Lages, 04/07/2013, Correio Lageano, por Afonso Rodrigues
Com pé-de-cabra, Adilson da Luz atacou Patrícia da Luz há uma semana. Delegado promete que homem será encontrado.
Uma semana depois de agredir a ex-mulher, Adilson Rodrigues da Luz, de 43 anos, permanece foragido. O rapaz atacou Patrícia Aparecida da Luz, dona de casa, de 33 anos, na noite da última quarta-feira, com golpes de um pé-de-cabra.
Os dois foram casados por 18 anos e se separaram no final do ano passado. Adilson foi morar com a mãe no bairro Popular, onde ocorreu a agressão. A família de Patrícia, que vive próximo ao local, não quis dar mais detalhes sobre o ataque.
Segundo familiares de Adilson, que preferiram não se identificar, quase todos os dias Patrícia procurava o ex-marido e as brigas eram constantes. Uma sobrinha de Adilson chegou a ajudar a dona de casa nos primeiros instantes após a agressão. Depois, Adilson teria buscado algumas roupas e saído de casa, não mais retornando.
De acordo com parentes próximos, Adilson estava trabalhando e pagava em dia a pensão dos cinco filhos que tem com Patrícia. Ela sofreu lesões no rosto e precisou fazer pontos.
Na tarde de terça-feira, Patrícia esteve na 1ª Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso de Lages, onde denunciou a agressão do ex-marido.
Medida
O delegado João Roberto de Castro acatou as alegações da mulher, que disse ter sido essa a primeira agressão. “O marido dela ainda não foi localizado, mas vai ser. Foi encaminhada uma medida protetiva. Com essa determinação judicial, ele não poderá se aproximar dela ou mesmo estar no mesmo local”, disse.
Ainda segundo o delegado, o próximo passo será interrogar Adilson. “Vamos ver se tem mais alguma coisa a dizer, porque sempre pode ter algo novo a esclarecer. Tendo as provas materiais, a outiva do indiciado é consequência. Patrícia não será mais ouvida. Ela indicou uma testemunha, mas ainda não veio”, afirmou.
Segundo o delegado, casos como esse ainda são corriqueiros. “Infelizmente, isso é corriqueiro. Tem muitos fatos assim. Normalmente são casos catalisados pelo álcool em comunidades mais carentes. É uma pena”, finalizou.
Foto:Afonso Rodrigues
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