sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Projeto propõe leitura individual de água em condomínios

Projeto propõe leitura individual de água em condomínios
Lages, 24 e 25/01/2014, Correio Lageano por Núbia Garcia





Um projeto de lei, de autoria do senador Valdir Raupp, quer obrigar que os hidrômetros em prédios em condomínios sejam individuais. Na prática, o consumidor deixará de pagar água e esgotamento sanitário junto com as taxas de condomínio, situação que hoje gera insatisfação dos consumidores.




Para o senador Valdir Raup­­p (PMDB-RO), quando há ausência de equipamento de medição individual, ocorrem injustiças na cobrança das tarifas, como por exemplo o caso de uma pessoa que more sozinha ter de pagar a mesma quantia de uma família com muitos integrantes.




Uma destas consumidoras é a assistente social Cássia Lopes. Ela mora sozinha em um apartamento no Centro de Lages e paga a água junto com o condomínio. Em média, Cássia desembolsa R$ 60 por mês, o triplo da taxa mínima, que gira em torno de R$ 20.





“Acho uma tremenda justiça pagar pelos outros. Trabalho fora o dia todo, pouco fico em casa e lavo roupa apenas uma vez por semana, meu gasto de água não é tão alto quanto o que pago”, afirma.





Cálculo


 O gerente de logística Thiago Tausert mora em um condomínio no bairro São Cristóvão com a esposa, que viaja a trabalho durante toda a semana. Para ele, a conta coletiva não é justa.





“Com certeza, o justo seria uma conta individual, mas mesmo assim o valor a ser pago seria caro devido a taxa mínima da Semasa”, avalia Tausert.





De acordo com o administrador de condomínios Jonas Moreira da Silva, os novos empreendimentos já terão hidrômetros individualizados. A dificuldade está na adequação de prédios antigos. “Não tem nada definido para ser modificado, porque demandar uma obra civil como está é muito grande e caro”, explica.





O gerente geral da Caixa em Lages, Luís Antônio de Andrade, explica que os novos condomínios populares terão cobrança de água individualizada e que residenciais como o Tozzo, no bairro Pró-Morar, também já estão adequados.




“O que acontece é a dificuldade da leitura. No Tozzo, por exemplo, a companhia de águas e saneamento vai ter que fazer a leitura em 240 unidades”, completa Andrade.





Foto: Núbia Garcia

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