Bocaina do Sul, 25/09/2013, Correio Lageano Adecir Morais
Menos de um mês. Este é prazo dado pelos moradores de Bocaina do Sul, na Serra Catarinense, para a prefeitura do município resolver os problemas na saúde pública local. Caso contrário, a população promete ir às ruas protestar e pedir providências para a administração.
Com cerca de 3,2 mil habitantes, Bocaina enfrenta sérios problemas na saúde. Segundo os moradores, falta médico e remédios no posto de saúde, além de serviços de urgência e emergência no hospital local São José, que estão paralisados desde janeiro deste ano.
Segundo Claudinei Custódio, de 28 anos, um dos líderes do movimento, a comunidade pede que a prefeitura disponibilize pelo menos dois médicos, com plantão 24 horas por dia, para atender a população local. “Se não tomarem providências, vamos às ruas para protestar”, afirma.
Situação: Hoje, apenas um médico atende no município e só três dias por semana (terça, quarta e quinta-feira), disponibilizando 16 fichas por dia. Nos dias restante, a população fica sem atendimento. “Quando precisa de atendimento, o povo se obriga ir a Lages”, afirma Custódio.
Para ele, o convênio para o funcionamento da urgência e emergência do hospital, esbarra em briga política envolvendo lideranças do município. “Quem sofre com isso tudo é povo que fica sem atendimento”, diz.
Audiência pública: Ele lembra que, recentemente, foi realizada audiência pública para tratar da situação do hospital, mas não houve acordo em relação à abertura dos serviços. “Na reunião só saiu baboseira e nada foi resolvido”, recorda. “Nosso movimento não tem cunho político. Não queremos meter o pau na administração, mas apenas resolver os problemas dos moradores”, conclui Custódio.
Secretária promete contratar médicos
A secretária de Saúde do município, Soraia Schlichting, informou que uma dívida, de R$ 1 milhão do hospital impede a instituição de conseguir a Certidão Negativa de Débito. Sem o documento, a instituição não pode firmar convênio com o município.
Sobre os médicos, esclareceu que a prefeitura abriu um processo seletivo para contratar dois profissionais, e que até aumentou o salário para R$ 8.080,20 com o intuito de atraí-los. Além disso, solicitou ajuda ao Programa Mais Médicos do Governo Federal.
Em relação aos medicamentos, informou que o município concluiu, na semana passada, licitação para a compra dos produtos, e acredita que ainda esta semana o problema estará resolvido.
Sobre os exames, disse que os pacientes que precisarem destes serviços podem procurar a administração. Já sobre as ameaças de manifestação da população, acredita que o movimento tem conotações políticas.
A direção do hospital informou que encaminhou à prefeitura proposta para renovar o contrato, mas até agora não recebeu resposta.
Falta até AAS no posto de saúde, dizem moradores
A falta de remédios, segundo os moradores, também é um dos problemas da saúde pública de Bocaina do Sul. No posto de saúde do município, os pacientes não encontram nem mesmo os remédios mais simples, como AAS (ácido acetilsalicílico).
Segundo o morador Sílvio José Silva, de 58 anos, usuário deste tipo de medicamento, a situação se arrasta há meses. “Tomo oito tipo de comprimidos e não consigo encontrar nenhum deles lá (no posto de saúde). Eu não tenho condições de comprar na farmácia”, desabafa, lamentando a falta de medicamentos.
A moradora Nelci Vicenzi, de 54 anos, também sofre com a precariedade dos serviços de saúde no município. “Fiz um eletrocardiograma (exame do coração) há 30 dias, e até agora não tenho um diagnóstico porque não tem para quem mostrar”.
Já o morador Sérgio Sutil Assink, o Baiano, lembra que recentemente a sua mulher, que sofre de lúpulos, precisou fazer uma injeção, mas não conseguiu atendimento no município e teve que buscar ajuda em Lages. “Ela teve que ir ao pronto socorro em Lages”, lembra.
Fotos: Adecir Morais
Menos de um mês. Este é prazo dado pelos moradores de Bocaina do Sul, na Serra Catarinense, para a prefeitura do município resolver os problemas na saúde pública local. Caso contrário, a população promete ir às ruas protestar e pedir providências para a administração.
Com cerca de 3,2 mil habitantes, Bocaina enfrenta sérios problemas na saúde. Segundo os moradores, falta médico e remédios no posto de saúde, além de serviços de urgência e emergência no hospital local São José, que estão paralisados desde janeiro deste ano.
Segundo Claudinei Custódio, de 28 anos, um dos líderes do movimento, a comunidade pede que a prefeitura disponibilize pelo menos dois médicos, com plantão 24 horas por dia, para atender a população local. “Se não tomarem providências, vamos às ruas para protestar”, afirma.
Situação: Hoje, apenas um médico atende no município e só três dias por semana (terça, quarta e quinta-feira), disponibilizando 16 fichas por dia. Nos dias restante, a população fica sem atendimento. “Quando precisa de atendimento, o povo se obriga ir a Lages”, afirma Custódio.
Para ele, o convênio para o funcionamento da urgência e emergência do hospital, esbarra em briga política envolvendo lideranças do município. “Quem sofre com isso tudo é povo que fica sem atendimento”, diz.
Audiência pública: Ele lembra que, recentemente, foi realizada audiência pública para tratar da situação do hospital, mas não houve acordo em relação à abertura dos serviços. “Na reunião só saiu baboseira e nada foi resolvido”, recorda. “Nosso movimento não tem cunho político. Não queremos meter o pau na administração, mas apenas resolver os problemas dos moradores”, conclui Custódio.
Secretária promete contratar médicos
A secretária de Saúde do município, Soraia Schlichting, informou que uma dívida, de R$ 1 milhão do hospital impede a instituição de conseguir a Certidão Negativa de Débito. Sem o documento, a instituição não pode firmar convênio com o município.
Sobre os médicos, esclareceu que a prefeitura abriu um processo seletivo para contratar dois profissionais, e que até aumentou o salário para R$ 8.080,20 com o intuito de atraí-los. Além disso, solicitou ajuda ao Programa Mais Médicos do Governo Federal.
Em relação aos medicamentos, informou que o município concluiu, na semana passada, licitação para a compra dos produtos, e acredita que ainda esta semana o problema estará resolvido.
Sobre os exames, disse que os pacientes que precisarem destes serviços podem procurar a administração. Já sobre as ameaças de manifestação da população, acredita que o movimento tem conotações políticas.
A direção do hospital informou que encaminhou à prefeitura proposta para renovar o contrato, mas até agora não recebeu resposta.
Falta até AAS no posto de saúde, dizem moradores
A falta de remédios, segundo os moradores, também é um dos problemas da saúde pública de Bocaina do Sul. No posto de saúde do município, os pacientes não encontram nem mesmo os remédios mais simples, como AAS (ácido acetilsalicílico).
Segundo o morador Sílvio José Silva, de 58 anos, usuário deste tipo de medicamento, a situação se arrasta há meses. “Tomo oito tipo de comprimidos e não consigo encontrar nenhum deles lá (no posto de saúde). Eu não tenho condições de comprar na farmácia”, desabafa, lamentando a falta de medicamentos.
A moradora Nelci Vicenzi, de 54 anos, também sofre com a precariedade dos serviços de saúde no município. “Fiz um eletrocardiograma (exame do coração) há 30 dias, e até agora não tenho um diagnóstico porque não tem para quem mostrar”.
Já o morador Sérgio Sutil Assink, o Baiano, lembra que recentemente a sua mulher, que sofre de lúpulos, precisou fazer uma injeção, mas não conseguiu atendimento no município e teve que buscar ajuda em Lages. “Ela teve que ir ao pronto socorro em Lages”, lembra.
Fotos: Adecir Morais
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