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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Centro de Eventos está fechado por problemas estruturais em São Joaquim

Centro de Eventos está fechado por problemas estruturais
São Joaquim, 05/06/2014, Correio Lageano



Problemas como rachaduras, vazamentos e infiltrações levaram a prefeitura de São Joaquim a fechar as portas preventivamente do Centro de Eventos Newton Stélio Fontanella. Desde janeiro, o espaço está interditado. Empresa será contratada para avaliar tecnicamente as condições da estrutura do prédio.



O Centro de Eventos foi inaugurado há pouco mais de cinco anos, mas os problemas como infiltrações, rachaduras, queda de reboco e vazamentos na rede hidráulica causaram preocupação. Por isso, a Secretaria de Planejamento optou por interditar o espaço preventivamente. “Foi feita uma vistoria do Corpo de Bombeiros, junto com os nossos engenheiros, e se decidiu fechar o local por segurança”, explica a secretária Sheila Forgerini Zanette.



Nesta vistoria, os problemas visíveis foram constados. “Nós notificamos a empresa que realizou a construção do prédio, mas ela não enviou nenhuma justificativa”, destacou. Agora a Secretaria de Planejamento está elaborando edital para a contratação de empresa especializada para realizar a avaliação técnica do local.  “Precisamos de um laudo conclusivo de um empresa idônea antes de fazer alguma coisa. Mas nesse meio tempo não poderíamos deixar o espaço funcionando, por questão de segurança”, acrescenta Sheila, lembrando que o prédio é uma construção recente e ainda está na garantia.



Entrave


 Segundo a secretária, a prefeitura não pode fazer melhorias no Centro de Eventos sem saber a causa dos problemas, e a contratação da empresa que avaliará os prédios deve acontecer até julho. “Por envolver questões técnicas, que são mais complicadas, esse processo demora um pouco”, explica.




O tenente Arhur Junior, do Corpo de Bombeiros de São Joaquim, informou que durante a vistoria foi constatada que também faltam sistemas de combate a incêndio no espaço. “Estamos aguardando essa nova avaliação da Prefeitura para avaliar a questão dos sistemas preventivos.




O Centro de Eventos Newton Stélio Fontanela foi inaugurado no final de 2009. O espaço tem capacidade para receber 850 pessoas. O investimento com a obra foi de R$ 850 mil, sendo R$ 800 mil do Ministério do Turismo e R$ 50 mil como contrapartida da prefeitura.




Foto:Joana Costa

terça-feira, 7 de maio de 2013

Estruturas metálicas estão sendo montadas no Parque Conta Dinheiro


Estruturas metálicas estão sendo montadas no Parque Conta Dinheiro
Lages, 08/05/2013, Correio Lageano, por Núbia Garcia



As estruturas metálicas estão sendo montadas no Parque Conta Dinheiro



A estrutura para receber o público na 25ª Festa Nacional do Pinhão começou a ser armada no Parque de Exposições Conta Dinheiro faltando pouco mais de duas semanas para o início do evento. Palcos, pavilhões, cobertura para as ruas onde o público passeará, portões de acesso e salas para compra de ingressos, dentre outras, devem ficar prontas dentro de 10 dias.



De acordo com o vice- prefeito de Lages e presidente da Comissão Central Organizadora, Toni Duarte, também será feito um levantamento para descobrir o que cada entidade precisará para montar os estandes para comercialização de produtos gastronômicos.



Backstage e camarotes serão maiores que no ano passado. O Palco Nacional vai passar por uma pequena alteração de posicionamento, para melhorar a qualidade de distribuição do som e visibilidade. “Ainda estamos estudando a possibilidade de colocar o Palco Pinhão (antigo Palco Alternativo) ao lado do Nacional, para dar mais prestígio e valorização aos artistas locais”, afirma Toni.



O retorno do Shopinhão, contando inicialmente com 66 boxes, e da comercialização feita por entidades dentro do parque, são grandes novidades desta edição da Festa. Segundo Toni, até o ano passado, entidades como a Apae estavam com sua participação restrita ao Recanto do Pinhão.



Pensando na valorização da cultura local, o Recanto da Tradição abrigará três CTG’s (Anita Garibaldi, Planalto Lageano e Barbicacho Colorado) que servirão pratos típicos e farão apresentações artísticas como a dança do facão e chula. “O mais importante da Festa é a presença do lageano. São as nossas pessoas que têm que mostrar o rosto no parque”, completa Toni.



Reuniões diárias para planejamento


Reuniões diárias com diversos setores da prefeitura e autoridades locais, estão acontecendo desde o início desta semana, para debater detalhes da estrutura funcional do evento.



Na terça-feira pela manhã, a conversa foi com Corpo de Bombeiros e as polícias Civil e Militar, para avaliar casos que aconteceram em anos anteriores e fazer um prognóstico de eventos que podem acontecer nesta edição.



“Analisamos principalmente situações relacionadas à segurança e ao acesso ao parque”, comenta Toni, ressaltando a atenção especial que está recebendo o acesso ao Parque de Exposições Conta Dinheiro, devido às obras na BR-282. “Normalmente, sem obras, já temos congestionamento. Neste ano faremos o possível para a situação não se agravar”.



Foto:Núbia Garcia

domingo, 28 de abril de 2013

Um bairro com estrutura de Centro que já tentou se emancipar de Lages

Um bairro com estrutura de Centro que já tentou se emancipar de Lages

Lages, 29/04/2013, Correio Lageano, por Susana Küster




O Coral completa, nesta quarta-feira (01), 65 anos de fundação. Considerado um bairro-cidade por sua estrutura comercial, viária e econômica, está localizado em uma região que conta com 80 mil moradores e um comércio diversificado



Turistas e viajantes de passagem que chegam a Lages pelo bairro Coral, logo pensam: esse deve ser o Centro, mas logo percebem que as lojas acabam, o movimento diminui e as ruas tornam-se estreitas e se dão conta de que o Centro não é ali. Apesar de faltar somente um cartório, um posto da Semasa e da Celesc para o Coral ter tudo o que o Centro de Lages possui.


Nesta semana, o Correio Lageano publica diariamente diversas matérias sobre o bairro mais desenvolvido da cidade e que já tentou se emancipar, o Coral.



O bairro-cidade, que tem 65 anos, é circundado por 20 bairros que juntos totalizam 80 mil habitantes; possui 12 farmácias; seis redes bancárias; três supermercados; o primeiro hipermercado de Lages (que está em construção com previsão de inaugurar em novembro deste ano); seis postos de gasolina; duas concessionárias de automóveis e diversas borracharias; recapadoras de pneus; oficinas; autopeças; empresas de informática, confecções, calçados, eletrodomésticos, movéis e malharias.




Não é de hoje que o bairro tem autossuficiência, quando tinha 50 anos de existência, a comunidade coralina, isto é, as pessoas que moravam no Coral, se mobilizou para emancipar o bairro de Lages. Na época, a proposta não surtiu efeito ao Governo que teria que constituir o bairro em cidade e liberar muitos recursos para isso se efetivar.
Mesmo não conseguindo se emancipar, o bairro até hoje possui lojas de autopeças que não se encontram em outro local da cidade. Além disso, muitas pessoas moram e trabalham no Coral, sem ter necessidade de ir ao Centro.



O presidente da Associação de Moradores do Coral, Lauro Gomes, reivindica ao prefeito Elizeu Mattos, diversas melhorias no bairro, entre os pedidos estão um posto da Semasa, um da Celesc e um terminal urbano integrado para desafogar o tráfego do Centro e de vários bairros. “Não é justo o Coral render R$ 1,2 milhão por ano somente em IPTU e não ter as melhorias que necessita”, diz.



BR-2 fortaleceu crescimento do bairro e da região

O primeiro passo para o desenvolvimento do bairro Coral foi a BR-2, (atualmente, avenida Dom Pedro II). A via liga as regiões Sul e Norte, descendo a Serra Catarinense, em direção ao Litoral do Estado e também cruza o Rio Pelotas para chegar até o Rio Grande do Sul.



Além de ligar as várias outras cidades, a avenida antiga se conectava à Luiz de Camões e assim desviava o tráfego do Centro de Lages. Foi em função de sua construção, que no dia 1º de maio de 1948, a Companhia do Rosário de Abastecimento se instalou no bairro, que tem o nome Coral devido a este estabelecimento, que iniciou o desenvolvimento de toda a região e principalmente o bairro.



Taxista leva sua alegria contando suas piadas aos passageiros

“Quem vive no Coral, gosta mais daqui do que do Centro”, esta frase foi dita pelo taxista Benjamin Vargas Antunes, conhecido como Tio Bejo, mas é repetida pelos seus colegas, comerciantes e pela maioria dos moradores.



Tio Bejo, apesar de ter se aposentado, prefere continuar trabalhando, pois diz que trabalho é vida e não sacrifício. “Melhor ficar aqui, do que ficar em casa brigando com a mulher”, conta. Ele diz que no início da profissão de taxista levou muito calote de algumas mulheres que levava até as casas noturnas. “Elas saíam do táxi, diziam que iam pegar o dinheiro e nunca mais voltavam”, lembra, dando risada daquele tempo.



Apesar de ter histórias divertidas, ele recorda de um assalto à mão armada que sofreu. Mesmo com o susto, conta o fato se divertindo. “Dei uma de macho e bati nele, segurei e um outro cara chamou a polícia. Virei notícia, as pessoas vinham me perguntar o que aconteceu”.



O taxista diz que não ficou com medo de continuar na profissão. “Fiquei sabendo que o cara foi morto depois que saiu da cadeia. Aí fiquei mais tranquilo. No julgamento não quis que ele me visse. Ele podia me marcar. Hoje não trabalho mais à noite, mas de dia estou aqui direto”.





Fotos:Susana Küster