sexta-feira, 14 de março de 2014

Dnit responde a entidades empresariais

Dnit responde a entidades empresariais
Serra Catarinense, 14/02/2014, Correio Lageano




Em resposta ao relatório elaborado e divulgado pela Associação dos Sindicatos Filiados à Fiesc da Serra Catarinense, em parceria com o Fórum das Entidades Empresariais de Lages, o Dnit apresentou ao Correio Lageano documento no qual explica os problemas no projeto e execução das obras na BR-282, em Lages.




O relatório foi elaborado pelo engenheiro Ênio Spieker, analista em Infraestruturas do Dnit e fiscal das obras executadas pela Setep, com projeto elaborado da empresa Prosul. Ele foi doado ao Dnit, que licitou a sua execução.



No documento, o engenheiro reconhece erros de projeto percebidos ao longo da obra. “Por diversas vezes foram identificados problemas no projeto, muitos dos quais sanados através da atuação da fiscalização, juntamente com a supervisão”.



Disponibilidade: Ele alega que sempre esteve à disposição das autoridades, empresários e da população para prestar esclarecimentos e lembra que o projeto está à disposição para consulta na sede do departamento, em Lages. Spieker destaca que em reuniões com representantes do setor empresarial e poder público teve dificuldades para prestar esclarecimentos, sendo “maltratado, interrompido e impedido de falar”.




Contraponto: O Correio Lageano entrou em contato com as entidades. O presidente da Associação dos Sindicatos Filiados à Fiesc, da Região da Serra Catarinense, Giordan Heidrich, o presidente do Simmmel, Celso Marcolin, e o presidente da Acil, Luiz Spuldaro, disseram que vão se pronunciar após receberem oficialmente o relatório do Dnit e analisá-lo.



Pontos de destaque no relatório de resposta do Dnit

 Plantio de Grama


Problema
O relatório denunciante apontou a falta de conservação e manutenção das gramas novas plantadas nas vias marginais, barrancos, trevos e acessos, o que demonstraria a falta de acompanhamento do órgão fiscalizador. O documento cita a grama no trevo de acesso ao bairro São Paulo, plantada sem a retirada de cascalhos, pedras e preparação do solo, além do desmoronamento de barrancos nas vias marginais no viaduto do bairro Bates e na altura do bairro Vila Mariza, restos de entulhos e pontos com acabamento ruim no decorrer da obra como algumas deficiências da obra.


Resposta


O relatório do Dnit esclarece que está ciente da situação em que se encontram os plantios. “Sabemos que existem alguns pontos onde existem problemas, que serão em breve corrigidos. O engenheiro Ênio Spieker ressalta que o pagamento deste tipo de serviço somente é procedido depois de verificado em campo a real “pega” das mudas e aprovada a qualidade do serviço. Os entulhos, são retirados, “mas como é comum em obras sempre aparecem outros. Antes da conclusão dos trabalhos será feita uma operação geral de limpeza de todos os elementos da obra, que serão entregues limpos e desimpedidos”. Já os barrancos, a informação é que eles ainda não receberam o revestimento vegetal devido porque ainda aguardam os trabalhos finais de taludamento devido a atrasos nos processos desapropriatórios.



Danos no asfalto


Problema

As entidades empresariais apontam que as vias marginais apresentam buracos, com recapagem em alguns pontos.


Resposta


O Dnit explica que a empresa executora da obra questionou a qualidade de pavimento proposto no projeto. Apesar disso, o material foi aplicado nas vias laterais, pois era prioridade desviar tráfego para iniciar os trabalhos sobre a pista central. O órgão realizou pesquisa e elaborou novo projeto de pavimento, com 15 centímetros a mais de material pétreo de sub-base e acréscimo de quatro centímetros de capa asfáltica, para a rodovia. Os defeitos serão corrigidos antes da entrega da obra. Posteriormente como o tráfego que percorrerá as vias laterais deverá ser de veículos de menor porte em sua maioria, não deveremos ter problemas mais sérios”, acrescenta o relatório.


Sinalização e iluminação

Problema

O primeiro relatório apresentou que há pouca iluminação no trecho da obra, com placas fora dos padrões, sem uniformização e com erros de informação.


Resposta

Segundo o Dnit, a sinalização de obra tem enfrentado dificuldade de manutenção. “Temos verificado constantes roubos de placas e cones, inclusive com boletim de ocorrência registrado”. Os baldes com iluminação interna deveriam ser mantidos nos trevos, mas diariamente era preciso recompor a fiação, lâmpadas e até baldes, que eram roubados. O mesmo acontece com placas. Elas têm sido alvos de ocorrências de trânsito, danificadas, e recolocadas, visto a grande quantidade de substituição de recomposição necessária. Ele reconhece os erros nas placas que indicam as direções para Bom Retiro e São José do Cerrito, alegando falta de correção na sinalização, agradecendo pelo alerta.  “Estaremos corrigindo e tendo mais atenção nas correções do péssimo projeto da Prosul”.


Invasões


Problema

Foram apontados trechos onde a obra da rodovia invade propriedades privadas, bem como danificou cercas em muros de empresas e residências.


Resposta


O Dnit esclareceu que nos pontos de invasão, estão sendo executados os processos de desapropriação e indenização mas que os proprietários já autorizaram a invasão para acelerar a obra. Os muros e cerca danificados serão consertados.



Projeto previa o viaduto com a pista afunilada



Um dos problemas que mais chamaram a atenção no relatório apresentado pelos empresários é o estreitamento do viaduto sobre a Avenida Duque de Caxias. Ele começa em pista dupla, mas estreita no sentido de quem segue para a BR-116, não fornecendo visibilidade para os motoristas.




Outra reclamação são as lombadas instaladas na via principal, que levam os condutores a optarem pelas marginais, que deixam de ter duplo sentido apenas no trecho que compreende a obra.  O Dnit explicou que o afunilamento do viaduto estava previsto no projeto da Prosul. “Trata-se de uma solução técnica apresentada, talvez não a mais viável, porém com a realização da sinalização necessária apresentará condições de segurança normais”, afirma Spieker.




O estreitamento começará na parte de cima do viaduto, com a pintura zebrada na pista, que servirá de área de fuga em casos de emergência. Ele assegura que também haverá, antes das faixas, setas indicando que os condutores precisarão passar para a fila da direita. “Não é possível a extensão desta pista dupla para outro ponto à frente, pois estaríamos incorrendo em alteração de projeto que poderia provocar questionamentos dos órgãos de controle, vindo a inviabilizar a obra”, acrescenta.



Para as lombadas, a justificativa é que elas obrigam os condutores a reduzir a velocidade, garantindo segurança aos operários que trabalham próximos à via. A segurança também é a justificativa por manter as marginais em sentido único. “Esta decisão foi discutida com a Polícia Rodoviária Federal, segmentos da Prefeitura de Lages bem como área de projetos do Dnit em Florianópolis”, informa o relatório.




Fotos: Joana Costa

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