Lages, 07/06/2013, Correio Lageano
Marcius Machado quer saber o que aconteceu com os envolvidos na CPI da Folha e se o dinheiro será recuperado
O caso não é novidade, mesmo assim poucas são as respostas. Por isso, o vereador Marcius Machado (PPS) indaga sobre o andamento da CPI da Folha de Pagamento. Ele enviou, na terça-feira (28), um pedido de informações à Prefeitura de Lages.
No documento, o vereador pergunta se os supostos envolvidos no esquema de desvio de dinheiro público foram punidos. Ele interroga se todas as pessoas que participaram do esquema foram afastadas da prefeitura e o que está sendo feito para reaver o dinheiro que teria sido desviado.
O Poder Executivo tem 30 dias para apresentar a resposta. Machado explica que a solicitação é feita em nome dos cidadãos que não sabem como o caso está sendo tratado. “Alguns foram representados no Ministério Público de Lages, mas há informações de que envolvidos no esquema continuam trabalhando na prefeitura”, declara.
Ele pede por justiça e para que os crimes não fiquem impunes. “Não pode acabar uma CPI em pizza. O pessoal me indaga se teve resultado e eu não tenho respostas”, acrescenta.
Entenda o caso
O caso da folha de pagamentos do município veio à tona em outubro de 2010, quando o então diretor de recursos humanos, André Rau, e o diretor de fiscalização da prefeitura de Lages, João Carlos Vieira, foram exonerados. Foi a gerência do banco Itaú que percebeu a fraude e fez a denúncia.
Em novembro de 2011, a Câmara de Vereadores de Lages apresentou o relatório da CPI da Folha, em que apontou um suposto esquema que fraudava as folhas de pagamento, atribuindo o pagamento de horas extras e benefícios irregulares.
No total, teriam sido desviados R$ 820.339,32 dos cofres públicos. O relatório foi enviado ao Tribunal de Constas, Ministério Público e à Prefeitura de Lages. Para a comissão de inquérito, quem comandava o esquema era Rau. Ele possuía acessos ao sistema de informática que gera as folhas de pagamento, segundo a denúncia, alterava os valores de benefícios.
Uma servidora também foi apontada como participante. Ela continuou trabalhando na prefeitura e chegou a receber uma promoção mesmo depois da denúncia.
Em setembro do ano passado, Rau foi preso e, em novembro, afirmou que não era o único no esquema. Disse que os ex-secretários Walter Manfrói e Antônio César Alves Arruda sabiam dos desvios. Em dezembro Rau foi libertado.
Foto: Divulgação
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