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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Agropecuária é alvo de ladrões em Otacílio Costa

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Otacílio Costa, 08/01/2014 Correio Otaciliense
 
Na madrugada da terça-feira, 07, a Agropecuária Cambará em Otacílio Costa, foi novamente alvo de ladrões. O proprietário do comércio, Renato Sasso, diz o fato deve ter acontecido em torno das 5h30min. Ele conta que só percebeu o dano ao chegar para abrir a loja, às 7h30mi. Foi quando se deparou com a fechadura arrombada.
 
Os homens levaram quatro Motor Serras da marca Sthil e uma televisão de “42”. O valor do prejuízo é estimado pelo empresário em R$ 8 mil.
As investigações estão por conta da Policia Civil, com o auxilio das câmeras de segurança.

As informações completas você confere na próxima edição impressa do Jornal Correio Otaciliense, que circula na quinta-feira, 09. 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Polícia de Lages evita furto em Agropecuária

policia-militarNa noite desta Terça (13), a polícia foi acionada via Central Regional de Emergência de Lages para uma ocorrência de furto na Agropecuária CECOLAM. Ao chegar ao local encontraram R.V.S que ao perceber a presença da polícia tentou evade-se do local, não obtendo êxito e não conseguindo levar nada. A polícia deu voz de prisão ao mesmo e o encaminhou até a delegacia da cidade para providências cabíveis.

Polícia Militar para Agência de Notícias São Joaquim Online

domingo, 6 de janeiro de 2013

Da Índia para o Brasil: o boi de cupim que virou garantia de lucro no agronegócio

Da Índia para o Brasil: o boi de cupim que virou garantia de lucro no agronegócio
Curitibanos, 05 e 06/07/2013, Correio Lageano, por Suzani Rovaris


Hoje o zebu é a principal raça de todo o rebanho brasileiro. Graças aos avanços tecnológicos, os zebuínos são a garantia de excelência na exportação de carne para mais de 150 países, além do mercado nacional de leite e do couro



Ivadi Coninck de Almeida ainda era jovem quando comprou o primeiro boi, um indubrasil. Décadas se passaram, ele chega aos 90 anos com saúde, mantém os hábitos campeiros e está com um um plantel de 800 cabeças de gado, mas mudou o rumo do negócio. Partiu para os zebus, animais que têm impulsionado a pecuária.



No mercado mundial de carnes bovinas, o Brasil é um dos maiores exportadores. A raça que mais se destaca no rebanho nacional é justamente o zebu. Detentor de características dignas, os zebuínos são  indispensáveis em experiências tecnológicas para o melhoramento genético e consequentemente, maior excelência da carne e leite.



A exemplo dos outros anos, a expectativa do Brasil na exportação é aumentar em 20% a sua receita em relação a 2011, que fechou em US$ 5,3 bilhões, montante 12% superior ao registrado em 2010. Para isso, o país aposta na qualidade de sua carne, grande parte oriunda de rebanhos zebuínos onde a maior parte é concentrada em regiões acima do Paraná. Em Santa Catarina, a atividade é recente, mas a tecnologia está mudando esse cenário.



Atualmente, o Brasil exporta para mais de 150 países. Realidade diferente de 25 anos atrás, quando o país ainda importava o produto. Estima-se que o total do efetivo bovino brasileiro seja da ordem de mais de 190 milhões de cabeças. Desse total, 80% têm o sangue zebuíno.



O país tornou-se a segunda pátria do zebu. A raça é de origem indiana. Foi no século 19 que os primeiros planteis de sangue puro foram importados. Desde então, o avanço da raça ocorreu graças às iniciativas empreendedoras de pecuaristas como Ivadi, que uniram esforços para consolidar o zebu.



Por ser um país tropical, o zebu se adaptou facilmente no Brasil. Somente no Sul, onde é mais frio, apresentou restrições. O veterinário da Empresa de Pesquisa Agrícola e Extensão Rural (Epagri), Vilmar Francisco Zardo, explica que toda a parte fisiológica do zebu contribui para a resistência.



O couro é mais fino e a reserva de gordura fica armazenada no cupim. As raças europeias têm características diferentes: couro mais grosso e, por não terem cupim, a gordura fica entremeada por toda a carne.



De acordo com Zardo, criar zebu sangue puro pode não ser viável no Estado. Falta potencial genético para alguns fatores de importância econômica, segundo ele. Porém, por ter um potencial “criatório” (rusticidade e fertilidade) a raça se tornou a base para os cruzamentos.



Através da inseminação artificial, o cruzamento industrial tornou-se viável a criação de bovinos com sangue zebuíno, em Santa Catarina. É uma arma fundamental para o produtor moderno obter lucros. Os cruzamentos visam a buscar em cada raça envolvida suas características mais marcantes, de criar animais mais eficientes e produtivos em um menor espaço de tempo.



Mais de três milhões de cabeças de gado, ou seja, cerca de 80% do rebanho catarinense possuem sangue de zebuíno. O Estado representa 1,88% do rebanho de bovinos no Brasil.



Ele faz do boi de cupim um ideal de vida e uma paixão de longa data. Ivadi Coninck de Almeida, de 90 anos, é o pioneiro na criação e reprodução da raça zebuína. Morador de Curitibanos, é dono de um plantel de 800 cabeças das variedades nelore e tabapuã.



Ainda era moço quando comprou sua primeira cabeça de gado, o indubrasil. “Tinha orelhas grandes que encostavam no chão quando ia pastar”, lembra. Foi no final da década de 1930 quando formou seu rebanho.



Desde então dedicou grande parte de sua vida a esses animais, que conforme ele relata, não são muito simpáticos. Um dos poucos criadores de zebu na Serra Catarinense, ele explica que a reprodução do zebu sangue puro é complexa, mas deve ser realizada para que haja organização com os animais.



Cada animal possui uma identificação. Além do brinco, o zebu recebe uma marcação a fogo da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ). O desenho é um triângulo com chifres para baixo. Outra marcação a fogo identifica que o animal é do determinado proprietário, geralmente o desenho é a primeira letra do nome do dono.



Os registros devem ser comunicados à ABCZ. Nome, sobrenome e as característica da fêmea e do macho que irão se reproduzir, bem como do terneiro que nasceu são informados à associação.



Formação familiar



Geralmente Ivadi deixa a fêmea e o macho juntos o ano todo para formar grupos familiares e evitar o acasalamento consanguíneo. Por ser um dos primeiros a criar zebu no Estado, Ivadi tem participado de todas as feiras e exposições de gado no Sul do país.



Em 1949, Ivadi já exibia seu gabo. É o mais antigo no ramo de exposições agrícolas e feiras pecuárias. Considerado como uma lenda no setor, o pecuarista foi homenageado dezenas de vezes.



Planejamento e tecnologia asseguram qualidade na carne e no leite



Tradicionalmente, o zebu é uma raça de corte. O melhoramento genético, seleção, manejo alimentar, abate precoce (média de 4,5 anos) e uso de agentes hormonais são processos que conferem à carne do zebu um excelente grau de maciez.
Maria Jaci Villa Nova Bittencourt, criadora de zebuínos Tabapuã no Rio Grande do Sul, diz que cada espécie possui características próprias e que não se mudam do dia para a noite. É o caso do marmoreio (nível de gordura entremeada), característica própria dos taurinos e que confere maciez à carne. Resultados de laboratório demonstram, no entanto, que o marmoreio não é o único fator que determina se a carne será ou não macia, conforme diz Maria.



Gordura



As análises revelam que o sistema de produção dos zebuínos está voltado a obter carne macia e magra, diferente dos taurinos, que possuem gordura excessiva, não recomendável para o dia-a-dia.



A raça integra o grupo de gado leiteiro. Segundo a Embrapa, 70% da produção de leite do país vêm de vacas mestiças Holandês-Zebu. A Holandesa predomina nos cruzamentos, sendo o mais comum o de Holandês com o Gir, conhecido como “Girolando”. Há anda o “Guzolando”, resultado de Holandês com Guzerá. Já existem alguns produtores fazendo o “Nerolando”, que é o cruzamento do Holandês com o Nelore.


As variedades de zebu

  • Brahman: com ossos mais avantajados;
  • Gir e o Gir mocha: cores variadas, chifre e cabeça maiores;
  • Guzerá: chifre imponente;
  • Indubrasil: enormes orelhas;
  • Nelore padrão e o mocha: orelha bem pequena;
  • Sindi: estatura baixa e pelagem vermelha
  • Tabapuã: mocho natural.



Fotos:Suzani Rovaris

domingo, 16 de dezembro de 2012

Furto em agropecuária de S.Joaquim

Furto em agropecuária de S.Joaquim
São Joaquim, 17/12/2012, Correio Lageano




A Polícia Militar (PM) foi acionada na noite de sexta-feira (14), por moradores das proximidades de uma agropecuária que foi arrombada, no bairro Minuano, em São Joaquim. Populares relataram ter visto um indivíduo sair de dentro do estabelecimento portando um saco nas costas.



Com a ajuda de testemunhas, a PM identificou o autor do furto como sendo Josemar Luz dos Santos, 33 anos. O suspeito foi abordado pelos policiais em sua residência, que fica próxima ao local do crime. Após confessar a autoria do delito, ele entregou os produtos furtados à PM.



De acordo com o boletim de ocorrências da PM, dentre os produtos recuperados, estavam cerca de 20 bonés, 10 cortadores de unhas, capas de chuva, facas, rolos de mangueira, kits de brocas para furadeiras, alicates, chaves de fenda, interruptores e torneiras, dentre outros.



No boletim, consta ainda que Josemar quebrou o vidro de um veículo, estacionado na parte de baixo do estabelecimento, e furtou a frente do aparelho de som, que não foi recuperada. A polícia contatou o proprietário do estabelecimento e lavrou o boletim de ocorrências.



Foto: Divulgação

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Agropecuária contribui pouco para o PIB

Agropecuária contribui pouco para o PIB
Lages, 01/10/2012, Correio Lageano




Em Lages, as atividades agropecuárias correspondem a apenas 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do município.



A população rural entre 15 e 54 anos corresponde a cerca de 16 milhões de pessoas e abrange 54,8% da população rural do Brasil. Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).



As informações do estudo mostram ainda que a população ocupada em atividades agrícolas soma 14,7 milhões de pessoas, sendo que a maioria é composta por empregados, 28,4%, e por autônomos, 29,6%. Sob esse aspecto chama atenção que as pessoas ocupadas nas atividades primárias da agropecuária, que corresponderam a 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB) da economia em 2011.



Os dados da agricultura foram compilados pelo coordenador da Assessoria de Planejamento Estratégico do Mapa, José Garcia Gasques. “O setor compreendido pelo agronegócio abrange além das atividades primárias, outras até chegar ao consumidor final, no mercado interno ou ao mercado internacional, e corresponde a 22,2 % do PIB da economia”, constata Gasques.



Entre 2009 e 2011, houve uma redução de cerca de um milhão de pessoas ocupadas na agricultura. Essa redução representa uma realocação de pessoas para outros setores, uma vez que o processo de crescimento econômico verificado na agricultura transfere atividades para outros segmentos da economia, como a agroindústria e serviços.



Com relação ao grau de instrução, os dados da PNAD mostram também que 57% da população rural tem entre 4 e 14 anos de estudo, e que 22,5% não têm instrução ou tem menos de um ano de estudo. Na população urbana este percentual é de 9,7%.



Agricultura é a que menos contribui com o PIB de Lages


Lages é o maior município em extensão rural da Serra Catarinense, no entanto,  o que é produzido no meio rural corresponde a apenas 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB) da cidade.  A prestação de serviços é responsável pela maior parcelo do PIB, são 54,1%. A indústria é responsável por 32,9% e outras atividades  por 10,9%.



Na agropecuária são 889 propriedades, destas, 188 comercializam leite. Na pecuária os rebanhos são formados principalmente por bovinos. Já na produção, o milho em grão é disparado a principal cultura, são produzidos 19.278 toneladas por ano.




PIB do município de Otacílio Costa é maior no setor industrial



A população de Otacílio Costa é de 16.337 mil habitantes, deste número, cerca de 9% vivem da atividade agropecuária, são 341 propriedades. Na pecuária são 19.881 bovinos e na agricultura o milho em grão é a cultura que se destaca com uma produção de 5.961 toneladas por ano.



Entretanto, o setor agropecuário representa 16,1% do PIB do município. O setor que mais contribui com o PIB da cidade é o industrial que representa 42,8%, seguido pela prestação de serviços com 33,9% e outros setores correspondem a 7,2%. São 607 empresas que empregam 4.659 pessoas.






Bocaina se destaca



Bocaina do Sul tem uma população de 3.290 pessoas, mais de 70% dos habitantes vivem no campo. Por este motivo a atividade agropecuária é a principal responsável pelo PIB da cidade. O setor representa 58,8% do PIB, seguido pela prestação de serviços com 33,9%. A indústria representas 5% e outras atividades corresponde a 2,3%.



Foto: