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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Bombeiros atendem incêndio no interior de Anita Garibaldi


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Anita Garibaldi, 26/06/2014 Correio dos Lagos

 No sábado (21) por volta das 16h o Corpo de Bombeiros de Anita Garibaldi foi acionado para atender um incêndio no interior do município, na comunidade conhecida por empresa Golin, distante cerca de 34km do centro.
Segundo informações do solicitante que esteve no grupamento, tratava-se de um incêndio em edificação de madeira (galpão para lida de campo). Quando chegaram ao local, os bombeiros constataram que o galpão de aproximadamente 280m² estava completamente destruído pelas chamas e o calor  se propagava para uma casa mista e um galpão de madeira que servia de depósito para sementes, ambos localizados ao lado do incêndio.
Rapidamente montaram um estabelecimento com adutora, divisor e duas linhas de ataque, iniciando o combate das chamas bem como resfriamento das demais edificações. Foram utilizados 10 mil litros de água em duas horas de trabalho. Após o combate e com o local já em segurança e as chamas praticamente extintas, a reserva de água do ABT - 20 se esgotou, sendo que o mesmo retornou até a cidade para reabastecimento, voltando posteriormente ao local do sinistro para realizar o rescaldo.
A possível causa do incêndio ainda não foi apurada, porém suspeita-se que um curto circuito na rede elétrica do banheiro tenha sido a causa do início do sinistro.
O trabalho dos bombeiros militares estendeu-se até a noite, sendo que após o rescaldo, isolaram o local para posterior perícia. Vale ressaltar a importância de uma unidade do Corpo de Bombeiros no município, uma vez que o trabalho vai muito além de combater incêndios, atender acidentes de trânsito ou situações de risco. O número 193 salva vidas então não exite em chamá-los quando necessário.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Mulher é agredida no interior de São Joaquim por receber chamadas a cobrar

Imagem Ilustrativa!
Imagem Ilustrativa

Agressão ocorreu na hora do almoço.

A Polícia Militar de São Joaquim foi acionada por volta das 12h20min desta última segunda – feira (21) na Localidade de Pericó ( interior de São Joaquim). O caso de violência doméstica aconteceu por causa de ligações feitas a cobrar pelo marido da vítima.
A mulher agredida relatou a PM que o seu irmão J.C.C. teria apertado seu pescoço e a derrubado no chão. No momento em que a polícia chegou ao local não localizou o agressor. Já a vítima L.A.C. foi orientada a registrar um Boletim de Ocorrência na Delegacia.

Imagem Ilustrativa

Redação São Joaquim Online com informações da Polícia Militar de São Joaquim

sábado, 19 de outubro de 2013

Bombeiros resgatam menina de dez anos de mata no interior de Pouso Redondo

Bombeiros resgatam menina de dez anos de mata no interior de Pouso Redondo
Florianópolis/Pouso Redondo, 19/10/2013, Assessoria de Imprensa do Corpo de Bombeiros de SC


Uma menina de dez anos se perdeu em uma mata na Localidade Sítio Peters, no interior de Pouso Redondo, e foi localizada em uma operação conjunta de bombeiros militares e comunitários de Taió, no Alto Vale. A Polícia Militar (PM) e populares ajudaram nas buscas.



O grupo de resgate realizou buscas no local onde a vítima tinha sido vista pela última vez. Familiares, que moram há pouco tempo na região, disseram que a criança foi vista quando brincava próximo a uma área de mata nas redondezas.



Após aproximadamente 2h30min de operação a vítima foi localizada na mata indicada. A menina apresentava escoriações leves e seu estado de saúde era estável. Ela estava muito assustada.





Foto:Assessoria de Imprensa do Corpo de Bombeiros de SC/Divulgação

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Mudança de vida com novas moradias no interior

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Anita Garibaldi, 17/10/2013 Correio dos Lagos
 
 Morar bem e ter condições de permanência no campo, é o que todo agricultor e sua família buscam e necessitam, e esse desejo está se tornando realidade graças a projetos desenvolvidos pelo Governo Federal, apoiados e realizados por entidades de pequenos municípios e que fazem a diferença.
Em Anita Garibaldi, a entidade organizadora é o Sintraf - Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar de Anita Garibaldi e Região, tendo como agente financeiro responsável a Caixa Econômica Federal. Outras entidades participam do processo como  Cooperhaf - Cooperativa de Habitação dos Agricultores Familiares, que organiza os sindicatos e faz a relação com a Caixa Econômica Federal. 
Cada família foi beneficiada com R$ 25 mil para construção da casa nova, valor subsidiado pelo governo federal através do PNHR (Programa Nacional de Habitação Rural), que é um dos eixos do Minha Casa Minha Vida. No município de Anita Garibaldi estão sendo entregues 34 unidades habitacionais, sendo dois grupos de dezessete cada.
Para participar do programa o agricultor deve ser associado ao sindicato. Existem diversos critérios que a família interessada deve atender, porém o número de casas vem aumentando e a procura por uma vida melhor é o principal objetivo de quem consegue aderir ao programa.
Cada família contemplada com o recurso financeiro tem alguns deveres a cumprir como a participação do projeto social “Caprichando a Moradia”, o qual é desenvolvido através da Cooperhaf e visa a melhoria das residências, buscando bem-estar, qualidade de vida e garantindo um ambiente saudável e digno de se morar.
Este projeto visa a participação das famílias beneficiárias durante a construção das casas de encontros onde são discutidos quatro assuntos divididos em módulos, e que trabalham o embelezamento da propriedade, alimentação saudável, gestão financeira, associativismo e cooperativismo. 
Além da orientação e capacitação, as famílias participarão de um dia de campo no encerramento do programa, quando receberão mudas de árvores frutíferas, mudas de flores e sementes de hortaliças. 
Para Claudionor de Macedo, secretário de organização sindical do Sintraf, “o Sindicato tem buscado muitas formas de atender os agricultores, sempre visando a melhoria nas condições de vida e o programa de habitação rural é um exemplo disso. Estou satisfeito em ver a alegria das pessoas com a conquista da casa nova”, enfatizou.
O presidente do Sintraf, Paulo Cezar Pinheiro, destacou que só na semana que passou foram entregues cinco casas. “Nos próximos dias temos mais 29 a serem entregues e já está na Caixa Econômica para assinatura de contrato outros dois grupos. Essa parceria com o Governo Federal está proporcionado que as pessoas possam morar com dignidade”, comentou.
Cada família beneficiada recebe o valor  destinado, porém fica a critério das famílias a ampliação e melhorias na construção, como foi o caso do agricultor Jairo Sutil e sua esposa Michele de Moraes Schmitt Sutil, moradores do Reassentamento Boa Vista, interior de Anita Garibaldi. O casal investiu um pouco e conseguiu construir uma residência maior. “Nossa casa antes era de madeira, um galpão, tinha só cozinha, quarto e um banheiro improvisado, agora mudou tudo, temos uma casa grande, com área, vários cômodos. Estamos felizes”, comentou Michele, destacando que se não fosse esse programa não iriam conquistar uma casa como a que já estão morando. “Já com o projeto não foi fácil, imagina se a gente fosse fazer tudo, sem auxílio. A nova casa vai contribuir para a permanência no meio rural e vai mudar nossa vida”. 
O casal Oraci José Sutil Teixeira e Zelia dos Santos, tem quatro filhos, destes, três moram com os pais e a nova casa para a família foi recebida com alegria. “Se não fosse este projeto nós nunca iriamos conseguir fazer uma casa boa assim. É uma mudança de vida e estamos muito felizes. O sindicato ajuda muito e vale a pena contribuir, pois o retorno sempre vem”, comentou Oraci, que junto a família mostra a alegria na nova casa.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Chuvas deixam o interior em estado precário

Chuvas deixam o interior em estado precário
Lages, 24/09/2013, Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Lages



Com o rio Pelotinhas dois metros acima do nível normal e a força incontrolável das águas, cerca de 300 pessoas estão sem acesso à Coxilha Rica.



A equipe de Infraestrutura do Interior da Secretaria de Agricultura e Pesca verificou a situação do rio Pelotinhas na tarde desta segunda-feira (23). Uma das preocupações é a ponte, principal acesso à localidade de São Jorge, na Coxilha Rica. Há dois meses a ponte recebeu reparos, com a substituição de cavaletes e pranchas de madeira. Devido às cheias dos últimos dias sua estrutura cedeu, deixando cerca de 300 pessoas praticamente isoladas.




Ao ser notificada pelos moradores, a equipe da secretaria, preocupada com a situação, imediatamente atendeu aos chamados. “Já decretamos situação de emergência no local e os trabalhos de recuperação da ponte iniciarão logo”, afirma o diretor de Infraestrutura do Interior, Pedro Figueiredo. “Como a água já começou a baixar, em breve a situação será regularizada”, explica. A ponte tem cerca de cem metros de extensão e 4,20 metros de largura. A expectativa é de que em até dez dias a obra de recuperação comece a ser executada.




Com o isolamento, para os moradores conseguirem sair ou chegar às suas propriedades, próximas a localidade de São Jorge, é necessário fazer um desvio de cerca de 30 quilômetros pela antiga BR 2, passando pela estrada de Escurinho e a localidade de Pelotinhas. “Não há como prever a força da natureza e o que temos a fazer é recuperar os danos causados. Pedimos a compreensão de todos neste momento de dificuldade”, reitera.



Foto: Assessoria de Imprensa do Município de Lages/ Divulgação

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Veículo capota no interior de Otacílio Costa

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Otacílio Costa, 09/09/2013 Correio Otaciliense
 
Na manhã de domingo, 08, um veículo Renault Logan de placas AQS 5352, saiu da estrada e capotou.
O acidente aconteceu nas proximidades da Perimetral Norte, em Vila Aparecida, Otacílio Costa. O automóvel era conduzido por Ivanildo da Cunha Rodrigues, soldado da Policia Militar de Otacílio Costa, que trafegava com seu carro de passeio. Ele estava sozinho e foi encaminhado ao hospital.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Cães atacam gado no interior de Otacílio Costa

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Otacílio Costa, 01/08/2013 Correio Otaciliense

 Problema que tem afetado muitos criadores de animais no interior das cidades, os cães soltos a própria sorte tem levado prejuízo aos produtores, que estão ficando com animais machucados e até mesmo mortos após ataques de cachorros.
Segundo o produtor Adilson Deboit, na última semana seu sítio, localizado nas proximidades do Parque Cambará, teve pela terceira vez o ataque de cães. “Estamos tentando pegar esse bicho, mas não está fácil”, conta. Neste último ataque, um terneiro ficou ferido, com parte da orelha e de uma das patas arrancadas. “Quanto mais a gente chega perto, mais os cães atacam e acabam matando o gado”, fala Deboit.
Ele explica que ao todo, já foram mortos 10 de seus animais. “Meu terreno é todo fechado, mas com cerca, então os cães acabam entrando, precisamos agora é pegar esse bicho para não termos mais prejuízo dessa forma”, conclui informando que os demais produtores tenham cuidado para não ter suas criações atacadas.

Identificada quadrilha que assaltou sítios em SCS

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São Cristóvão do Sul, 01/08/2013 A Semana

A Polícia Civil de São Cristóvão do Sul e os delegados Fabiano dos Santos Silveira e Leandro Carlos Consolo, da Comarca de Curitibanos, após investigações sobre os dois roubos a sítios, no interior de São Cristóvão do Sul, em 22 de julho, com vítimas sendo agredidas, identificaram os quatro autores do crime. Conforme o delegado Fabiano, com mandados de busca e apreensão, foi preso em flagrante, na manhã da última quarta-feira (31), Clenilson de Góis, 33 anos, já confirmado como participante no roubo às propriedades de J. M. e R. M.L..
Outras duas pessoas também foram detidas e encaminhadas à DPCO em Curitibanos. Sem antecedentes, responderão ao Inquérito Policial em liberdade. Os dois acusados também residem no Monte Alegre.
Foi identificado, também no Monte Alegre, o endereço de Paulo José da Silva Borges, 25 anos, conhecido por Paulinho da Cohab, que conseguiu fugir no dia da abordagem policial. Ele é considerado foragido da Justiça, pois tem contra si outros mandados de outras comarcas. Para a Polícia, ele é considerado um criminoso violento, que agride suas vítimas.
Na residência dos investigados, foram recuperados quatro espingardas, sendo duas de calibre 28, uma de calibre 16 e outra de calibre 22, 13 munições, uma cartucheira, um telefone celular, dois litros de produtos veterinários e seringa de vacinar gado. Todos os objetos foram reconhecidos pelas vítimas.


VÍTIMA CONTOU DETALHES:

“Eles pensaram que haviam me matado, então, pararam as agressões”, relatou R. Confira, na edição impressa desta sexta-feira (2), o relato de uma das vítimas da quadrilha, que ficou conhecida por ser violenta durante assaltos. Nesse caso, os bandidos jogaram querosene na vítima.

domingo, 21 de julho de 2013

Cresce o registro de furtos no interior

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Ferramentas, insumos e armas são alvos dos ladrões
Curitibanos, 21/07/2013 A Semana 

Os furtos às residências diminuíram consideravelmente depois da prisão de traficantes em Curitibanos, o que comprova que grande parte dos furtos ocorre para que os objetos sejam trocados por droga. Na contramão dessa informação, está a situação de aumento em furto em localidades interioranas do município, que já estão na linha de investigação Delegacia de Polícia Civil, através da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Curitibanos.
Segundo o delegado Fabiano dos Santos Silveira, nos últimos seis meses, ocorreram 128 furtos a residências, muitos deles em sítios e fazendas afastados da área urbana. O delegado explica que muitos produtores rurais acabam deixando a propriedade sozinha, sem saber que estão sendo monitorados, e, quando saem, ladrões aproveitam para levar pertences valiosos, como armas, insumos e ferramentas. “Os produtores, muitas vezes inocentes, contam o que têm em suas propriedades e acabam atraindo o ladrão. As indicações são ter discrição quanto aos seus bens, evitar deixar a propriedade sozinha e ficar atento à movimentação estranha nos arredores”, salienta o delegado.
Ele reforça que os produtores se conhecem, sabem quem é comum encontrar nas ruas próximas à sua propriedade e quem é estranho, por isso, quando perceberem movimentação diferente, devem anotar as características da pessoa, cor, modelo e placa do veículo e ligar para a Polícia, que irá averiguar. De acordo com o delegado, é comum os ladrões fazerem o reconhecimento do local durante o dia para retornarem à noite. Outra indicação do delegado é manter contato com os vizinhos. “Quando sair, avisar o vizinho mais próximo, pedir que fique atento a barulhos e frisar que estará ausente por um período”, acrescenta.
De acordo com os agentes da DIC, a investigação de furtos no interior é complicada, pela falta de testemunhas. Mesmo assim, são ouvidos funcionários, vizinhos e parentes da vítima. Eles orientam os produtores rurais a ter precaução ao contratar novos funcionários e observam que é importante solicitar negativas criminais na Delegacia e no Fórum antes da contratação, para manter caseiro de confiança.
Os agentes frisam que, de todos os furtos ocorridos em propriedades do interior, em 90% foram subtraídas armas, o que é preocupante, pois os que fazem o Boletim de Ocorrência são apenas os produtores que têm registro. Por isso, segundo eles, o número de armas roubadas pode ser muito maior, pois aqueles que têm arma clandestina não procuram a Delegacia. “Estamos investigando, pois não sabemos para onde estão indo essas armas. O produtor tem de regularizar sua arma de fogo e, caso sinta-se inseguro, pode entregá-la para a campanha do desarmamento, mediante reembolso. Pessoas que tiverem informações sobre os furtos podem informar pelo 197 ou, ainda, nas urnas da DIC”, orienta o agente Maurício Ramos.

sábado, 2 de março de 2013

População do interior convive com medo de ser a próxima vítima



População do interior convive com medo de ser a próxima vítima
Serra Catarinense, 02 e 03/03/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais




A violência vem aumentando a sensação de insegurança na área rural. Tem até moradores investindo em itens de segurança,outros estão abandonando o campo com medo de se tornarem vítimas.




O meio rural na Serra Catarinense deixou de ser um lugar tranquilo. Conhecida pelas belas paisagens, a região também tem sido alvo de constantes assaltos, alguns com mortes. Só este ano, pelo menos três casos deixaram os moradores amedrontados.



Em tese, quase sempre os crimes são praticados com requintes de crueldade. Sob fortes ameaças, as vítimas, geralmente ficam na mira de arma de fogo, são humilhadas e agredidas. Em alguns casos, depois de roubar, os bandidos as executam.



Mês passado, por exemplo, mãe e filha foram brutalmente assassinadas na localidade de Morro do Chapéu, no interior de Campo Belo do Sul. O latrocínio (roubo seguido de morte) ainda está sendo investigado pela polícia. O crime chocou a população que até realizou uma caminhada pedindo paz.



Ainda em Campo Belo, o casal Jaime Ferreira de Morais e Terezinha Ribeiro de Morais foi assassinado dentro da própria casa, em setembro do ano passado - ele com um tiro de espingarda calibre 12 e ela degolada. Quatro homens foram indiciados pelo crime e estão presos.



Com cerca de 7,4 mil habitantes, o município é um dos mais violentos da Serra. Só nos últimos dois anos, foram sete homicídios, a maioria latrocínio. Santa Catarina tem uma média de 12,9 homicídios para cada 100 mil habitantes.



Em Correia Pinto, três pessoas da mesma família foram rendidas em casa, amarradas e trancadas no banheiro por quase quatro horas, na localidade de São Pedro, no interior do município. O caso ocorreu em janeiro deste ano. Dois homens e uma mulher foram indiciados pelo crime e estão presos.



O último assalto que assustou os moradores ocorreu na esta semana, em Palmeira. Encapuzados, dois homens renderam o agricultor Laércio Pereira de Oliveira, de 56 anos, em Cerro Alto. Os criminosos invadiram sua casa e tentaram roubar vários objetos
Em todos os municípios da Serra, são muitas as possibilidades de fuga pelas estradas vicinais. Na maioria das vezes, a polícia não tem como patrulhar todas as localidades.



Agricultores estão assustados com a escalada da criminalidade



Os assaltos na zona rural têm preocupado os moradores. Com medo, alguns tiveram que investir para se proteger, como é o caso da agricultora Aires Fátima Mariana de Souza, de 50 anos, que mora na comunidade de Cerro Alto, em Palmeira.



“A gente fica preocupada. Colocamos até alarme na casa e no galpão e não vamos dormir  sem antes travar bem as portas e janelas. Todo o cuidado é pouco”, comenta ela, que mora com o marido a cerca de dois quilômetros distante da casa de Laércio, que teve sua invadida por bandidos esta semana.



Quem também sente medo em morar no interior é a dona de casa Marta Helena Vargas, residente também na localidade de Cerro Alto. Apesar de morar com o marido e um filho, ela diz que a família fica “ressabiada”, pois além dos assaltos, na comunidade acontecem muitos furtos, principalmente de roçadeiras e motosserras.



segunda-feira, 2 de julho de 2012

Precariedade nas estradas da Serra

Precariedade nas estradas da Serra
Serra Catarinense, 02/07/2012, Correio Lageano


Verba destinada pelo Governo do Estado, há um ano, não foi suficiente para revitalização completa das rodovias de interior


Um ano após a liberação de R$ 4,5 milhões pelo Governo do Estado, para revitalização das estradas da Serra Catarinense, usuários denunciam: a situação de precariedade não melhorou. A verba foi rateada entre as 18 cidades da Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures) e cada uma recebeu R$ 250 mil.


Esta foi a primeira vez, de acordo com a assessoria de imprensa da Amures, que o governo liberou um recurso exclusivo para que os municípios investissem nas estradas da região. A verba foi distribuída, os recursos utilizados e, mesmo assim, as condições da maioria das estradas de interior continuam precárias.


Os 18 municípios que constituem a região da Amures ocupam uma área aproximada de 16.085,355 quilômetros quadrados, superfície correspondente a 16,87% do território catarinense.



Além da grande extensão destas rodovias, as intempéries climáticas contribuem para a deterioração das mesmas, que precisam passar por constantes revitalizações.


Para a secretária executiva da Amures, Iraci Vieira de Souza, o problema de conservação nas estradas da região é uma situação grave e que merece atenção. Ela comenta que a verba destinada pelo Estado no ano passado foi suficiente para tomar medidas paliativas, mas não para executar revitalizações completas.


Ela ressalta que a demanda de necessidades é muito grande, por isso, os recursos recebidos acabam sendo utilizados completamente, mas pouco aproveitados. “Os prefeitos estão sempre buscando recursos para investir nas estradas, mas não é como uma obra de construção, que após finalizada está pronta. As estradas precisam passar por constantes recuperações, é um trabalho permanente”, completa.



Consórcio pode auxiliar na solução


Uma das deficiências das prefeituras da região, na hora de cuidar das estradas, é a falta de verba para compra de maquinário.


Pensando neste problema, o atual presidente da Amures, Luiz Paulo Farias (PT), prefeito de Ponte Alta, solicitou um estudo da equipe técnica da Amures, que tem como finalidade analisar a viabilidade de implantação de um consórcio para a compra de máquinas.



De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, o estudo também leva em consideração a possibilidade de implantar uma patrulha mecanizada de recuperação de estradas, de forma consorciada.


A ideia é fazer um consórcio para comprar de forma conjunta, maquinário para recuperação e atender aos municípios em forma de rodízio, dando preferência aos que estão em condições mais precárias.


A iniciativa, que sugere que os municípios rateiem o valor da compra do maquinário, deve ser apresentada aos municípios na próxima assembleia da Amures.


De acordo com a secretária executiva da Amures, Iraci Vieira de Souza, há a possibilidade de que este projeto seja incluso no Consórcio de Saneamento Municipal Básico (Cisama). Atualmente, a Cisama já atende aos setores de meio ambiente, agropecuária, alimentação e saneamento básico, e pode ser ampliado para englobar infraestrutura e atender as questões da precariedade nas estradas.



Usuários querem qualidade

As estradas de interior são o meio de levar a produção local para as indústrias. Freteiro de leite há 32 anos, Matusalem Corrêa, de 54 anos, usa com frequência as estradas de Correia Pinto, São José do Cerrito e Lages. Para ele, as restaurações com patrolamento e cascalhamento não são suficientes para sanar os problemas. “A situação, que já não é boa, fica muito crítica em dias de chuva”, comenta.



Itamar Goedert também freta leite. Para ele, o setor madeireiro deveria colaborar na manutenção das estradas. “Vejo caminhão com dezenas toneladas de carga passando por estrada de chão. No asfalto, nas BRs tem limite de peso, mas nas estradas de interior não”.



Fotos: Onéris Lopes/Divulgação e Núbia Garcia