Lages, 15/11/2013, Correio Lageano
Depois de passarem quatro noites seguidas sem luz, moradores do bairro Guarujá, em Lages, resolveram protestar, nesta quinta-feira (14), por melhorias na rede elétrica da região no entorno da rua Cristóvão Colombo. Quedas na transmissão de energia elétrica, segundo eles, são comuns há mais de dez anos, mas esta foi a primeira vez que aconteceu uma sequência de dias sem energia.
Por volta das 21 horas de domingo (10), os moradores ouviram estouros na rede elétrica, causados por um curto circuito, que deixou a região sem energia até o início da manhã de segunda-feira (11). A falta de luz durante toda a noite se repetiu nos dias que se seguiram.
O aposentado João Maria Antunes conta que perdeu alimentos que estragaram por descongelar. Diabético, ele precisa fazer insulina diariamente e o medicamento fica guardado na geladeira. “Eu continuo fazendo a injeção, mas acho que não vai adiantar porque ficou fora do gelo”, acredita o aposentado.
Prejuízos
A constante queda de energia causou problemas para os moradores de toda a vizinhança. Além dos alimentos que estragaram, eletrodomésticos queimaram.
Somente na casa do aposentado Placides Soares Melo foram quatro televisões, quatro aparelhos de transmissão, quatro lâmpadas fluorescentes e um computador que estragaram. “Espero que, pelo menos, a Celesc me pague pelas coisas que perdi”, diz.
O serralheiro Paulo Roberto Carvalho teve maiores prejuízos na sua empresa. Segundo ele, o problema lhe causou atrasos de até dez dias na entrega dos produtos a seus clientes. “Eu tô com tudo parado, não tem como atender os clientes e isso tá me prejudicando”.
Problema Recorrente
A dona de casa Vilma da Luz Goulart conta que a falta de energia acontece esporadicamente há pelo menos 10 anos. “Há anos a gente luta para melhorarem isso. Acho que é a rede que é muito velha. Essa vez foi a pior, porque ficamos vários dias com a luz faltando”, conta.
Na quarta-feira (12) à noite, a Celesc providenciou a troca de um transformador, mas os moradores temem que a situação se repita mais uma vez e ameaçam, caso isto aconteça, de fazerem um protesto maior no bairro, fechando o acesso a algumas ruas.
Rede elétrica da rua vai passar por reformas, garante a Celesc
De acordo com o chefe da divisão técnica regional Celesc, Gladimir Jeremias, com a troca do transformador executada na quarta-feira à noite, o problema não deve voltar a se repetir. Ciente de que a rede ainda precisa de melhorias, a Celesc fará um estudo detalhado para montar um projeto de melhorias.
Segundo Jeremias, a rede passará por uma reforma com a troca dos condutores, utilizando cabos isolados, além de receber melhorias tecnológicas. “Se resolver com a troca do transformador, as melhorias entraram na lista de planejamento. Mas caso haja reincidência, será tratado como prioridade”, afirma.
Jeremias orienta às famílias que tiveram qualquer aparelho queimado em suas casas a procurarem a Celesc para que o ressarcimento seja feito. Quem sofreu qualquer avaria tem até 90 dias para apresentar a reclamação.
O importante, segundo Jeremias, é procurar a Celesc antes de mandar qualquer aparelho para o concerto. “A gente precisa fazer uma vistoria para constatar os danos. Mediante a comprovação dos danos é feito o ressarcimento. Por isso, as pessoas não devem concertar os equipamentos sem nos apresentar os problemas”, completa.
Foto:Núbia Garcia
Depois de passarem quatro noites seguidas sem luz, moradores do bairro Guarujá, em Lages, resolveram protestar, nesta quinta-feira (14), por melhorias na rede elétrica da região no entorno da rua Cristóvão Colombo. Quedas na transmissão de energia elétrica, segundo eles, são comuns há mais de dez anos, mas esta foi a primeira vez que aconteceu uma sequência de dias sem energia.
Por volta das 21 horas de domingo (10), os moradores ouviram estouros na rede elétrica, causados por um curto circuito, que deixou a região sem energia até o início da manhã de segunda-feira (11). A falta de luz durante toda a noite se repetiu nos dias que se seguiram.
O aposentado João Maria Antunes conta que perdeu alimentos que estragaram por descongelar. Diabético, ele precisa fazer insulina diariamente e o medicamento fica guardado na geladeira. “Eu continuo fazendo a injeção, mas acho que não vai adiantar porque ficou fora do gelo”, acredita o aposentado.
Prejuízos
A constante queda de energia causou problemas para os moradores de toda a vizinhança. Além dos alimentos que estragaram, eletrodomésticos queimaram.
Somente na casa do aposentado Placides Soares Melo foram quatro televisões, quatro aparelhos de transmissão, quatro lâmpadas fluorescentes e um computador que estragaram. “Espero que, pelo menos, a Celesc me pague pelas coisas que perdi”, diz.
O serralheiro Paulo Roberto Carvalho teve maiores prejuízos na sua empresa. Segundo ele, o problema lhe causou atrasos de até dez dias na entrega dos produtos a seus clientes. “Eu tô com tudo parado, não tem como atender os clientes e isso tá me prejudicando”.
Problema Recorrente
A dona de casa Vilma da Luz Goulart conta que a falta de energia acontece esporadicamente há pelo menos 10 anos. “Há anos a gente luta para melhorarem isso. Acho que é a rede que é muito velha. Essa vez foi a pior, porque ficamos vários dias com a luz faltando”, conta.
Na quarta-feira (12) à noite, a Celesc providenciou a troca de um transformador, mas os moradores temem que a situação se repita mais uma vez e ameaçam, caso isto aconteça, de fazerem um protesto maior no bairro, fechando o acesso a algumas ruas.
Rede elétrica da rua vai passar por reformas, garante a Celesc
De acordo com o chefe da divisão técnica regional Celesc, Gladimir Jeremias, com a troca do transformador executada na quarta-feira à noite, o problema não deve voltar a se repetir. Ciente de que a rede ainda precisa de melhorias, a Celesc fará um estudo detalhado para montar um projeto de melhorias.
Segundo Jeremias, a rede passará por uma reforma com a troca dos condutores, utilizando cabos isolados, além de receber melhorias tecnológicas. “Se resolver com a troca do transformador, as melhorias entraram na lista de planejamento. Mas caso haja reincidência, será tratado como prioridade”, afirma.
Jeremias orienta às famílias que tiveram qualquer aparelho queimado em suas casas a procurarem a Celesc para que o ressarcimento seja feito. Quem sofreu qualquer avaria tem até 90 dias para apresentar a reclamação.
O importante, segundo Jeremias, é procurar a Celesc antes de mandar qualquer aparelho para o concerto. “A gente precisa fazer uma vistoria para constatar os danos. Mediante a comprovação dos danos é feito o ressarcimento. Por isso, as pessoas não devem concertar os equipamentos sem nos apresentar os problemas”, completa.
Foto:Núbia Garcia
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