quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Ciclistas são alvo de discussão em Curitibanos

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Curitibanos, 13/02/2014 A Semana
 
Viúva não sabe se o ciclista Jonas morreu devido à queda da bicicleta ou se foi atropelado
 A véspera de Natal da família do ciclista Jonas da Silva, residente no bairro Bom Jesus, não mais será esquecida, devido à fatalidade que o levou à morte depois de ficar internado por 11 dias em Videira. De acordo com a nora de Jonas, Patrícia Ribeiro Camargo, a viúva de Jonas, Lurdes Garipuna da Silva, não se conforma com a perda do marido, por não saber a causa do acidente que o vitimou.
Patrícia conta que, no dia 24 de dezembro de 2013, o funcionário público foi encontrado caído próximo a um muro, na Avenida Jorge Lacerda. Duas versões são apontadas pela família: queda da bicicleta e atropelamento. “Ele estava muito machucado e, pelo estado que ficou, nos leva a crer mais em atropelamento, mas não há testemunhas. Os bombeiros o socorreram e, por não ter médico especialista no município, ele foi transferido para Videira, mas não sobreviveu para contar para nós o que aconteceu naquele dia”, lamenta Patrícia.
Conforme o delegado Fabiano dos Santos Silveira, foi instaurado inquérito para investigar o caso e algumas pessoas serão chamadas para prestar depoimento. Se alguém tiver alguma informação do que possa ter acontecido com Jonas, pode entrar em contato na Delegacia Regional, no bairro Bom Jesus.
O drama da família de Jonas é compartilhado por muitos curitibanenses que já tiveram ocorrências de trânsito na família, principalmente envolvendo ciclistas. Expostos a riscos constantes, eles exigem atenção e já mobilizam instituições na busca por soluções. Na última terça-feira (3) o Conselho de Trânsito re3uniu-se com a Associação Curitibanense de Ciclismo (Asccicli) e Clube do Pedal para formular alternativas para a circulação de veículos e bicicletas no trânsito de Curitibanos.
Conforme o presidente do Conselho de Trânsito Hercílio Beppler, as possíveis soluções serão encaminhadas para o setor de Planejamento da Administração Municipal, que analisará a viabilidade de implantação. Segundo a secretária de Planejamento Lenora Borsarini, as ruas que estão sendo projetadas terão que ter ciclovias, a exemplo da Leoberto Leal. “A Leoberto Leal, que será revitalizada, terá ciclovia e já consta no projeto, assim como toda e qualquer nova rua que venhamos projetar. A situação das ruas existentes terá de ser analisada uma a uma”, salienta Lenora.
O estudante Iago Nascimento, de 15 anos, frisa a importância de que alguma medida seja tomada para a segurança de ciclistas e condutores. Ele avalia que as ciclovias, ciclo-faixas ou ainda uma faixa mista poderiam diminuir os riscos de acidente e incentivar a prática de esporte. “São muitos ciclistas e skatistas que, todos os dias, arriscam-se em meio aos carros. Uma ciclovia iria incentivar a prática de esporte, não só de bicicleta, mas de skate, patins e patinete, além de diminuir a poluição e promover mais segurança no trânsito. As pessoas deixariam de ir trabalhar de carro, até mesmo pela falta de estacionamento, e iriam de bicicleta”, reforça.


Direitos e deveres
 
A direção defensiva é defendida pela Polícia Militar como uma ação importante para diminuir os acidentes de trânsito em Curitibanos. De acordo com o soldado da Polícia Militar João Antônio Busck, tanto condutores quanto ciclistas devem respeitar a legislação para um trânsito mais seguro, mas é comum a circulação de skatistas e ciclistas na contramão.
Em vias urbanas, o ciclista tem de andar na mão de direção e o condutor de veículo, respeitar o limite de um metro e meio de distância do ciclista. Ciclista na calçada, somente empurrando a bicicleta e no mesmo fluxo dos pedestres. “O ciclista, como o condutor, também tem de respeitar a legislação, sob o risco de penalidade como multa e medida administrativa de remoção da bicicleta. O ciclista que anda nas vias centrais de Curitibanos, pode ir pela Salomão, mas deve retornar pela Vidal Ramos; essa é a conduta correta: andar na mesma mão de direção”, explica Busck.
O policial recomenda que o ciclista use equipamentos de segurança, que, em caso de acidente, amenizarão o impacto. Espelho retrovisor esquerdo, campainha, dispositivos retrorefletores traseiros e laterais, além de luva, capacete, joelheiras e cotoveleiras estão entre os itens de segurança. “Conforme o Código Brasileiro de Trânsito, o ciclista tem direito, mas também deveres e, praticando a direção defensiva, o trânsito fica mais seguro tanto para veículos motorizados quanto para veículos não motorizados e pedestres”, finaliza Busck.

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