Lages, 04/07/2013, Correio Lageano, por Susana Küster
Problema deve ser resolvido com recadastramento de georreferenciado
Números errados, repetidos ou até a falta deles, prejudicam o trabalho dos carteiros que precisam procurar os endereços de postagem para conseguir entregar muitas correspondências. O problema é antigo e os mais experientes decoraram os locais com problemas. A Secretaria de Planejamento (Seplan) espera resolver o assunto quando o recadastramento de georreferenciado ficar pronto.
O carteiro Carlos da Silva Chaves trabalha há 20 anos na profissão e afirma que a maioria dos casos de devolução de correspondências é devido ao endereço insuficiente e a falta de número nos locais. “A falta de caixa e os cães soltos pioram ainda mais a nossa situação”, lamenta.
A informação é confirmada pelo gerente de distribuição dos Correios em Lages, Vanderlei Figueiredo. Ele diz que nos bairros Bela Vista, Pró Morar e Araucária a confusão nos números é maior. “Tem pessoas lá que ainda usam quadra e lote e isso nem existe mais”, comenta.
De acordo com as portarias 566 e 567 do Ministério das Comunicações, toda casa precisa ter um número oficial com sequência numérica do maior para o menor na rua. De um lado da via ficam os números pares, no outro lado, os ímpares. A rua também precisa ter placas indicando seu nome.
Figueiredo diz que o sistema de endereçamento é bem planejado, mas na prática, o mesmo não ocorre. “As pessoas colocam o número aleatoriamente ou usam o número do vizinho ou não têm número”, comenta.
Colocar a lei em prática
Para resolver a situação, o gerente de Distribuição acredita que é só colocar a lei em prática. “Além de regularizar a numeração, é necessário que o destinatário tenha uma caixa para receber as correspondência. Se o carteiro entrar no lote, o ato pode ser considerado como invasão. Quem não puder pagar por uma caixa, pode colocar uma garrafa pet”, explica. Ele afirma que a prefeitura poderia fazer doações de caixas e mutirões nos bairros para resolver o problema da numeração.
Em Lages, um carteiro entrega em média 600 cartas por dia. Na periferia, mais entrega ocorre e menos correspondência tem. Há 60 profissionais na cidade e, de acordo com Figueiredo, é um número que atende à demanda. A cada dois anos é feito um estudo para saber se o número supre a necessidade.
O problema com a numeração também é sentido pela comunidade. O designer gráfico Euclides Miguel Garbin, diz que a situação piora quando é preciso encontrar um endereço que não se conhece. A reclamação é confirmada por Volni José Garcia. “Achar alguém por nome, número e rua não é tarefa fácil. Que digam os pobres carteiros”, lamenta.
Seplan pretende resolver
O secretário municipal de Planejamento, Jorge Raineski, diz que foi licitado o recadastramento de georrefenciado. Isso quer dizer que as informações do número da casa, relógio da luz e água, e o tamanho dos terrenos serão conectadas por satélite. Até o final do ano, o secretário diz que pretende ter tudo equacionado. “São quatro ou cinco meses para colocar em prática o que precisa ser mudado”, salienta.
Foto: Susana Küster
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