Lages, 15/07/2014, Correio Lageano, por Vinicius Prado
Um projeto de lei tramita na Câmara dos Deputados para proibir o tráfego de veículos com tração animal nas cidades com mais de 80 mil habitantes. Lages supera esta expectativa populacional, porém possui condições diferentes e seguras para os carroceiros e cavalos do município.
Em torno de 510 proprietários de carroças estão cadastrados no programa Amigo do Carroceiro, do Centro Agroveterinário de Lages (CAV/Udesc). Atuando na cidade desde 2002, o programa proporciona melhores condições de vida e trabalho aos carroceiros e animais.
O coordenador do programa, Joandes Fonteque, explica os procedimentos do Amigo do Carroceiro. Nele, existem três projetos de extensão, sendo dois voltados ao carroceiro e um para o cavalo.
O projeto Medicina Equina cadastra os animais e as carroças. A partir daí, os donos dos cavalos agendam uma consulta, na qual o animal passa por uma série de exames, como coproparasitológico (exame de fezes), casqueamento e ferrageamento corretivos.
Fonteque comenta que 70 carroceiros levam seus animais às consultas, e entre 10 e 12 cavalos são atendidos por semana
Nos projetos Medicina Preventiva e Carroceiro Cidadão, os proprietários das carroças recebem assistência médica da Unimed, e também palestras sobre higiene, medicina preventiva e cuidados com o meio ambiente. A Prefeitura de Lages e a Universidade do Planalto Catarinense atuam em parceria com o programa, auxiliando nestas demandas sociais.
Cavalos estão seguros e são fonte de renda aos donos
De acordo com a gerente de Proteção Animal, Ana Paula Rodrigues, são raros os casos de maus-tratos aos cavalos. Ela explica, que apesar de haver animais circulando soltos em via pública, eles possuem donos. “Isto ocorre por que há pessoas que soltam os cavalos para passear”, comenta.
Ana Rodrigues diz que os donos têm plena responsabilidade pelo estado de saúde de seus animais. “Os proprietários assinam um termo de responsabilidade antes de ter o cavalo solto, e após isto os encaminhamos ao Amigo do Carroceiro”.
Tanto Ana Rodrigues quanto Joandes Fonteque concordam que se o projeto de lei for aprovado, pode ocasionar problemas e empecilhos às famílias. Isto porque muitos são catadores de recicláveis e dependem unicamente deste tipo de trabalho para obter renda.
Foto:CAV/Udesc/Divulgação
Um projeto de lei tramita na Câmara dos Deputados para proibir o tráfego de veículos com tração animal nas cidades com mais de 80 mil habitantes. Lages supera esta expectativa populacional, porém possui condições diferentes e seguras para os carroceiros e cavalos do município.
Em torno de 510 proprietários de carroças estão cadastrados no programa Amigo do Carroceiro, do Centro Agroveterinário de Lages (CAV/Udesc). Atuando na cidade desde 2002, o programa proporciona melhores condições de vida e trabalho aos carroceiros e animais.
O coordenador do programa, Joandes Fonteque, explica os procedimentos do Amigo do Carroceiro. Nele, existem três projetos de extensão, sendo dois voltados ao carroceiro e um para o cavalo.
O projeto Medicina Equina cadastra os animais e as carroças. A partir daí, os donos dos cavalos agendam uma consulta, na qual o animal passa por uma série de exames, como coproparasitológico (exame de fezes), casqueamento e ferrageamento corretivos.
Fonteque comenta que 70 carroceiros levam seus animais às consultas, e entre 10 e 12 cavalos são atendidos por semana
Nos projetos Medicina Preventiva e Carroceiro Cidadão, os proprietários das carroças recebem assistência médica da Unimed, e também palestras sobre higiene, medicina preventiva e cuidados com o meio ambiente. A Prefeitura de Lages e a Universidade do Planalto Catarinense atuam em parceria com o programa, auxiliando nestas demandas sociais.
Cavalos estão seguros e são fonte de renda aos donos
De acordo com a gerente de Proteção Animal, Ana Paula Rodrigues, são raros os casos de maus-tratos aos cavalos. Ela explica, que apesar de haver animais circulando soltos em via pública, eles possuem donos. “Isto ocorre por que há pessoas que soltam os cavalos para passear”, comenta.
Ana Rodrigues diz que os donos têm plena responsabilidade pelo estado de saúde de seus animais. “Os proprietários assinam um termo de responsabilidade antes de ter o cavalo solto, e após isto os encaminhamos ao Amigo do Carroceiro”.
Tanto Ana Rodrigues quanto Joandes Fonteque concordam que se o projeto de lei for aprovado, pode ocasionar problemas e empecilhos às famílias. Isto porque muitos são catadores de recicláveis e dependem unicamente deste tipo de trabalho para obter renda.
Foto:CAV/Udesc/Divulgação
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