Lages, 26/11/2013, Correio Lageano, por Susana Küster
Pagar em torno de R$ 300,00 para se legalizar e não poder trabalhar em outro local com carteira assinada são os principais pontos que fazem os mototaxistas fugirem da regulamentação da profissão em Lages.
Na manhã desta segunda-feira (25), foi aberto o processo de licitação com 156 vagas para os mototaxistas de Lages poderem trabalhar legalmente. Porém, apenas 24 profissionais apareceram. O processo será reaberto no dia 5 de dezembro, mas se novamente não aparecerem muitos mototaxistas, não haverá outra oportunidade. Todos que não se legalizaram ficarão à mercê da fiscalização.
A baixa participação no processo mostra a insatisfação dessa classe em Lages, de acordo com o mototaxista Valdemir Matos. Desde 2002, ele trabalha na profissão e considera a regulamentação um ponto positivo, mas não da forma como está sendo feita na cidade.
Ele diz que a maioria dos profissionais do ramo trabalham em outro emprego com carteira assinada, e pela lei que foi sancionada em Lages, eles não podem trabalhar em dois locais com carteira assinada. “O que vai acontecer é que muita gente vai continuar trabalhando ilegalmente. Porque, sinceramente, todos precisam trabalhar em dois empregos, pelo menos metade dos mototaxistas de Lages fazem isso”, garante.
Ele estima que existam em Lages no mínimo 100 mototaxistas e acredita que apenas 20% estejam com a documentação pronta para se regularizar. “Não estão enxergando o lado do trabalhador, somente o lado deles, aí fica difícil querer se regularizar”, lamenta.
Matos possui um dos pontos mais antigos da cidade e afirma que sua posição representa a maior parte dos mototaxistas da cidade. A prefeitura não passou mais informações sobre o processo.
Foto:Susana Küster
Pagar em torno de R$ 300,00 para se legalizar e não poder trabalhar em outro local com carteira assinada são os principais pontos que fazem os mototaxistas fugirem da regulamentação da profissão em Lages.
Na manhã desta segunda-feira (25), foi aberto o processo de licitação com 156 vagas para os mototaxistas de Lages poderem trabalhar legalmente. Porém, apenas 24 profissionais apareceram. O processo será reaberto no dia 5 de dezembro, mas se novamente não aparecerem muitos mototaxistas, não haverá outra oportunidade. Todos que não se legalizaram ficarão à mercê da fiscalização.
A baixa participação no processo mostra a insatisfação dessa classe em Lages, de acordo com o mototaxista Valdemir Matos. Desde 2002, ele trabalha na profissão e considera a regulamentação um ponto positivo, mas não da forma como está sendo feita na cidade.
Ele diz que a maioria dos profissionais do ramo trabalham em outro emprego com carteira assinada, e pela lei que foi sancionada em Lages, eles não podem trabalhar em dois locais com carteira assinada. “O que vai acontecer é que muita gente vai continuar trabalhando ilegalmente. Porque, sinceramente, todos precisam trabalhar em dois empregos, pelo menos metade dos mototaxistas de Lages fazem isso”, garante.
Ele estima que existam em Lages no mínimo 100 mototaxistas e acredita que apenas 20% estejam com a documentação pronta para se regularizar. “Não estão enxergando o lado do trabalhador, somente o lado deles, aí fica difícil querer se regularizar”, lamenta.
Matos possui um dos pontos mais antigos da cidade e afirma que sua posição representa a maior parte dos mototaxistas da cidade. A prefeitura não passou mais informações sobre o processo.
Foto:Susana Küster
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