Lages, 21/10/2013, Correio Lageano
Um grupo de manifestantes formando por professores, alunos e membros da comunidade se reuniram na manhã de sábado (19) em frente ao prédio da antiga Escola de Educação Básica Aristiliano Ramos, na praça João Costa, em Lages, para protestar contra a sua demolição, apontando sugestões para o aproveitamento do espaço.
O grupo de aproximadamente 50 pessoas realizou o abraço simbólico ao prédio que está condenado desde dezembro de 2011. Para a professora Daniela Oliveira, o dinheiro usado na demolição poderia ser aplicado na reforma. Mesmo havendo sala vagas em outras escolas, Lages precisará do colégio no futuro. “A cidade vai crescer, vamos precisar de mais salas de aula. Onde as crianças vão estudar? Em baixo das árvores?”, diz.
O engenheiro agrônomo Clóvis Moraes também defende a reforma do prédio. “São poucos prédios no Brasil que têm uma arquitetura como essa, só estragaram ele com essa pintura”, analisa. A professora Jacqueline Maria Marcinichen questiona as reais condições da a estrutura. “Tiraram a gente a toque de caixa. Agora faz quase dois anos que o colégio está vazio e não caiu nenhum tijolo. Ele não está caindo”, afirma.
O vereador Marcius Machado apoiou a manifestação e para ele é importante manter o Colégio Aristiliano Ramos de pé para valorizar os investimentos feitos no local. “É uma forma de respeito ao patrimônio público, ao dinheiro que foi gasto em reformas, ampliações, para agora ser destruído”, afirma.
A sugestão é que o prédio seja reformado e cedido ao município, para que sirva de sede para as secretarias municipais que hoje funcionam em espaços alugados, economizando o dinheiro gasto com esses aluguéis. “Que possam vir para cá as secretarias municiais, reduzir o aluguel, hoje nós pagamos mais de R$ 100 mil por mês de aluguel”, acrescenta.
Histórico do problema
11/2011: EEB Aristiliano Ramos é fechada. A Defesa Civil interditou o local, com base em laudo que apontou problemas na segurança e saúde dos alunos e colaboradores
02/2012: São retirados os móveis da escola
03/2012: Celebrando o aniversário de 77 anos da escola, uma manifestação alunos professores e pais pedem que o prédio não seja demolido.
11/2012: Levantamento técnico recomenda demolição do Aristiliano Ramos, alegando alto risco de incêndio e da queda de assoalhos, forros e telhado
12/2012: Definido que caso fosse reformado, o prédio não deveria voltar a funcionar como colégio
04/2013: Ministério Público Estadual de Santa Catarina arquiva inquérito civil referente às condições estruturais e de funcionamento do prédio. Com a decisão, o Governo do Estado tem sinal verde para demolir o colégio.
09/2013: Apresentado projeto de revitalização do centro de Lages, prevendo que o espaço do prédio do Aristiliano Ramos será transformado em praça
10/2013: Aprovada a demolição do prédio pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural, vinculado à Fundação Cultural de Lages (FCL), mas o promotor do Meio Ambiente, Renee Cardoso Braga, explica que entrou com uma ação civil pública contra a demolição do prédio.
Foto:Joana Costa
Um grupo de manifestantes formando por professores, alunos e membros da comunidade se reuniram na manhã de sábado (19) em frente ao prédio da antiga Escola de Educação Básica Aristiliano Ramos, na praça João Costa, em Lages, para protestar contra a sua demolição, apontando sugestões para o aproveitamento do espaço.
O grupo de aproximadamente 50 pessoas realizou o abraço simbólico ao prédio que está condenado desde dezembro de 2011. Para a professora Daniela Oliveira, o dinheiro usado na demolição poderia ser aplicado na reforma. Mesmo havendo sala vagas em outras escolas, Lages precisará do colégio no futuro. “A cidade vai crescer, vamos precisar de mais salas de aula. Onde as crianças vão estudar? Em baixo das árvores?”, diz.
O engenheiro agrônomo Clóvis Moraes também defende a reforma do prédio. “São poucos prédios no Brasil que têm uma arquitetura como essa, só estragaram ele com essa pintura”, analisa. A professora Jacqueline Maria Marcinichen questiona as reais condições da a estrutura. “Tiraram a gente a toque de caixa. Agora faz quase dois anos que o colégio está vazio e não caiu nenhum tijolo. Ele não está caindo”, afirma.
O vereador Marcius Machado apoiou a manifestação e para ele é importante manter o Colégio Aristiliano Ramos de pé para valorizar os investimentos feitos no local. “É uma forma de respeito ao patrimônio público, ao dinheiro que foi gasto em reformas, ampliações, para agora ser destruído”, afirma.
A sugestão é que o prédio seja reformado e cedido ao município, para que sirva de sede para as secretarias municipais que hoje funcionam em espaços alugados, economizando o dinheiro gasto com esses aluguéis. “Que possam vir para cá as secretarias municiais, reduzir o aluguel, hoje nós pagamos mais de R$ 100 mil por mês de aluguel”, acrescenta.
Histórico do problema
11/2011: EEB Aristiliano Ramos é fechada. A Defesa Civil interditou o local, com base em laudo que apontou problemas na segurança e saúde dos alunos e colaboradores
02/2012: São retirados os móveis da escola
03/2012: Celebrando o aniversário de 77 anos da escola, uma manifestação alunos professores e pais pedem que o prédio não seja demolido.
11/2012: Levantamento técnico recomenda demolição do Aristiliano Ramos, alegando alto risco de incêndio e da queda de assoalhos, forros e telhado
12/2012: Definido que caso fosse reformado, o prédio não deveria voltar a funcionar como colégio
04/2013: Ministério Público Estadual de Santa Catarina arquiva inquérito civil referente às condições estruturais e de funcionamento do prédio. Com a decisão, o Governo do Estado tem sinal verde para demolir o colégio.
09/2013: Apresentado projeto de revitalização do centro de Lages, prevendo que o espaço do prédio do Aristiliano Ramos será transformado em praça
10/2013: Aprovada a demolição do prédio pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural, vinculado à Fundação Cultural de Lages (FCL), mas o promotor do Meio Ambiente, Renee Cardoso Braga, explica que entrou com uma ação civil pública contra a demolição do prédio.
Foto:Joana Costa
Nenhum comentário:
Postar um comentário