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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Inclusão de chip nos veículos facilitará recuperação e controle


Inclusão de chip nos veículos facilitará recuperação e controle
Brasil, 29/10/2012, Correio Lageano



Chip vai ajudar na localização de veículos roubados, controle do tráfego em tempo real, entre outros



Até o dia 30 de junho de 2014, deverá ser implantado um sistema de controle e fiscalização do tráfego no território brasileiro por meio de monitoramento em tempo real. Cada proprietário de veículo terá que comprar um dispositivo eletrônico que armazenará os dados do automóvel.
Seis anos depois da criação do Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav), por uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a iniciativa deve entrar em funcionamento em janeiro do ano que vem.



Esta é a data prevista pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), para que se comece a instalar, em toda a frota rodoviária do país, os dispositivos eletrônicos que armazenarão dados dos veículos.



O desenvolvimento da tecnologia foi financiado pelos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, e das Cidades e envolve investimentos de aproximadamente R$ 5 milhões.
De acordo com o coordenador de Microinformática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Henrique Miguel, o mecanismo funciona a partir de um sistema de radiofrequência, que prevê a emissão de sinais por antenas espalhadas pelas cidades e rodovias.



Estes sinais são captados por um pequeno chip, que integra a placa eletrônica instalada no parabrisa dos veículos de passeio e em outros locais específicos, no caso de motocicletas e carretas. “É uma espécie de tag eletrônico, que vai permitir o controle do tráfego em tempo real.



Ao ser acionado, o chip enviará dados do veículo às antenas que, por sua vez, enviarão as informações para as centrais de processamento, que verificarão a situação do veículo analisado. A tecnologia desenvolvida é bastante complexa e representa uma solução segura e barata, que pode ser reproduzida”, explica.



Entre as aplicações do sistema, ele destaca a possibilidade de localizar um carro furtado e associá-lo ao proprietário, facilitando a recuperação do veículo e evitando a clonagem.
Além disso, será possível fiscalizar a velocidade média dos automóveis e a circulação em locais e horários em que ela for proibida.



O coordenador geral de Informatização e Estatística do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Roberto Craveiro, ressalta que o sistema está baseado em dois princípios básicos: respeito à privacidade e segurança do cidadão, além da identificação de veículos irregulares, que possam de alguma forma colocar em risco o trânsito e a segurança pública.



O Siniav também facilitará o serviço de cruzamento de dados relativos aos veículos e às obrigações do proprietário, como o licenciamento anual e o pagamento de impostos e de multas. Com o projeto, espera-se aumentar a segurança no envio de cargas e diminuir filas em pedágios, com a possibilidade de abertura automática de cancelas por meio da leitura do chip.



As informações obrigatórias que ficarão armazenadas no dispositivo são: número de série do chip, identificação da placa, categoria e tipo do veículo.



O custo para instalação do tag eletrônico, está estimado em R$ 5,00, e ficará a cargo do proprietário do veículo. O sistema de chip deverá ser cobrado juntamente com o licenciamento dos automóveis.



Estão sendo definidas as sanções que serão aplicadas aos proprietários de veículos flagrados sem o chip, após o prazo final de implementação do sistema, o que pode incluir multa e perda de pontos na carteira de habilitação.



No Estado, não há informação sobre o assunto


O sistema de chip nos veículos deverá ser implantado até o dia 30 de junho de 2014, em todo o país.  


Porém, a delegada regional da Polícia Civil, Luciana Rodermel, afirma que não existe nenhuma informação a respeito de prazos para implementação do sistema nos veículos em Lages. Ela explica que o sistema dependerá de regulamentação do Detran de Santa Catarina.
Ela acredita que o chip deverá ajudar de diversas maneiras. “Desde a fiscalização de infrações e irregularidades no veículo, como localização de automóveis furtados, clones e outras fraudes”, exemplifica.



Como não houve regulamentação no Detran de Santa Catarina sobre o tema, não se tem conhecimento se o equipamento será vendido no varejo ou através de prestadores de serviços credenciados, como despachantes, emplacadores, entre outros.



Foto: susana Küster

quinta-feira, 19 de julho de 2012

As operadoras OI, TIM e Claro não podem vender chips

As operadoras OI, TIM e Claro não podem vender chips
Lages, 19/07/2012, Correio Lageano


A Anatel suspende vendas das operadoras, devido as reclamações de consumidores



Estão suspensas, a partir da próxima segunda-feira (23), as vendas de chips das empresas de telefonia móvel Oi, Claro e TIM em vários estados do país. A decisão foi anunciada ontem pelo presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende. As empresas, porém, não serão multadas – a não ser que descumpram a determinação.



Na semana passada o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, divulgou que a operadora TIM poderia ter a venda de seus serviços suspensos caso não resolvesse os problemas de qualidade constatados pelos consumidores.



No caso da TIM, a decisão vale para 19 estados brasileiros, enquanto que para a Oi são 5 os estados. Para a Claro, as vendas serão suspensas em três estados. Juntas, de acordo com dados da Anatel, essas empresas respondem por 70,12% do mercado de telefonia móvel do país.



As vendas poderão ser retomadas, segundo Rezende, somente após as empresas apresentarem planos de investimentos, o que deverá ser feito dentro de até 30 dias, contendo metas para resolver problemas apresentados. De acordo com o presidente da Anatel, a agência terá de aceitar as condições desses planos.



A Anatel também informou que, embora não tenham de suspender a venda de chips, as operadoras Vivo, CTBC e Sercomtel também deverão apresentar um plano de melhoria dos serviços em suas áreas de atuação.



Santa Catarina é um dos estados afetados e a situação preocupa autoridades. Tanto que, em fevereiro, o deputado estadual Joares Ponticelli (PP), utilizou a tribuna da Assembleia para reclamar da qualidade do serviço de telefonia móvel no Estado. Na ocasião, ele classificou a situação como  “vergonhosa”.



Em Lages, os problemas também são frequentes. As reclamações apresentadas em reportagens do Correio Lageano no início do ano, chamaram a atenção do Ministério Público que, através do promotor George André Franzoni Gil, pediu em março para a Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel), uma vistoria para checar a qualidade da cobertura da TIM na cidade.



Para consumidores problema é antigo


Desde janeiro o Correio Lageano acompanha a situação e publica matérias que falam sobre o tema. A reclamação de erros no envio de mensagens, falta de sinal, ligação incompleta ou muda, créditos consumidos pela operadora, seriam alguns dos problemas mais frequentes enfrentados pelos consumidores, desde o final de 2011.



A serventuária da Justiça, Ariane Ramos Martendal, conta que há seis meses enfrenta dificuldades na hora de usar a operadora. Segundo ela, há algumas semanas, uma tia precisou ir até a sua casa para falar com ela, pois tentou lhe ligar por horas e o celular só dava desligado. “Acho uma falta de respeito com os clientes, pois a gente paga pelo serviço”.



Cliente na modalidade pré-pago, Ariane conta que há cerca de quatro meses, comprou um chip de outra operadora, apenas para usar quando o da Tim não funciona bem. “É um chip de socorro”, brinca.



A corretora de imóveis, Marisa Silva, relata que já chegou a perder negociações de vendas e alugueis por causa do celular, que não funcionava. “Uso o celular pra trabalho, sem ele minha vida não funciona. Acontece um monte de problemas, e olha que meu celular é de linha, não compro créditos”, afirma, lembrando que já tentou trocar de operadora, mas como a maioria de seus clientes usa Tim, voltou a usá-la.





Procon recebe reclamações de todas as operadoras de telefonia



A coordenadora executiva do Procon em Lages, Ineida Maria Berwig Vieira, afirma que a telefonia é campeã de reclamações. Segundo ela, há registros de reclamações dos serviços de todas as operadoras que atuam na cidade.  Dentre as principais reclamações, estão as cobranças indevidas e adesão de planos sem autorização.



Mais recentemente, a falta de sinal, consumo de créditos indevidamente também se somam a esta lista. Devido aos constantes problemas, o volume de queixas contra a Tim cresceu consideravelmente.



Ineida orienta que primeiro seja feito contato com a operadora e, nos casos em que não houver solução, o consumidor deve procurar o Procon. “O primeiro passo é tentar resolver sozinho com a operadora. Se não conseguir, deve nos procurar.”



Segundo ela, o primeiro passo do Procon é o contato telefônico. “Tentamos resolver, temos o prazo de cinco dias para que uma resposta seja apresentada. Na maioria das vezes não conseguimos resolver e é necessário abrir um processo administrativo”. Após aberto o processo administrativo, a operadora tem prazo de 10 dias para apresentar uma solução.




Estados onde as vendas estão proibidas



TIM



Acre
Alagoas
Bahia
Ceará
Distrito Federal, Espírito Santo
Goiás
Maranhão
Mato Grosso
Minas Gerais
Pará
Paraná
Paraíba
Pernambuco
Piauí
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Rondônia
Tocantins



Oi


Amazonas
Amapá
Mato Grosso do Sul
Rio Grande do Sul
Roraima




Claro


Santa Catarina
São Paulo
Sergipe


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Foto: Núbia Garcia