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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Moradores de Bocaina do Sul sofrem sem assistência de saúde

Moradores de Bocaina do Sul sofrem sem assistência de saúde
Bocaina do Sul, 25/09/2013, Correio Lageano Adecir Morais



Menos de um mês. Este é prazo dado pelos moradores de Bocaina do Sul, na Serra Catarinense, para a prefeitura do município resolver os problemas na saúde pública local. Caso contrário, a população promete ir às ruas protestar e pedir providências para a administração.



Com cerca de 3,2 mil habitantes, Bocaina enfrenta sérios problemas na saúde. Segundo os moradores, falta médico e remédios no posto de saúde, além de serviços de urgência e emergência no hospital local São José, que estão paralisados desde janeiro deste ano.



Segundo Claudinei Custódio, de 28 anos, um dos líderes do movimento, a comunidade pede que a prefeitura disponibilize pelo menos dois médicos, com plantão 24 horas por dia, para atender a população local. “Se não tomarem providências, vamos às ruas para protestar”, afirma.



Situação: Hoje, apenas um médico atende no município e só três dias por semana (terça, quarta e quinta-feira), disponibilizando 16 fichas por dia. Nos dias restante, a população fica sem atendimento. “Quando precisa de atendimento, o povo se obriga ir a Lages”, afirma Custódio.



Para ele, o convênio para o funcionamento da urgência e emergência do hospital, esbarra em briga política envolvendo lideranças do município. “Quem sofre com isso tudo é povo que fica sem atendimento”, diz.



Audiência pública: Ele lembra que, recentemente, foi realizada audiência pública para tratar da situação do hospital, mas não houve acordo em relação à abertura dos serviços. “Na reunião só saiu baboseira e nada foi resolvido”, recorda. “Nosso movimento não tem cunho político. Não queremos meter o pau na administração, mas apenas resolver os problemas dos moradores”, conclui Custódio.



Secretária promete contratar médicos


A secretária de Saúde do município, Soraia Schlichting, informou que uma dívida, de R$ 1 milhão do hospital impede a instituição de conseguir a Certidão Negativa de Débito. Sem o documento, a instituição não pode firmar convênio com o município.



Sobre os médicos, esclareceu que a prefeitura abriu um processo seletivo para contratar dois profissionais, e que até aumentou o salário para R$ 8.080,20 com o intuito de atraí-los. Além disso, solicitou ajuda ao Programa Mais Médicos do Governo Federal.
Em relação aos medicamentos, informou que o município concluiu, na semana passada, licitação para a compra dos produtos, e acredita que ainda esta semana o problema estará resolvido.


Sobre os exames, disse que os pacientes que precisarem destes serviços podem procurar a administração. Já sobre as ameaças de manifestação da população, acredita que o movimento tem conotações políticas.



A direção do hospital informou que encaminhou à prefeitura proposta para renovar o contrato, mas até agora não recebeu resposta.



Falta até AAS no posto de saúde, dizem moradores

A falta de remédios, segundo os moradores, também é um dos problemas da saúde pública de Bocaina do Sul. No posto de saúde do município, os pacientes não encontram nem mesmo os remédios mais simples, como AAS (ácido acetilsalicílico).
Segundo o morador Sílvio José Silva, de 58 anos, usuário deste tipo de medicamento, a situação se arrasta há meses. “Tomo oito tipo de comprimidos e não consigo encontrar nenhum deles lá (no posto de saúde). Eu não tenho condições de comprar na farmácia”, desabafa, lamentando a falta de medicamentos.
A moradora Nelci Vicenzi, de 54 anos, também sofre com a precariedade dos serviços de saúde no município. “Fiz um eletrocardiograma (exame do coração) há 30 dias, e até agora não tenho um diagnóstico porque não tem para quem mostrar”.
Já o morador Sérgio Sutil Assink, o Baiano, lembra que recentemente a sua mulher, que sofre de lúpulos, precisou fazer uma injeção, mas não conseguiu atendimento no município e teve que buscar ajuda em Lages. “Ela teve que ir ao pronto socorro em Lages”, lembra.



Fotos: Adecir Morais

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Para governo, greves dos servidores federais começa a perder força

Brasília, 23/08/2012, Pop News Brasil


O governo federal avalia que o movimento grevista vem perdendo a força com a aproximação da data final para os reajustes no Orçamento de 2013, segundo o jornal “Folha de S. Paulo”. O documento deve ser entregue pelo Ministério do Planejamento ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto.



Nesta quarta-feira (22), os servidores técnico-administrativos das universidades federais aceitaram a proposta de reajuste de 15,8% em três parcelas até 2015 e de mudanças na evolução da carreira. Além disso, parte dos professores também já aceitou aumentos que variam entre 20% e 45% e a expectativa é de que as aulas retornem a partir da próxima semana.



Outras categorias também já sinalizaram acordo com o Ministério, como os médicos da Previdência Social e os agentes penitenciários federais. A pasta acredita que até 80 mil servidores estão em greve e, em agosto, o governo cortará o ponto de 11,4 mil.
 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Pacientes reclamam que falta remédio

Pacientes reclamam que falta remédio
Lages, 01/08/2012,Correio Lageano



Eles dizem que nem todos os itens são encontrados na Farmácia Básica, já a Secretaria de Saúde diz que unidade é modelo



Os remédios disponíveis na Farmácia Básica são para o tratamento da hipertensão, diabetes, anti-inflamatórios, antibióticos e de uso controlado. A Farmácia Básica é um programa do Governo Federal e cabe aos municípios estruturar área física, implementar mecanismos de controle sobre a utilização dos medicamentos e responsabilizar-se frente à Secretaria de Estado da Saúde pela distribuição exclusiva à rede do Sistema Único de Saúde (SUS).


Fluoxetina, buscopan em gotas, omeprazol e amato são alguns dos medicamentos oferecidos.
Ângela Pereira foi à farmácia na manhã de ontem (31). Ela voltou para casa sem o remédio Puran T4, para tireóide, e Carvedilol, para o coração. Os medicamentos são para a mãe de Ângela. Ela tem que comprar o Puran T4 no valor de R$ 16,00 porque faz um mês que não consegue pegar na Farmácia Básica. O Carvedilol custa em torno de R$ 8,00. Os dois não estão na lista de remédios gratuitos do programa Farmácia Popular, do Governo Federal.



Maria Silva sempre busca remédios para controlar a hipertensão. Também voltou sem Sinvastatina, de 20mg, além de não conseguir um xarope para tosse. O remédio consta na lista de copagamento da Farmácia Popular e Maria tem que pagar R$ 1,70. “É difícil vir e pegar todos os remédios que preciso em um dia. Sempre falta um”, ressalta a senhora.



Marcelina Pereira toma Clonazepam, conhecido pelo nome comercial de Rivotril, e Fluoxetina. No mês passado precisou comprar o Clonazepam e na manhã de terça-feira (31) também não tinha. “Falta há mais de 15 dias. Tenho que tomar todos os dias. Disseram que está parado em Ponta Grossa pela greve dos caminhoneiros”, disse. O remédio custa em torno de R$ 6,00 o genérico.



A informação da Secretaria Municipal de Saúde é que “a Farmácia Básica nunca esteve tão bem servida de remédios e é modelo de assistência farmacêutica na região da Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures). A coordenadora da Farmácia, Mayara Somacal, contradiz o que a paciente Marcelina Pereira afirmando que o Clonazepam só faltou por três dias. “Houve atraso na entrega, mas já está a caminho. O comprimido de 2mg ainda tem”, ressalta. O telefone da Ouvidoria da Secretaria de Saúde é 0800 644-1130.




Farmácia Popular também fornece medicamentos



Os remédios gratuitos também podem ser encontrados nas farmácias privadas com o selo Farmácia Popular. Para a pressão alta estão disponíveis o Enalapril 10mg, Atenolol 25mg, Losartana 50mg, Captopril 25mg, Propanolol 40mg, Hidroclorotiazida 25mg.



Para diabetes: Metformina 500 e 850mg, e Glibenclamida 5mg. Para asma há o Aerolin Spray e Aerodini Spray. Existe também o sistema de copagamento, em que há um custo para o paciente. É o caso do Sinvastatina 10mg, 20mg e 40mg, usado no controle do colesterol. Remédios para osteoporose, anticoncepcionais, glaucoma, parkinson, rinite e fraudas geriátricas também tem custo.



Foto: Francielli Campiolo