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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Estudantes estão sendo processados por pedir aula

Lages, 06/11/2013 Milton Barão

Legalmente o professor está correto, pois pediu férias no mês de agosto e o RH da Udesc deu, e pagou o que lhe era devido. Ocorre que tem uma ata da reunião de departamento onde foi acordado que professores não deveriam tirar férias  no período letivo. Então o professor enviou carta para a direção, que assinou e encaminhou ao recursos humanos.
Por conta disso os alunos ficaram sem essa disciplina, já que na própria instituição a norma diz que alunos de mestrado não podem dar aulas.
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Diante do impasse, a direção mandou carta ao departamento pedindo o que estava acontecendo. O departamento simplesmente disse que não sabia que o professor estava de férias.

Abaixo assinado

Para tentar contornar a situação criada, a direção pediu que a reitoria viesse a Lages para tentar achar uma solução, já que o professor se achou no direito de prestar queixa na polícia e abriu processo judicial contra os 178 alunos que assinaram o abaixo assinado.
Esse abaixo assinado pedia simplesmente que a direção tomasse providencias quanto a substituição do professor em questão. “Nem nos tempos da ditadura vimos situação semelhante”, lamentavam os alunos. Eles citam que a intimação está sendo feita via secretaria acadêmica, que chama os alunos, sob algum pretexto, e entrega o documento para até a delegacia de polícia responder os motivos pelo qual assinou o abaixo assinado.
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Processo

Além dos depoimentos na delegacia, corre o processo judicial, que já tem data de 7 de dezembro, para a primeira audiência. Ou seja, alunos sendo processados pelo fato de pedirem aulas normais numa universidade. “Agora o diretor está tentando uma solução, que seria convencer o professor a retirar a ação”, esclareceu um dos alunos processados.

Blog

O professor em questão manteve contato com o blog, pedindo retratação, pelo simples fato de termos divulgado o abaixo assinado. Alegou que era documento interno da instituição, o que não concordamos absolutamente. Nesta semana voltou ao assunto, dizendo que seu advogado não concordou com a “retratação” exigida.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Escolas municipais estarão abertas nesta quinta-feira



Escolas municipais estarão abertas nesta quinta-feira
Lages, 25/04/2013, Correio Lageano




“Se for necessário a secretaria [de Educação] vai contratar professores em caráter emergencial para evitar que os alunos percam aulas”. A afirmação é da secretária de Educação Marimilia Coelho, se referindo à possibilidade de que os professores da rede municipal possam aderir a uma greve a partir de desta quinta-feira (25) Segundo ela, mesmo que isto aconteça, as escolas estarão abertas para receber os alunos.



De acordo com a secretária, como a pasta ainda trabalha com hipóteses, pois não sabe quantos profissionais poderão aderir à greve, diversos professores que não foram contratados já estão de sobreaviso e, caso seja necessário, serão contratados em caráter emergencial e temporário.



Para Marimilia, neste momento a situação é delicada, pois é preciso respeitar o direito dos professores quanto às reivindicações, sem deixar de atender aos alunos. “Temos que garantir que as negociações vão avançar, mas não podemos deixar os alunos perdendo aula”, diz.



Segundo ela, as escolas não estarão fechadas, mesmo que a greve se inicie, pois todos os diretores têm obrigação de abrir as unidades (escolas e creches). “Estaremos com plantão na secretaria para auxiliá-los. Se faltarem professores faremos o encaminhamento e, se a paralisação persistir já estamos de sobreaviso para as contratações”.



A categoria está na iminência de uma greve porque ainda não recebeu proposta de reajuste salarial que atenda às exigências. A prefeitura ofereceu um abono de R$ 130,00. O Sindicato dos Profissionais em Educação de Lages (Simproel) decidiu não aceitar.


Eles exigem um aumento que reponha a inflação, que foi de 5,7%. “Neste início de gestão as coisas estão complicadas, e a prefeitura ofereceu o abono. A negociação está sempre aberta. Mas entendemos que está havendo uma precipitação, porque a greve é uma decisão que tem que acontecer em última instância, para evitar desgastes”, analisa Marimilia.


Na quarta-feira (24)  à tarde, a presidente do Simproel, Silvana Lucena e a vice, Elaine Moraes, estiveram com o prefeito e secretários para uma nova negociação. De acordo com o sindicato, uma posição oficial sobre a paralisação deverá sair na manhã desta quinta-feira (25) quando os professores se reunirão em assembleia.



Pausa nas aulas para discutir diretrizes



Professores da rede municipal de ensino participaram ontem do Dia da Parada da Conae, evento promovido em toda a rede pública de ensino (municipal e estadual), para dar início ao debate dos temas que serão apresentados na Conferência Nacional de Educação (Conae), que acontece em fevereiro do ano que vem.



Por causa deste evento, as escolas não tiveram aula durante todo o dia de ontem e receberam a comunidade escolar para debater ideias e ouvir reivindicações.
Na Escola Municipal de Educação Básica Dom Daniel Hostin, no bairro Dom Daniel, o tema escolhido para ser debatido foi “Qualidade da Educação: Democratização do Acesso, Permanência, Avaliação, Condição de Participação e Aprendizagem”.



Durante todo o dia de ontem, o tema foi debatido com a comunidade. “A resposta da comunidade foi positiva e houve grande participação”, avalia a professora Danielle Pavan.
A abertura das palestras na escola foi feita pela técnica em Desenvolvimento Regional da Gerência Regional de Educação (Gered) em Lages, Dalmira Ramos. “É importante que a comunidade escolar, principalmente os pais e os alunos que ainda não tiveram uma participação efetiva na Conae, saibam qual a importância da sua participação e presença neste dia de hoje para abertura dos trabalhos”.



Foto: Núbia Garcia