Lages, 23/10/2013, Correio Lageano, por Joana Costa
Em maio de 2011, os moradores das ruas Joaquim Borges de Melo e Hilda Schmidt Pissinini, no bairro Coral, firmaram contrato com a Prefeitura de Lages por meio do programa Pavisol, no qual acordaram pagar pelo asfaltamento das vias. A previsão era que a obra fosse concluída até o final de 2012, mas sequer começou.
O contrato previa que quando 50% do valor fossem pagos pelos moradores e a obra iniciaria, mas eles já pagaram 100% e nada foi feito. “Faz quatro anos que começamos a pagar e até agora nada aconteceu”, afirma o morador Geraldo Batista.
A vizinha Márcia Wilvert explica que procurou a prefeitura cobrando uma solução para o caso e descobriu que o dinheiro havia desaparecido. “Disseram que não tinha recurso. Então, o que fizeram com o que a gente pagou?”, questiona.
Para Claudio José Wilvert, o que indigna são as condições das ruas. “Aqui está um barro só. Estou com o carnê quitado e não tenho asfalto”, reclama. Ao todo foram 26 moradores das duas ruas que assinaram o contrato.
Compromisso: O secretário de Infraestrutura, Joel Netto Momm, afirma que a intenção é honrar os compromissos do Pavisol assumidos e não cumpridos pela gestão passada, mas destaca que não há recursos em caixa no momento. “O prefeito Elizeu desconhecia esses contratos quando assumiu a prefeitura”, disse.
Agora, a prefeitura está em busca do dinheiro para as obras. Como forma de compensar os moradores que esperam por suas ruas asfaltadas, Momm destaca que será incluída nos projetos, a construção das calçadas, o que não estava previsto nos contratos.
Pavisol: Dinheiro foi usado em outros setores
O secretário de Planejamento, Jorge Raineski, explica que na administração passada, o dinheiro depositado pelos moradores para o Pavisol caia diretamente na conta geral da prefeitura, ou seja, não era recebido para ter destinação específica e, por isso, foi gasto. “Todo o dinheiro era juntado para o atendimento das demandas da prefeitura e as pessoas ficaram com o crédito de ter que receber a pavimentação. Foi falta de organização”, afirma.
A previsão é que o processo licitatório comece em 2014. “Estamos contraindo empréstimo junto ao governo do Estado, para honrar esses compromissos”, declara. Restam ainda fazer os projetos técnicos, prevendo a drenagem e calçadas. Os grupos que depositaram em torno de 60% do valor total do contrato terão sua rua asfaltada. Os que não atingiram esse índice receberão o dinheiro de volta, com correção.
A atual administração pretende criar um novo programa de pavimentação, onde cada rua a ser pavimentada terá sua conta única para depósito, evitando que o recurso seja gasto em outros setores. “O dinheiro vai para a conta e só sai de lá para o asfalto”, completa Joel Netto Momm, da secretaria de Infraestrutura.
Ruas aptas a receber as obras do pavisol
Rua Bairro Extensão Valor da obra
Adolfo Furtado da Silva Popular 159 126.935,48
Ana Costa Guadalupe 105 84.218,66
Argentina Frei Rogério 129 103.472,97
Coronel Lica Ramos Sagrado 156 124.783,53
Edgar Ramos Schmidt Santa Rita 51 40.907,14
Fortunato Dias Batista Coral 222 177.299,35
Francisco Santiago Dantas Varzea 154 123.217,36
Frei Adelino Ipiranga 150 119.882,01
Guerino Omizollo Caravagio 215 171.612,65
Hilda Schimidt Piccinini Coral 124 99.224,50
João Rogério Floriani Sagrado 149 119.175,96
José Córdova dos Santos Santo Antonio 241 193.075,66
Joaquim Borges de Melo Coral 226 181.165,69
Modesto Casagrande Guadalupe 98 78.142,36
Odelmiro Mezzalira Triangulo 168 134.707,94
Osni Pires Vila Nova 407 325.753,96
Otavio Silveira Filho Vila Nova 123 98.324,29
Romeu Ramos Luceno Ipiranga 368 294.798,26
Senador Salgado Filho Sta. Maria 360 287.695,40
Fotos: Joana Costa
Em maio de 2011, os moradores das ruas Joaquim Borges de Melo e Hilda Schmidt Pissinini, no bairro Coral, firmaram contrato com a Prefeitura de Lages por meio do programa Pavisol, no qual acordaram pagar pelo asfaltamento das vias. A previsão era que a obra fosse concluída até o final de 2012, mas sequer começou.
O contrato previa que quando 50% do valor fossem pagos pelos moradores e a obra iniciaria, mas eles já pagaram 100% e nada foi feito. “Faz quatro anos que começamos a pagar e até agora nada aconteceu”, afirma o morador Geraldo Batista.
A vizinha Márcia Wilvert explica que procurou a prefeitura cobrando uma solução para o caso e descobriu que o dinheiro havia desaparecido. “Disseram que não tinha recurso. Então, o que fizeram com o que a gente pagou?”, questiona.
Para Claudio José Wilvert, o que indigna são as condições das ruas. “Aqui está um barro só. Estou com o carnê quitado e não tenho asfalto”, reclama. Ao todo foram 26 moradores das duas ruas que assinaram o contrato.
Compromisso: O secretário de Infraestrutura, Joel Netto Momm, afirma que a intenção é honrar os compromissos do Pavisol assumidos e não cumpridos pela gestão passada, mas destaca que não há recursos em caixa no momento. “O prefeito Elizeu desconhecia esses contratos quando assumiu a prefeitura”, disse.
Agora, a prefeitura está em busca do dinheiro para as obras. Como forma de compensar os moradores que esperam por suas ruas asfaltadas, Momm destaca que será incluída nos projetos, a construção das calçadas, o que não estava previsto nos contratos.
Pavisol: Dinheiro foi usado em outros setores
O secretário de Planejamento, Jorge Raineski, explica que na administração passada, o dinheiro depositado pelos moradores para o Pavisol caia diretamente na conta geral da prefeitura, ou seja, não era recebido para ter destinação específica e, por isso, foi gasto. “Todo o dinheiro era juntado para o atendimento das demandas da prefeitura e as pessoas ficaram com o crédito de ter que receber a pavimentação. Foi falta de organização”, afirma.
A previsão é que o processo licitatório comece em 2014. “Estamos contraindo empréstimo junto ao governo do Estado, para honrar esses compromissos”, declara. Restam ainda fazer os projetos técnicos, prevendo a drenagem e calçadas. Os grupos que depositaram em torno de 60% do valor total do contrato terão sua rua asfaltada. Os que não atingiram esse índice receberão o dinheiro de volta, com correção.
A atual administração pretende criar um novo programa de pavimentação, onde cada rua a ser pavimentada terá sua conta única para depósito, evitando que o recurso seja gasto em outros setores. “O dinheiro vai para a conta e só sai de lá para o asfalto”, completa Joel Netto Momm, da secretaria de Infraestrutura.
Ruas aptas a receber as obras do pavisol
Rua Bairro Extensão Valor da obra
Adolfo Furtado da Silva Popular 159 126.935,48
Ana Costa Guadalupe 105 84.218,66
Argentina Frei Rogério 129 103.472,97
Coronel Lica Ramos Sagrado 156 124.783,53
Edgar Ramos Schmidt Santa Rita 51 40.907,14
Fortunato Dias Batista Coral 222 177.299,35
Francisco Santiago Dantas Varzea 154 123.217,36
Frei Adelino Ipiranga 150 119.882,01
Guerino Omizollo Caravagio 215 171.612,65
Hilda Schimidt Piccinini Coral 124 99.224,50
João Rogério Floriani Sagrado 149 119.175,96
José Córdova dos Santos Santo Antonio 241 193.075,66
Joaquim Borges de Melo Coral 226 181.165,69
Modesto Casagrande Guadalupe 98 78.142,36
Odelmiro Mezzalira Triangulo 168 134.707,94
Osni Pires Vila Nova 407 325.753,96
Otavio Silveira Filho Vila Nova 123 98.324,29
Romeu Ramos Luceno Ipiranga 368 294.798,26
Senador Salgado Filho Sta. Maria 360 287.695,40
Fotos: Joana Costa
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