Serra Catarinense, 28/12/2012, Correio Lageano, por Susana Küster
Polícia prendeu três pessoas por furtarem e venderem a carne ilegalmente
O vereador diplomado em Ponte Alta Cléber Miranda de Souza, conhecido
como “Toro”, foi preso na quarta-feira (26), por suspeita de furto de
15 cabeças de gado em um sítio do município, no início de dezembro. Foi
preso por suspeitas do mesmo crime, Rivelino de Souza Gomes, que já
respondeu processo por outros furtos de gado, e Afonso Floriani de
Souza, pai de Cléber, por vender a carne furtada e sem inspeção em seu
açougue em Correia Pinto.
A operação para solucionar o caso, envolveu a Polícia Civil de Correia
Pinto, de Otacílio Costa, a Divisão de Investigações Criminais (DIC) de
Lages, e os agentes das Vigilâncias Sanitárias de Correia Pinto e Ponte
Alta.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências e
estabelecimentos comerciais de Cléber Miranda de Souza, Afonso Floriani
de Souza e Rivelino de Souza Gomes, que culminou com a prisão em
flagrante deles. O delegado Fabiano Schmidt afirma que Cléber e Rivelino
são suspeitos de terem furtado 15 cabeças de gado no início de
dezembro.
Carne sem inspeção
Foi constatado pela polícia, que as carnes vendidas no açougue de
Cléber, que fica em Ponte Alta, e no de Afonso que fica em Correia
Pinto, eram do furto cometido por Cléber e Rivelino. Cléber e Afonso vão
responder pelo crime contra a relação de consumo e Rivelino por posse
irregular de arma de fogo, um revólver calibre 38.
Foram apreendidos pela Vigilância Sanitária 800 quilos de carne
imprópria para consumo, pois não estavam acondicionadas de forma
correta, não tinham procedência comprovada, e não possuíam carimbo de
inspeção.
Os estabelecimentos, como medida administrativa foram temporariamente
interditados para a comercialização de carne. Durante a operação que foi
nomeada como “Bos Taurus”, foram recuperadas sete cabeças de gado
bovino que foram roubadas de uma propriedade agrícola do interior de
Ponte Alta.
Segundo a polícia, outras pessoas estão envolvidas no roubo e venda de
carne, mas ainda não foram identificadas. Quando forem localizadas,
serão ouvidas no procedimento criminal que tramita na Delegacia de
Polícia de Correia Pinto.
Foto: Divulgação