Otacílio Costa, 21/03/2014 Correio Otaciliense
Há três semanas, uma mulher foi atacada nas proximidades da captação de água da empresa Klabin, local conhecido como bomba.
A vítima, que preferiu não se identificar, conta que saiu de casa
por volta das 7h15min, como de costume. E, quando passava distraída
próxima a “bomba”, um homem puxou no seu cabelo e disse para ela colocar
as mãos na cabeça. “Olhei para trás, e então ele me deu uma gravata e
começou a me arrastar para o outro lado da rua. Comecei a gritar por
socorro, ele tampou minha boca. Foi quando veio um fusca e uma moto,
então ele me empurrou e saiu correndo”, relatou a mulher, dizendo que
desesperada, também saiu correndo para a casa onde prestava serviço.
Quando chegou ao local, pediu que seus patrões a levassem até a
delegacia para registrar um boletim de ocorrência.
Segundo ela, o que mais a frustrou foi ver o motorista do fusca e o
piloto da moto não pararem para prestar ajuda. “Já era 7h40min, eles me
viram chorando desesperada, mas ninguém parou”, lamentou.
A vítima conta ainda, que a Polícia fez buscas no local, entretanto
não encontrou o suspeito, que segundo a mulher, carregava uma mochila
preta nas costas, era moreno, tinha barba grande, magro e não muito
alto, porém era uma pessoa forte e bastante agressiva. “Quando ele me
soltou, só vi que ele saiu em direção ao bairro Igaras, mas para mim ele
se escondeu na mata mesmo”, imaginou.
Para ela, o criminoso não queria roubar nada, pois não tomou sua
bolsa. “Eu disse em meu depoimento, que se ele quisesse me roubar, teria
pegado minha bolsa e sairia correndo, só que ele não fez nada disso”,
analisou.
Vítima já tinha medo de passar pelo local
A mulher conta que já transitava pelo local em que aconteceu o
fato, há aproximadamente três meses. No entanto, ela sempre teve receio.
“Eu sempre caminhava pelo outro lado, por que tinha um comentário que
havia um homem, que abaixava as calças quando as mulheres passavam”,
disse.
Ela diz ter certeza que há aproximadamente um mês antes do
ocorrido, quando chegava ao serviço, avistou o mesmo o homem. “Tenho
certeza que era ele, tinha as mesmas características, e carregava uma
mochila preta. Comentei com uma amiga, quem poderia ser aquela pessoa
estranha. Toda vez que a gente olhava para trás ele estava olhando em
nossa direção”, lembrou, orientando as mulheres para que não transitem
sozinhas por aquele local, pois para ela, o homem pode ser um maníaco,
que está agindo na cidade.
Local é de caminhada
As pessoas têm o hábito de praticarem caminhadas passando pelo local, principalmente nos finais de tarde.
O esportista José Alvino Ribeiro da Silva, 66 anos, conta que há
três anos transita em frente à bomba da Klabin em suas costumeiras
caminhadas diárias. Ele informa que sempre passa pelo lugar, por volta
das seis horas da tarde. “Nunca vi nada aqui. Mas já ouvi falar que tem
um homem que mexe com as mulheres”, disse, observando ainda que não tem
medo nenhum de passar local.
Sirlei Aparecida Bernades e Sabrina Bernades, mãe e filha
respectivamente, contam que raramente passam pelo local, mas sempre que
passam, transitam com certo receio. “Nunca vimos nada, esperamos nem
ver”, disse Sirlei, relatando que quando precisa passar pelo local,
nunca está sozinha.
Já Sabrina, observa que aquele local, precisa de mais atenção e
segurança. “É um lugar de pouco movimento, além de ser mais isolado,
merece um pouco mais de atenção”, analisou.
Suspeito pode ser um andarilho
O delegado Raphael Barbosa informou que o caso ainda está sendo
investigado. Mas, segundo ele, existe a possibilidade do suspeito ser um
andarilho. O delegado preferiu não dar mais informações do caso, para
não atrapalhar as investigações.
Ele observa que este tipo de ocorrência não é comum no município. “As
pessoas que tiverem informações de algum suspeito, podem ligar no
número 197, que é o disque denúncia direto da Polícia Civil”, esclareceu
Barbosa.
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