Mostrando postagens com marcador Manifestantes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Manifestantes. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Produtores interditam rodovia e exigem melhorias na estrada

Produtores interditam rodovia e exigem melhorias na estrada
São Joaquim, 14/01/2014, Correio Lageano, por Susana küster



As péssimas condições da rodovia Caminhos da Neve, em São Joaquim, fizeram cerca de 40 produtores da região interditarem, ontem, o quilômetro 7 da estrada. Com faixas e cartazes, eles fizeram manifestação pacífica pedindo melhorias para o escoamento da produção de ameixa e maçã.



A manifestação iniciou às 8 horas e só termina quando algum representante do governo der uma posição sobre a conclusão da obra que, segundo os manifestantes, se arrasta há 12 anos.




Em um dos cartazes os manifestantes diziam que o 10º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC), em 12 anos pavimentou 5 quilômetros, portanto os 60 quilômetros restantes seriam concluídos daqui a 180 anos.



Um dos produtores da manifestação, Ricardo Alexandre da Rosa, diz que não tem como escoar a produção devido os buracos e desnivelamentos da rodovia. “Até empresas do exterior têm investimento aqui. É um absurdo percorremos 60 Km em quatro horas, o normal seria fazer em 1h30”, lamenta.




Ele afirma que apesar de policiais militares estarem pedindo o término da interdição da rodovia, os manifestantes deixam passar somente pessoas doentes ou com médico e/ou exames agendado. Ricardo da Rosa conta que há somente uma máquina motoniveladora nas obras da rodovia, que é de 1970. “Essa é a única rodovia que o governo estadual tem na região de São Joaquim”, frisa.


A manifestação contou com produtores de São João do Pelotas, Brusca, Arvoredo, São Francisco Xavier, Três Pedrinhas, Domingos Borges e Boava.




Demissão: No início da noite de ontem, os manifestantes deixaram a estrada, foram para a frente da SDR para continuar a manifestação e fizeram um documento pedindo a demissão da secretária Solange Pagani e do diretor da SDR Albanês Sá. Eles prometem fechar a rodovia nesta terça-feira (14), novamente.




Sem resposta: A secretária regional Solange Pagani, não atendeu aos telefonemas do Correio Lageano.




Fotos: Divulgação/Dionata Costa

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Manifestantes deixam a área da usina

Manifestantes deixam a área da usina
Abdon Batista, 13/12/2013, Correio Lageano



Manifestantes que ocupavam um dos portões de acesso da Usina Garibaldi, em Abdon Batista, no Meio-Oeste do Estado, deixam o local na tarde desta quinta-feira (12). A informação é da Polícia Militar do município. Cerca de 100 pessoas estavam acampadas no local desde a última terça-feira (10). O grupo, que bloqueava a área do escritório da usina, identifica-se como “apoiadores” de famílias atingidas pelo alagamento da barragem que não foram indenizadas.



De acordo com sargento PM Macedo, os manifestantes só aceitaram deixar o local após um acordo com o comando regional da PM. A desocupação foi pacífica “A negociação se estendeu até as 17h30min, após, eles começaram a desocupar a área”, explicou Macedo.




Ele disse que uma reunião preliminar, visando a buscar uma saída para o impasse, está marcada para hoje, na sede do batalhão da PM de Lages. Adiantou, ainda, que uma segunda reunião ficou agendada para o próximo dia 6 de janeiro, também em Lages.



O movimento alega que nem todos os acordos firmados teriam sido cumpridos pela empresa Triunfo Rio Canoas, responsável pela usina. A empresa alega, por sua vez, que está cumprindo o que ficou acertado no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que estabelece critérios para a negociação entre atingidos e empresa.



Foto:Mauro Maciel

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Manifestantes trancam acesso da Usina Garibaldi em Abdon


Manifestantes trancam acesso da Usina Garibaldi em Abdon
Abdon Batista, 12/12/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais




Manifestantes bloqueiam um dos acessos da Usina Garibaldi, em Abdon Batista, no Meio-Oeste catarinense, desde a última terça-feira (10). O grupo reivindica o direito de famílias atingidas pelo alagamento da barragem.  




Há divergências sobre o número de manifestantes que estão no local. A empresa Triunfo Rio Canoas, responsável pela usina, diz que são entre 50 a 60. Já a Polícia Militar, que está no local, alega que o número chega a 150 pessoas.



Segundo o assessor de imprensa da usina, Sidnei Luís  Andrioli, a ocupação ocorreu por volta das 13horas. Afirma que alguns manifestantes chegaram encapuzados e usando porretes. Imediatamente, invadiram a área do escritório, obrigando funcionários a saírem do local. Em seguida, recuaram e se instalaram do lado de fora da obra.



Ele afirma que a ocupação, porém, não afetou a geração de energia. Diz que os manifestantes se identificaram como “apoiadores” de famílias atingidas pelo alagamento da barragem, e que reivindicam indenizações.



Garante que a maioria das pessoas eram desconhecidas. “O grupo não pertence ao movimento dos atingidos, mas do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Além disso, não tem uma pauta de reivindicação definida”, diz o assessor, alegando que os manifestantes estão impedindo a passagem no portão.



Tac: Andrioli alega, ainda, que os manifestantes não assinaram o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que estabelece critérios para a negociação entre atingidos e empresa, e garante que a Triunfo está cumprindo o acordo.



Diz que a empresa aguarda a reintegração de posse com base em um interdito, que impede que manifestantes cheguem a menos de dois quilômetros e meio da usina. O documento foi emitido em agosto pela Justiça e já está nas mãos da PM.



Sem acordo, impasse entre movimento e Triunfo segue


Esta é a segunda vez que os manifestantes ocupam um dos acessos da usina em menos de dois meses. No início de novembro, um grupo de cerca de 100 pessoas acampou no mesmo lugar, mas saiu três dias depois, após um acordo com a Polícia Militar.



O movimento alega que nem todos os acordos firmados teriam sido cumpridos pela Triunfo. Por isso, até uma mudança foi feita no TAC, mesmo assim, o impasse segue.



Cinco dias após a desocupação, foi realizada uma reunião entre membros dos atingidos, representantes da empresa e Ministérios Público Federal e Estadual, com relação ao TAC, mas não houve acordo entre a usina e os atingidos. Na ocasião, o procurador da República em Lages, Nazareno Jorgealém Wolff, manifestou-se alegando que não há necessidade de novas alterações no TAC.



Nesta quarta-feira (11) a reportagem do Correio Lageano tentou conversar, por telefone, reiteradas vezes, com representantes dos atingidos, mas a ligação caiu na caixa postal.



Foto: Arquivo/CL

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Manifestantes invadem o canteiro da Usina Garibaldi

Manifestantes invadem o canteiro da Usina Garibaldi
Abdon Batista, 05/11/2013, Correio Lageano




Um grupo de aproximadamente 60 pessoas, parte delas mascaradas, invadiu nesta segunda-feira (04) à tarde o canteiro de obras da Usina Garibaldi, em Abdon Batista. Eles permitiram que os operários saíssem do canteiro de obras, mas quem estava nos escritórios da construtora ficou em cárcere privado.




Era pouco depois das 16 horas quando começaram a surgir grupos do meio do mato, chegados de vários pontos, segundo relatou a gerente de Meio Ambiente da Triunfo Rio Canoas, Sueli Biedanha, que estava no escritório e lá permanecia até a noite de segunda-feira (04). Segundo ela, uns “três ou quatro” eram atingidos, mas o restante eram pessoas desconhecidas.




Ela conheceu alguns porque está havendo um processo de negociação entre a Rio Canoas, que constrói a hidrelétrica, e os atingidos. Sueli contou que os manifestantes ocuparam, primeiro, o canteiro de obras.





Imediatamente, os trabalhos foram interrompidos e, em seguida, os operários foram liberados pelos invasores. Depois, o grupo de manifestantes mudou de posição e se deslocou até a entrada da obra.




Polícia| Logo após a invasão, os funcionários da empresa comunicaram à Polícia Militar local, que tem um destacamento pequeno.




Então, foi chamado reforço policial em Lages. Conforme a gerente ambiental, na tarde de ontem haveria uma reunião com atingidos – famílias que não são proprietárias de terra, mas que buscam algum benefício da Usina Garibaldi.




Reunião| Sueli Biedacha informou que os representantes dos atingidos não foram ao encontro agendado. Logo que os funcionários retornaram aos escritórios da hidrelétrica, os manifestantes surgiram do mato, todos portando porretes. O clima ficou tenso, mas até a noite não havia informação sobre agressões físicas.




Em agosto deste ano, a Justiça emitiu um interdito. Este documento impede que manifestantes cheguem a menos de dois quilômetros e meio do canteiro de obras. Caso a ordem judicial seja desrespeitada, há previsão de multa de R$ 10 mil.




Cópia deste interdito foi entregue à Polícia Militar para que fosse cumprido. A ordem se aplica tanto a representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens quanto a outros manifestantes que se incorporarem ao grupo.



Foto: Arquivo CL