Lages, 24/06/2014, Correio Lageano, por Susana Küster
Atravessar a pé cerca de 70 metros na BR-282 chega a ser uma aventura, principalmente para as crianças que passam pelo trecho diariamente, que fica entre os bairros São Francisco e São Paulo. Com a pavimentação das marginais e sem lombadas físicas, o local é motivo de preocupação para os moradores e trabalhadores da região, pois os motoristas têm abusado da velocidade, mesmo com um radar próximo ao Cemitério Parque da Saudade.
A falta de sinalização vertical e horizontal só piora o problema. O presidente da associação dos bairros São Francisco e São Paulo, Joel de Oliveira, afirma que em torno de 3.500 pessoas trabalham na região dos bairros. “Há muito movimento de veículos e pedestres, e muitos motoristas que saem da marginal ao lado do bairro São Paulo não fazem retorno e entram direto na rodovia”, conta.
O ônibus circular para em um lugar que não tem ponto e que é mão dupla na marginal ao lado do bairro São Paulo. De acordo com os moradores, isso dificulta a saída dos passageiros.
De acordo com o secretário do Meio Ambiente, Mushue Hampel, quando a marginal deixar de ter mão dupla neste trecho, um ponto de ônibus será construído em um espaço a ser analisado, mas que fica próximo ao atual ponto. “Não vai demorar para isso acontecer”.
Trabalho extra
No bairro São Paulo não tem escola, somente creche, então muitas crianças precisam atravessar o trecho sozinhas para ir ao bairro São Francisco, onde há a escola municipal Professor Eduardo Pedro Amaral.
A dona de casa Marluza Gobetti, de 47 anos, conseguiu uma renda extra com a dificuldade dos moradores. Ela leva e busca duas crianças diariamente. “Tem pais que podem pagar, outros não e precisam trabalhar”, relata. Quando vê crianças sozinhas, ela ajuda a atravessar.
Passarelas
O engenheiro do Dnit, Ênio Spieker, afirma que uma passarela no local não está planejada. Porém, diz que um pedido da Associação de Moradores foi encaminhado para a capital para se tentar viabilizar a estrutura. “Não está dentro das outras quatro passarelas, que provavelmente serão feitas no primeiro semestre do ano que vem”, frisa.
Este trecho dos bairros, na localidade de Índios, e, em Bom Retiro, as passarelas que foram solicitadas estarão em um contrato a parte. “E vai ser mais demorado para sair”, frisa. Em relação à falta de sinalização, Spieker diz que nos próximos dias será feita.
Fotos:Susana Küster
Atravessar a pé cerca de 70 metros na BR-282 chega a ser uma aventura, principalmente para as crianças que passam pelo trecho diariamente, que fica entre os bairros São Francisco e São Paulo. Com a pavimentação das marginais e sem lombadas físicas, o local é motivo de preocupação para os moradores e trabalhadores da região, pois os motoristas têm abusado da velocidade, mesmo com um radar próximo ao Cemitério Parque da Saudade.
A falta de sinalização vertical e horizontal só piora o problema. O presidente da associação dos bairros São Francisco e São Paulo, Joel de Oliveira, afirma que em torno de 3.500 pessoas trabalham na região dos bairros. “Há muito movimento de veículos e pedestres, e muitos motoristas que saem da marginal ao lado do bairro São Paulo não fazem retorno e entram direto na rodovia”, conta.
O ônibus circular para em um lugar que não tem ponto e que é mão dupla na marginal ao lado do bairro São Paulo. De acordo com os moradores, isso dificulta a saída dos passageiros.
De acordo com o secretário do Meio Ambiente, Mushue Hampel, quando a marginal deixar de ter mão dupla neste trecho, um ponto de ônibus será construído em um espaço a ser analisado, mas que fica próximo ao atual ponto. “Não vai demorar para isso acontecer”.
Trabalho extra
No bairro São Paulo não tem escola, somente creche, então muitas crianças precisam atravessar o trecho sozinhas para ir ao bairro São Francisco, onde há a escola municipal Professor Eduardo Pedro Amaral.
A dona de casa Marluza Gobetti, de 47 anos, conseguiu uma renda extra com a dificuldade dos moradores. Ela leva e busca duas crianças diariamente. “Tem pais que podem pagar, outros não e precisam trabalhar”, relata. Quando vê crianças sozinhas, ela ajuda a atravessar.
Passarelas
O engenheiro do Dnit, Ênio Spieker, afirma que uma passarela no local não está planejada. Porém, diz que um pedido da Associação de Moradores foi encaminhado para a capital para se tentar viabilizar a estrutura. “Não está dentro das outras quatro passarelas, que provavelmente serão feitas no primeiro semestre do ano que vem”, frisa.
Este trecho dos bairros, na localidade de Índios, e, em Bom Retiro, as passarelas que foram solicitadas estarão em um contrato a parte. “E vai ser mais demorado para sair”, frisa. Em relação à falta de sinalização, Spieker diz que nos próximos dias será feita.
Fotos:Susana Küster
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