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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Vazamento de combustível de trem chega a 65 mil litros

Vazamento de combustível de trem chega a 65 mil litros
Lages, 14 e 15/09/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais



O volume de combustível que vazou de três vagões de um trem da América Latina Logística (ALL), que descarrilaram durante um acidente na última quinta-feira, chega a 65 mil litros de álcool. A confirmação é do comandante da Polícia Ambiental de Lages, Frederick Rambusch.



O descarrilamento ocorreu na tarde de quinta-feira, a oito quilômetros de Lages, num lugar de difícil acesso. O trem seguia com destino a Canoas (RS), e estava carregado de combustível.



Rambusch explica que a empresa realizou um trabalho de contenção para evitar que o combustível se espalhasse na natureza. O Rio Caveiras fica a 800 metros do local, mas o combustível não caiu próximo. Nesta sexta-feira (13), dezenas de homens trabalharam durante o dia todo para  conter o vazamento. Os trabalhos devem prosseguir neste sábado (14).



A Polícia Ambiental, segundo Rambusch, instaurou um procedimento administrativo e vai encaminhar o caso ao Ibama, além de um procedimento criminal que será entregue ao Ministério Público Federal (MPF). Além disso, a empresa também será obrigada a recuperar a área degradada.



Recuperação


Em nota de sua assessoria de imprensa, a empresa informou que fará a análise ambiental e tomará as devidas providências se necessário, e que ainda não recebeu nenhum documento oficial da polícia sobre o ocorrido.



Reforçou que segue apurando o acidente e que as equipes de campo, já realizaram todo o trabalho de contenção do vazamento. O transbordo da carga, esclarece, deve ser concluído ao fim da manhã deste sábado (14). Já o laudo com as causas do acidente sai em 20 dias. Ainda segundo a empresa, o trecho foi liberado totalmente ontem à noite, mas a remoção completa dos vagões acidentados está prevista para as 18 horas de hoje.



Foto: Polícia Ambiental/Divulgação

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Vagões descarrilam, tombam e vazam combustível

Vagões descarrilam, tombam e vazam combustível
Lages, 13/09/2013, Correio Lageano, por Silviane Mannrich




Três vagões descarrilaram e, após baterem em uma rocha, tombaram, por volta das 14h30min desta quinta-feira (12), próximo à estação ferroviária de Lages. A composição seguia sentido estação de Berlande, a oito quilômetros da cidade. De acordo com a assessoria da empresa América Latina Logística (ALL), responsável pela operação ferroviária em Lages, o trem estava carregado com álcool.



Cada vagão estava carregado com 44 mil litros de combustível. Um deles vazou  quase todo. O Rio Caveiras está a 800 metros do local onde aconteceu o acidente, porém o álcool que vazou ficou contido em apenas uma área de fissura de rocha.



Contenção


Uma equipe da ALL foi até o local para realizar uma contenção emergencial e evitar maiores danos ambientais. A empresa também abriu sindicância para apurar as causas do acidente. Uma equipe contratada pela ALL, vinda do Rio Grande do Sul e especializada em contenção, chegou ainda na noite de ontem e irá tirar o combustível do local.


A Polícia Militar Ambiental (PMA) de Lages também foi acionada. Como a linha férrea é federal, os policiais militares não têm o poder de multar a empresa pelo dano ambiental.



A PMA fez o levantamento do acidente e irá encaminhar um relatório para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O Ibama já sabe do caso e fará os procedimentos.



Fotos: PMA/Divulgação

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Havia um trem no meio do caminho

Havia um trem no meio do caminho
Lages, 02/07/2013, Correio Lageano



Moradores da Várzea reclamam que não conseguem passar durante os carregamentos.



Trabalhadores e moradores do bairro Várzea, em Lages, reclamam de uma rua que fica bloqueada por mais de hora, quase todos os dias, pelos vagões da empresa América Latina Logística (ALL). Na manhã de segunda-feira (01), um motorista precisou esperar por quase duas horas com o seu caminhão.



A rua bloqueada é a Marechal Olímpia Cunha, a alguns metros da estação ferroviária. O trem fica parado sobre os trilhos quando a empresa precisa carregar os vagões. Por mais de 20 vezes, o distribuidor Robson Goedert passou pela mesma situação.



Inclusive, o Correio Lageano já publicou matéria, no dia 11 de setembro de 2012, sobre esta situação e que parece não foi resolvida Ele precisa atravessar a ferrovia para chegar até um produtor de quem compra leite para revender à Lactoplasa.



Goedert conta que só no último sábado (29 de maio) teve um prejuízo de mais de R$ 2 mil. “Em função do tempo de espera, a empresa para qual eu ia vender o leite desistiu da compra. Tive que procurar outra empresa e baixar o valor”. Ele acrescenta que a situação se repete todas as vezes que a rua fica bloqueada.



Do outro lado dos trilhos moram famílias que precisam se deslocar ao Centro do bairro e ficam ilhadas com o bloqueio. Outros caminhões também utilizam a rua para transportar materiais como rações e animais, como gado.



Uma das sugestões de Goedert é fixar um horário para a parada dos vagões. Dessa forma, motoristas e moradores se organizariam quanto à passagem. Ele fala sobre outra ideia: “Seria mais interessante criar um túnel sob os trilhos. Não atrapalharia ninguém”.
Ainda na manhã de ontem, Goedert ligou para a PM para pedir orientação. “A polícia pediu para eu registrar boletim de ocorrência”.



A ALL disse que fará um estudo no local para verificar a solução mais viável. A empresa se comprometeu em dar uma resposta nesta terça-feira (02)



Foto:Suzani Rovaris

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Lages se consolida como polo petroleiro

Lages se consolida como polo petroleiro
Lages, 01/01/2013, Correio Lageano, por Núbia Garcia


A Idaza Distribuidora de Petróleo Ltda vai ampliar a distribuição de combustíveis na unidade de Lages, quantidade que pode ultrapassar os 25 milhões de litros por mês (mais que o dobro da capacidade atual). A prefeitura oficializou na sexta-feira (28) a doação de um terreno para a empresa, que será uma das principais geradoras de ICMS para o município.


Operando em Lages desde fevereiro de 2011, a Idaza funciona atualmente em um terreno de aproximadamente oito mil metros quadrados, na área industrial do bairro São Miguel. Após a agilização dos trâmites burocráticos junto à Fatma, para liberação ambiental de um terreno ao lado do atual, a distribuidora passa a contar com mais uma área de 8.281.090 metros quadrados, doada pela prefeitura.


“O maior beneficiado neste trâmite é o município por causa do retorno de ICMS, que vai ficar próximo ao da Ambev, que arrecada sozinha um terço do ICMS do município”, ressalta o ex-secretário do Desenvolvimento Econômico de Lages, Carlos Eduardo de Liz.


Para se ter uma ideia, em 2011, por exemplo, a arrecadação municipal, somente com ICMS, foi de aproximadamente R$ 61,5 milhões. Portanto, de acordo com declaração do secretário, a Ambev correspondeu com cerca de R$ 20 milhões desta arrecadação.


O chefe de base da Idaza em Lages, Alaor Abreu, ressalta que o investimento inicial da distribuidora para a construção da nova base, é de R$ 5 milhões e as obras devem iniciar em Janeiro. Atualmente, são distribuídos cerca de 10 milhões de litros de combustíveis por mês, capacidade que pode ser ampliada para 25 milhões com a ampliação. A previsão de início das operações é para o final do primeiro semestre deste ano.


Capacidade de armazenamento


Com a nova área da Idaza, serão ampliadas a capacidade de armazenamento e distribuição. De acordo com o chefe de base da Idaza em Lages, Alaor Abreu, atualmente a capacidade de armazenamento é de 1,5 milhão de litros e, com a ampliação, passará para 9,5 milhões.


Segundo ele, esta ampliação possibilitará o início da operação de outras distribuidoras em parceria com a Idaza. Alaor destaca que há cerca de dois meses já está em operação a parceria com a Ipiranga e, nos próximos meses, devem firmar parceria Shell e Petrobras. “Os contratos estão em andamento e estas duas distribuidoras virão para Lages no ano que vem, por causa da ampliação da estação”, completa.


Atualmente, a Idaza atende a toda a Serra e Meio-Oeste Catarinense. Com a ampliação, o atendimento se estenderá também para o Oeste. O recebimento de combustíveis pelas linhas férreas contribui para a ampliação da capacidade de distribuição. “Hoje a Serra tem o benefício do recebimento por trem, já que hoje Santa Catarina depende só das distribuidoras do litoral, como Biguaçu, Joinville e Guaramirim. A Serra e o Oeste dependem do Rio Grande do Sul”, analisa.


Via de acesso é necessária


A ampliação da capacidade de distribuição da Idaza pode trazer um problema para a região da cidade onde a distribuidora fica localizada: o alto fluxo de caminhões vai atrapalhar o trânsito local.


O chefe de base da Idaza em Lages, Alaor Abreu, destaca que atualmente, são cerca de 40 caminhões por dia que saem através da rua Bernardo Gonçalves Küster e precisam cruzar os bairros Penha e São Miguel para chegar à BR-282. “Com nosso crescimento e a vinda de outras distribuidoras, deve passar dos 100 caminhões que saem daqui por dia”.


Uma alternativa sugerida por ele, seria a abertura de uma via de acesso direto do São Miguel, atravessando a linha férrea e saindo na avenida Castelo Branco. Entretanto, para tal, é necessária a autorização da América Latina Logística (administradora da linha férrea). “Se abrir uma via pela Castelo Branco, a gente sai direto na avenida Dom Pedro, o que facilita a saída para as rodovias”, analisa.


A Secretária de Planejamento de Lages e a América Latina Logística (ALL) foram procuradas pela reportagem na última segunda-feira (31). Entretanto, em virtude do feriadão de ano novo, ninguém foi encontrado.


Foto: Núbia Garcia