



O que diz a polícia



O delegado da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Lages, Sérgio Roberto de Sousa, afirma que os policiais civis estão nas ruas investigando os casos e já têm suspeitos dos crimes. “Estamos trabalhando e logo colocaremos a mão nos criminosos”, afirma. Para ele, as ações estão ligadas principalmente ao tráfico de droga.



O comandante da PM, Adilson Moreira, informa que os policiais intensificaram as operações para tentar inibir a criminalidade, e pede ajuda à população para denunciar os suspeitos. Ele também compartilha a ideia de que os crimes estão ligadas à droga.




Foto:Divulgação

terça-feira, 23 de abril de 2013

Nem o caminhão da cavalaria escapou da onda de assaltos


Uma onda de assaltos aconteceu nesta segunda e terça, como a tempos não se via na cidade. Começou no final de tarde, numa panificadora da Avenida Duque de Caxias, quando os assaltantes levaram pouco mais de R$ 100, do caixa, mas acabaram deixando uma cliente a pé, pois fugiram no seu veículo.
Por volta das 6 da manhã desta terça-feira entraram na VL Informática, na Rua Hercílio Luz, quando o assaltante abriu o miolo da grade e da porta de vidro em menos de um minuto. Levou três notebooks, sendo um deles o modelo mais caro da loja. Fugiu pelo estacionamento da Casa do Pintor, segundo uma testemunha.
Para completar o drama da polícia, na noite de segunda-feira a PM foi fazer uma batida na Taipa. Foi até a cavalaria, cujo caminhão ficou na Avenida Caldas Junior (Santa Helena) e dali seguiram à cavalo. Foi quando os marginais jogaram álcool e atearam fogo na parte superior do veículo, sendo as chamadas debeladas por moradores. E a gang ficou de boa…

Nova modalidade de crime em Lages



Nova modalidade de crime em Lages
Lages, 24/04/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais



Em uma ocorrência, criminosos fizeram um arrastão em um prédio e, em outra, atacaram uma mulher em uma sinaleira



Uma nova prática criminosa começou a ser usada em Lages. Na lista das ocorrências, está um arrastão em um prédio no bairro Coral e uma tentativa de roubo a uma mulher que estava parada em uma sinaleira, no Copacabana. Os crimes, incomuns na cidade, deixaram a população em alerta e assustada.



O arrastão ocorreu em um prédio de sete andares na avenida Luís de Camões, no sábado (20), em plena luz do dia. Os criminosos arrombaram dois apartamentos e tentaram entrar num terceiro. Na ação, levaram joias, roupas, computadores, dentre outros objetos.



Uma das vítimas, o casal de jornalistas Sidnei Luís Andrioli e Fernanda Martins Freitas, está assustado. Eles contam que saíram por volta das 10 horas e, quando retornaram, no meio da tarde, sentiram a falta de dois notebook e joias que foram levados pelos criminosos.



O apartamento da vendedora Marilene Oliveira, que reside no quatro andar do edifício, também foi alvo dos bandidos. Na ação, foram levados roupas, joias, filmadora, bolsas, jaqueta de couro, maquiagem, câmera fotográfica e perfume. O prejuízo foi entre R$ 25 a 30 mil.



O que intriga as vítimas é que os criminosos entraram no apartamento sem arrombar a fechadura, o que demonstrada que podem ter usado uma chave micha. Além do mais, estranham o fato de ninguém ter visto nada de anormal no prédio.



A tentativa de assalto ocorreu na tarde da última segunda-feira (22). Armados com revólveres, dois homens renderam uma mulher que estava parada com seu carro na sinaleira da rua São Joaquim, no bairro Copacabana. Desesperada, ela pediu socorro e os bandidos fugiram sem levar nada.



O delegado da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Lages, Sérgio Roberto de Sousa, informou que a Polícia Civil já está investigando os dois casos. Ele considera as ocorrências graves, uma vez que são incomuns na cidade. Apesar disso, não acredita que elas estejam relacionados à ação de uma quadrilha.



“Trabalho em Lages há dois anos e nunca tinha visto roubo em sinaleira. É uma situação nova e precisamos investigar. Já em relação ao arrastão, a situação também é nova e estamos investigando”, comenta.



Droga é principal causa dos crimes, diz polícia



Para o delegado, os crimes podem estar relacionados ao consumo e tráfico de droga. Os bandidos podem estar roubando para sustentar o vício, ou com o intuito de adquirir entorpecentes para alimentar o consumidor.



O comandante da Polícia Militar, Adilson Moreira, também compartilha a ideia de que as ações estão ligadas à droga. “Percebemos que o modus operandi dos crimes são os mesmos e a maioria dos casos é de criminosos que roubar para comprar droga”, sustenta.



Moreira afirma que a PM vai intensificar as ações de repressão aos criminosos, por meio de rondas nos pontos mais críticos e barreiras policiais, além de fazer um trabalho conjunto com a DIC. Mas estas ações, por si só, não são suficientes. Segundo ele, a população também deve ajudar denunciando os criminosos.



De acordo com dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública, somente nos dois primeiros meses deste ano, Lages registrou 34 roubos. Nos últimos 15 dias, foram pelos menos sete casos.



Foto:Adecir Morais

sábado, 2 de março de 2013

População do interior convive com medo de ser a próxima vítima



População do interior convive com medo de ser a próxima vítima
Serra Catarinense, 02 e 03/03/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais




A violência vem aumentando a sensação de insegurança na área rural. Tem até moradores investindo em itens de segurança,outros estão abandonando o campo com medo de se tornarem vítimas.




O meio rural na Serra Catarinense deixou de ser um lugar tranquilo. Conhecida pelas belas paisagens, a região também tem sido alvo de constantes assaltos, alguns com mortes. Só este ano, pelo menos três casos deixaram os moradores amedrontados.



Em tese, quase sempre os crimes são praticados com requintes de crueldade. Sob fortes ameaças, as vítimas, geralmente ficam na mira de arma de fogo, são humilhadas e agredidas. Em alguns casos, depois de roubar, os bandidos as executam.



Mês passado, por exemplo, mãe e filha foram brutalmente assassinadas na localidade de Morro do Chapéu, no interior de Campo Belo do Sul. O latrocínio (roubo seguido de morte) ainda está sendo investigado pela polícia. O crime chocou a população que até realizou uma caminhada pedindo paz.



Ainda em Campo Belo, o casal Jaime Ferreira de Morais e Terezinha Ribeiro de Morais foi assassinado dentro da própria casa, em setembro do ano passado - ele com um tiro de espingarda calibre 12 e ela degolada. Quatro homens foram indiciados pelo crime e estão presos.



Com cerca de 7,4 mil habitantes, o município é um dos mais violentos da Serra. Só nos últimos dois anos, foram sete homicídios, a maioria latrocínio. Santa Catarina tem uma média de 12,9 homicídios para cada 100 mil habitantes.



Em Correia Pinto, três pessoas da mesma família foram rendidas em casa, amarradas e trancadas no banheiro por quase quatro horas, na localidade de São Pedro, no interior do município. O caso ocorreu em janeiro deste ano. Dois homens e uma mulher foram indiciados pelo crime e estão presos.



O último assalto que assustou os moradores ocorreu na esta semana, em Palmeira. Encapuzados, dois homens renderam o agricultor Laércio Pereira de Oliveira, de 56 anos, em Cerro Alto. Os criminosos invadiram sua casa e tentaram roubar vários objetos
Em todos os municípios da Serra, são muitas as possibilidades de fuga pelas estradas vicinais. Na maioria das vezes, a polícia não tem como patrulhar todas as localidades.



Agricultores estão assustados com a escalada da criminalidade



Os assaltos na zona rural têm preocupado os moradores. Com medo, alguns tiveram que investir para se proteger, como é o caso da agricultora Aires Fátima Mariana de Souza, de 50 anos, que mora na comunidade de Cerro Alto, em Palmeira.



“A gente fica preocupada. Colocamos até alarme na casa e no galpão e não vamos dormir  sem antes travar bem as portas e janelas. Todo o cuidado é pouco”, comenta ela, que mora com o marido a cerca de dois quilômetros distante da casa de Laércio, que teve sua invadida por bandidos esta semana.



Quem também sente medo em morar no interior é a dona de casa Marta Helena Vargas, residente também na localidade de Cerro Alto. Apesar de morar com o marido e um filho, ela diz que a família fica “ressabiada”, pois além dos assaltos, na comunidade acontecem muitos furtos, principalmente de roçadeiras e motosserras.