Lages, 10/07/2013, Correio Lageano
Os estudos para concluir os projetos das quatro passarelas na BR-282 ainda estão sendo feitos pela prefeitura de Lages
Os projetos para implantação das passarelas na BR-282 estão sendo realizados e podem ser entregues para o Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit) dentro de um mês. A intenção é adequá-los às obras das marginais.
Segundo a Secretaria de Infraestrutura Joel Neto Momm, estão definidos os locais onde serão construídas as três passarelas. Serão implantadas na rua Campos Salles, no Conjunto Habitacional (Cohab) 3, bairro Bates e rua 1º Batalhão Ferroviário.
Apenas o quarto ainda está sendo estudado em função das condições de infraestrutura. Fica entre os bairros Frei Rogério e Passo Fundo. O secretário explica que existem problemas de espaço nas marginais e na calçada. “São muito estreitas, está difícil implantar as rampas para dar acesso à passarela”.
Conforme o secretário de Planejamento Jorge Raineski, para atender os cadeirantes, a rampa precisa de pelo menos 64 metros, menor que isso a subida fica muito íngreme. Ainda estão sendo estudados a maneira como será construída, se linear com dois lances de 32 metros cada ou em caracol.
Além deste estudo, também são avaliados extensão tamanho, largura, acessibilidade e custo. O secretário de Infraestrutura Joel Monn adiantou ao Correio Lageano que as passarelas terão dimensões previstas na norma técnica, cerca de cinco metros de altura e uma extensão de aproximadamente 25 metros.
A previsão de entrega dos projetos ao Dnit, conforme o secretário, é para acontecer dentro de um mês, ele não estima data, pois imprevistos podem acontecer.
Sem passarelas, os riscos são maiores
As passarelas ligarão os bairros residenciais, principalmente escolas, como a Emeb Professora Belisário Rodrigues, no bairro Passo Fundo, e a Emeb Frei Bernardino, no Frei Rogério.
Hoje quem precisa ir do bairro São Sebastião para o Ponte Grande tem que se deslocar até o viaduto da Avenida Luiz de Camões ou se arriscar em atravessar a rodovia. Mesmo com os riscos, a última opção é a mais usada, caso contrário a pessoa tem um extenso trajeto para caminhar.
Lurdinalva da Silva Rodrigues, de 21 anos, e sua mãe Elza da Silva Rodrigues, de 53 anos, são moradoras do bairro Vila Maria. As duas foram ao Centro pela manhã fazer comprar e ao voltar para casa atravessaram a rodovia. Lurdinalva conta que dependendo do horário e dia precisa esperar mais de dois minutos, em função do fluxo de veículos.
Quando prontas, as passarelas podem facilitar muito o trajeto das pessoas, é preciso a partir de então começar uma cultura de usá-las, pois de nada vai adiantar quatro obras como essas se as pessoas continuarão a atravessar a BR-282, arriscando suas vidas.
Foto: Suzani Rovaris
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