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domingo, 6 de julho de 2014

Crescimento na indústria da construção civil é menor nos últimos anos

Crescimento na indústria da construção civil é menor nos últimos anos
Lages, 07/07/2014, Correio Lageano



Apesar de imprimir um ritmo menor no crescimento em relação aos últimos anos, o setor da Construção Civil continua bem. Um dos entraves é a mão de obra com níveis baixos de produtividade e empregabilidade, de acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Lages (Sinduscon), Pedro Antônio Garib.
O presidente do Sinduscon explica que o fator eleições influencia tão somente as obras públicas. “Todas as obras que tinham que ser lançadas, foram acumuladas e realizadas antes. Há um período a ser cumprido”, diz.




Garib ressalta que os financiamentos habitacionais trouxeram a oportunidade de se ter uma moradia com prestação equivalente a um aluguel, ou até menos. “Nós estamos entregando este mês 48 unidades, padrão médio, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida”.



Estado


O gerente regional da Caixa Econômica Federal, Altamir Durli, enfatiza este cenário, com dados relevantes sobre o financiamento do programa habitacional. “A contratação cresceu 30%, no ano de 2013, com um orçamento de R$ 135 bilhões. Estamos fechando o primeiro semestre de 2014, mas possuímos um orçamento de R$ 145 bilhões”, explica o gerente.



De acordo com Durli, o mercado é muito dinâmico. “Estamos vivendo uma época, de massa economicamente ativa, são muitos casais se constituindo. O que auxilia no crescimento das vendas, do ramo”, analisa.



Porém, o gerente salienta que, em relação aos anos de 2011 e 2012, os financiamento baixaram em 2013 e também neste ano. E isso se deve à capacidade produtiva, que atrasou as obras.



Mão de obra


A indústria da Construção Civil está se consolidando no país. Novas tecnologias estão sendo implantadas para agilizar as obras. Em Lages, por exemplo, ocorre a utilização de grua (guindaste), que auxilia na eleveção e movimentação de materiais pesados. E também o processo de alvenaria estrutural, constantemente utilizado.




Estes recursos visam a reduzir o tempo de canteiro de obras. Edíficios que, antigamente, demoravam de 3 a 4 anos para ficar prontos, hoje, têm seu tempo reduzido pela metade. Durli ressalta que o setor busca formas de agilizar processos.
Porém, a produtividade dos profissionais deve ser considerada. O gerente da Caixa salienta que os empregos existem, e que o ramo cresceu nesse aspecto, mas ainda assim, “a profissionalização deve ser o foco. A Construção Civil demanda cada vez mais de pessoas especializadas”.



Foto: Vinicius Prado

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Lageano morre ao cair de construção em Florianópolis

Lageano morre ao cair de construção em Florianópolis
Lages/Florianópolis, CLMais, com informações da Central de Operações da Polícia Militar de Santa Catarina



Conforme informações da Central de Operações da Polícia Militar de Santa Catarina (Copom), a vítima é natural de Lages. Marcos Roberto Liz, de 31 anos, teria caído da construção onde trabalhava por volta das 15 horas desta quarta-feira (18),  na rua Arno Hoeschel , no Centro de Florianópolis.



De acordo com o Copom, um companheiro de trabalho de Marcos, teria dito que a vítima caiu do 11º andar da obra onde estava trabalhando.



De acordo com a PM, a vítima trabalhava na obra junto com o pai e o irmão. No momento do acidente, ele estava usando equipamentos de segurança.  O corpo foi recolhido pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) em Florianópolis.



Foto:Divulgação/Ilustrativa

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Sobram vagas no mercado de trabalho para a construção civil

Sobram vagas no mercado de trabalho para a construção civil
Lages, 08/01/2013, Correio Lageano, por Suzani Rovaris



Está sobrando vaga de trabalho para o setor de construção civil em Lages. A falta de registro profissional e a qualificação são os principais motivos. Apesar de haver mão de obra interessada, poucos trabalham sem carteira assinada e a maioria não está capacitada.



Nivaldo Soares da Rosa já trabalhou com e sem carteira assinada. No momento, o morador do bairro Santa Helena está desempregado. Desde o início de dezembro procura trabalho como pedreiro ou pintor, até agora sem sucesso. “Já visitei várias construtoras e todas elas afirmam que no momento não estão contratando”.  Apesar de trabalhar nessa área há 12 anos, Nivaldo não tem curso profissionalizante. A única experiência que possui é de serviços que prestou para empresas do ramo de construções.



De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), o último registro do Ministério do Trabalho e Emprego indica que no Estado são mais de 12,1 mil estabelecimentos de construção civil e mais de 105 mil trabalhadores. A participação da construção civil dentro do setor secundário no PIB de Santa Catarina é de 5,2%.  Na região de Lages, são cerca de 300 estabelecimentos.



Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Civil de Lages, cerca de mil trabalhadores são filiados ao grupo. O dobro desse número, aproximadamente dois mil, não são associados e muito menos trabalham com carteira assinada, o famoso “bico”.



O presidente do sindicato, Milton Luiz Arruda Malinverni, explica que o piso salarial da categoria é muito baixo. De pedreiro, por exemplo, é R$ 900,00 e pintor, R$ 712,00. “A maioria dos trabalhadores prefere o serviço sem carteira assinada porque o valor ‘por fora’ é três vezes maior. Por outro lado, não há garantias como férias, 13º salário, além de ser ilegal”, afirma.



Outra questão fundamental que contribui para falta de profissionais é a qualificação. Nem todos estão interessados em concluir um curso profissionalizante. O presidente diz que o salário baixo é novamente o principal fator. “Não adianta se profissionalizar para receber pouco. A não ser para trabalhar em outras cidades como Florianópolis, Itajaí, Blumenau ou Itapema, onde a remuneração é o triplo do valor local”.


Uniplac estuda curso para o setor


O curso de Engenharia Civil da Uniplac em parceria com as Secretarias de Obras e de Desenvolvimento Econômico estão estudando um projeto para oferecer cursos de pedreiro no segundo semestre deste ano.



Segundo o coordenador do curso, Paulo Mozart de Andrade, o mercado está aquecido, mas a gama de profissionais sem qualificação ainda é grande. Para os acadêmicos do curso de Engenharia Civil, o mercado de trabalho também é promissor. Todos os alunos já estagiam em alguma empresa na região.



Pela prefeitura de Lages, os programas 2 e 5, da Secretaria de Assistência Social, oferecem cursos de marcenaria e serralheria. De acordo com a secretária do programa 2, nos últimos três anos não foram fechadas turmas por falta de alunos (cada turma é fechada com 10 a 15 pessoas).



Esse ano está sendo estudado a possibilidade de abrir novas vagas, conforme houver interesse o curso pode voltar a ser oferecido. Já o programa 5, informou que há possibilidade de fechar turma porque o curso é muito procurado. As inscrições para ambos os cursos começam em fevereiro.O Senai também oferece curso na área. As novas turmas devem iniciar em fevereiro.


Só com carteira há emprego


Segundo o presidente do Sindicato Patronal das Indústrias de Construção Civil de Lages (Sinduscon), Albraino da Silva Brasil, nas 40 empresas filiadas ao sindicato, todas estão com as vagas preenchidas. A contratação só é feita com carteira assinada, de acordo com ele.


Construção Civil cresce com o Minha Casa Minha Vida

 
Em 2011, foram 28,270 milhões de contratos e R$ 190 milhões financiados em Lages


Foto: Suzani Rovaris