Abdon Batista, 05/11/2013, Correio Lageano
Um grupo de aproximadamente 60 pessoas, parte delas mascaradas, invadiu nesta segunda-feira (04) à tarde o canteiro de obras da Usina Garibaldi, em Abdon Batista. Eles permitiram que os operários saíssem do canteiro de obras, mas quem estava nos escritórios da construtora ficou em cárcere privado.
Era pouco depois das 16 horas quando começaram a surgir grupos do meio do mato, chegados de vários pontos, segundo relatou a gerente de Meio Ambiente da Triunfo Rio Canoas, Sueli Biedanha, que estava no escritório e lá permanecia até a noite de segunda-feira (04). Segundo ela, uns “três ou quatro” eram atingidos, mas o restante eram pessoas desconhecidas.
Ela conheceu alguns porque está havendo um processo de negociação entre a Rio Canoas, que constrói a hidrelétrica, e os atingidos. Sueli contou que os manifestantes ocuparam, primeiro, o canteiro de obras.
Imediatamente, os trabalhos foram interrompidos e, em seguida, os operários foram liberados pelos invasores. Depois, o grupo de manifestantes mudou de posição e se deslocou até a entrada da obra.
Polícia| Logo após a invasão, os funcionários da empresa comunicaram à Polícia Militar local, que tem um destacamento pequeno.
Então, foi chamado reforço policial em Lages. Conforme a gerente ambiental, na tarde de ontem haveria uma reunião com atingidos – famílias que não são proprietárias de terra, mas que buscam algum benefício da Usina Garibaldi.
Reunião| Sueli Biedacha informou que os representantes dos atingidos não foram ao encontro agendado. Logo que os funcionários retornaram aos escritórios da hidrelétrica, os manifestantes surgiram do mato, todos portando porretes. O clima ficou tenso, mas até a noite não havia informação sobre agressões físicas.
Em agosto deste ano, a Justiça emitiu um interdito. Este documento impede que manifestantes cheguem a menos de dois quilômetros e meio do canteiro de obras. Caso a ordem judicial seja desrespeitada, há previsão de multa de R$ 10 mil.
Cópia deste interdito foi entregue à Polícia Militar para que fosse cumprido. A ordem se aplica tanto a representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens quanto a outros manifestantes que se incorporarem ao grupo.
Foto: Arquivo CL
Um grupo de aproximadamente 60 pessoas, parte delas mascaradas, invadiu nesta segunda-feira (04) à tarde o canteiro de obras da Usina Garibaldi, em Abdon Batista. Eles permitiram que os operários saíssem do canteiro de obras, mas quem estava nos escritórios da construtora ficou em cárcere privado.
Era pouco depois das 16 horas quando começaram a surgir grupos do meio do mato, chegados de vários pontos, segundo relatou a gerente de Meio Ambiente da Triunfo Rio Canoas, Sueli Biedanha, que estava no escritório e lá permanecia até a noite de segunda-feira (04). Segundo ela, uns “três ou quatro” eram atingidos, mas o restante eram pessoas desconhecidas.
Ela conheceu alguns porque está havendo um processo de negociação entre a Rio Canoas, que constrói a hidrelétrica, e os atingidos. Sueli contou que os manifestantes ocuparam, primeiro, o canteiro de obras.
Imediatamente, os trabalhos foram interrompidos e, em seguida, os operários foram liberados pelos invasores. Depois, o grupo de manifestantes mudou de posição e se deslocou até a entrada da obra.
Polícia| Logo após a invasão, os funcionários da empresa comunicaram à Polícia Militar local, que tem um destacamento pequeno.
Então, foi chamado reforço policial em Lages. Conforme a gerente ambiental, na tarde de ontem haveria uma reunião com atingidos – famílias que não são proprietárias de terra, mas que buscam algum benefício da Usina Garibaldi.
Reunião| Sueli Biedacha informou que os representantes dos atingidos não foram ao encontro agendado. Logo que os funcionários retornaram aos escritórios da hidrelétrica, os manifestantes surgiram do mato, todos portando porretes. O clima ficou tenso, mas até a noite não havia informação sobre agressões físicas.
Em agosto deste ano, a Justiça emitiu um interdito. Este documento impede que manifestantes cheguem a menos de dois quilômetros e meio do canteiro de obras. Caso a ordem judicial seja desrespeitada, há previsão de multa de R$ 10 mil.
Cópia deste interdito foi entregue à Polícia Militar para que fosse cumprido. A ordem se aplica tanto a representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens quanto a outros manifestantes que se incorporarem ao grupo.
Foto: Arquivo CL
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