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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Boteco do Morumbi: Guerra no Morumbi!... mas o projeto ficou melhor ainda...


Mais um capítulo da novela Cobertura do Morumbi foi escrito na noite de 17 de dezembro de 2013, as cenas vividas nesse episódio não foram de final feliz no que diz respeito ao início das obras, mas é preciso que se explique bem esse complexo e disputado jogo de xadrez da política tricolor. O contrato com o fundo de investimento que bancará todo o montante do custo da obra precisa ser aprovado pelo Conselho Deliberativo, que se reuniu pela última vez no ano em plenária extraordinária justamente para tal deliberação. Para ser aberta votação era necessário um quórum mínimo de 75% dos 240 conselheiros sãopaulinos, ou seja, 177 precisavam estar presentes para que a votação definisse a aprovação ou não do contrato para a construção da tão sonhada cobertura do Morumbi, mas não foi isso que aconteceu. 

Uma verdadeira queda de braço foi travada entre oposição e situação numa disputa onde apenas o SPFC perdeu. Ambos os lados têm razão em seus argumentos, mas a alegação da oposição parece mais transparente, coerente e focada num bem comum. Sem ter acesso aos termos e cláusulas do contrato, o grupo da oposição não entrou no auditório e não assinou a lista de presença da reunião, pleiteando com essa atitude que o documento pudesse ser analisado com calma e a cautela que necessita antes de ser aprovado um acordo de possíveis 20 anos de concessão de parte do estádio. A argumentação da situação não é menos importante e é embasada numa regra de mercado imposta pela CVM, onde a mesma exige que haja confidencialidade dos contratos par a evitar que aconteça algum tipo informação privilegiada no mercado e com isso algum investidor se beneficie de tal privilégio, mas uma aprovação sem apreciação completa dos termos seria uma atitude no mínimo perigosa, o que poderia gerar problemas futuros de grandes proporções.

As coisas poderiam convergir para uma solução mais lógica e correta se os grupos, ou seus líderes, se reunissem para poder analisar ou até indicar um escritório de advocacia idôneo e imparcial que fosse de confiança comum à todos para dar um parecer sobre o contrato. Analisar com calma é preciso pra não se repetir os erros ocorridos nos projetos que vemos pelo Brasil, cercados de brigas e disputas como o Palestra Itália e Arena Grêmio. O material distribuído aos conselheiros não contemplava o contrato inteiro, deixando de fora exatamente a parte protegida por força de sigilo contratual, o que vendo pela ótica do negócio para o SPFC e seus interesses, aprovar um contrato relativamente longo e de valor tão alto, que talvez tenha cláusulas arbitrárias e que poderiam lesar o Tricolor não futuro às cegas, não é uma opção boa. Acerta a oposição de reivindicar a análise prévia, mesmo o contrato aparentemente parecer ótimo, mas que sem uma lida completa de todos sua linhas e entrelinhas fica impossível garantir que o patrimônio sãopaulino esteja seguro. 

A guerra por uma quórum suficiente envolveu momentos de ânimos acirrados e até de cenas de pastelão, quando numa manobra no mínimo condenável, a situação tentou trocar a lista de presença da reunião com assinaturas insuficientes pela lista de retirada de Panetones dados aos conselheiros pelo final de ano. O ato foi percebido e prontamente impedido pelos membros da oposição, mas mesmo assim não seria suficiente para que a votação fosse aberta. 140 conselheiros compareceram, faltando ainda no mínimo mais 37 para o quórum mínimo, porém segundo as contas de Juvenal Juvêncio mais 30 membros do conselho simpatizantes da oposição não entraram no auditório, o que também não alcançariam os 177 necessários. 

Em suma, a reunião foi realizada sem votação, tendo os microfones abertos aos conselheiros para serem tiradas vossas dúvidas em relação ao projeto, modelo de negócio e pareceria, e da parte do contrato que era de conhecimento de todos, com uma verdadeira sabatinada aos responsáveis pelo desenvolvimento do projeto e mentores intelectuais das negociações. Discussões acaloradas foram presenciadas e diversas dúvidas sanadas, mas o principal que era a votação e a deliberação do contrato com o fundo não aconteceram, ficando adiada essa resolução para o ano que vem sem data definida. Uma aproximação e transparência por parte da situação para que a empreitada fosse resolvida com aval de todos não aconteceu, e o Morumbi acabou entrando na disputa eleitoral erroneamente. 

A parte boa da noite foi a apresentação do projeto do Morumbi mais evoluído em seus moldes finais. Houveram mudanças na cobertura e consequentemente na "cara" do Novo Morumbi, mas as mudanças foram pra melhor e a casa sãopaulina tem tudo pra ficar mais bonita ainda. Muitos detalhes do projeto foram explicados e isso renderá um novo texto em breve (muito breve), mas de antemão já é possível revelar como ficará o Sacrossanto após a grande obra que o espera, com mais comodidade, conforto e beleza pro torcedor apaixonado pelo SPFC.


O Morumbi é um patrimônio não só do SPFC mas mais ainda do sãopaulino, não pode ser tratado como elemento de campanha ou tocado com leviandade por parte dos dirigentes. Discute-se muito sobre diversos temas no pleito eleitoral, mas a casa tricolor deve estar sempre acima de tamanha e acirrada disputa. O projeto está muito bonito e diferente do até hoje divulgado, mostrando que está longe de estar parado e engavetado, pronto pra servir de promessa política, mas sim em pleno desenvolvimento e pronto pra ser executado. Os moldes das parceria parecem ser muito interessantes, bem pensadas e negociadas, mas é preciso transparência no processo como maior aliada para que o sonho saia do papel e se torne realidade. Cada um com sua razão ou regra, precisam chegar a um acordo pro bem do SPFC. 

O texto hoje era pra ser com detalhes e novidades do projeto, mas pelos percalços no caminho dessa longa novela, foi necessário o testemunho do andamento das coisas para evitar julgamentos errôneos. Ambos os lados estão maravilhados com a cobertura linda, Arena de shows e estacionamento que foram projetados. A solução talvez seja colocar velhos amigos, hoje adversários políticos, sentados numa mesma mesa pra debater e tocar o projeto juntos. O diálogo e o trabalho em conjunto resolverão essa pendência. Os detalhes do projeto e como funcionarão as parcerias, assim como novas e belas imagens ficam para o próximo texto, que deve chegar logo e rápido, assim como o sentimento e vontade do sãopaulino de ver seu Morumbi modernizado e mais lindo ainda. Independente de quem ganhará a eleição, o projeto está sensacional e à altura da grandeza do SPFC... A paciência é uma virtude, a transparência é essencial e o Morumbi é de todos!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Paulistas duelam pela Recopa Sul-Americana

São Paulo, 07/2013, Correio Lageano




Primeiro jogo pela Recopa Sul-Americana  entre Corinthians e São Paulo acontece nesta quarta-feira, no Morumbi. A decisão ficou para o Pacaembu, dia 17. Ambas as partidas serão às 21h50min.



A Recopa  reúne os atuais campeões da Taça Libertadores (Corinthians)e da Sul-Americana (São Paulo). O volante Paulinho estará em campo. Ele aguardou o fim da Copa das Confederações para anunciar sua despedida do Corinthians. Ele reforça o Tottenham Hotspur, da Inglaterra, para próxima temporada.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

São Paulo 'deixa UTI' e quer voltar a ser Jason



São Paulo
São Paulo, 18/04/2013, ESPN




O São Paulo quer ter vida nova depois de ressuscitar na Copa Libertadores, ou segundo as palavras de Ney Franco: “Não sei se a palavra certa é ressuscitar, não chegamos a morrer. Ficamos na UTI, mas voltamos à normalidade.”
 


A normalidade para o time do Morumbi é continuar vivo na competição mais importante do ano. Os comandados de Ney Franco tinham tudo para protagonizar um vexame e cair logo na fase de grupos da Libertadores, mas se salvaram dos péssimos resultados anteriores com a vitória dessa quarta-feira sobre o Atlético-MG, rival do São Paulo nas oitavas de final.



Agora, alertam os são-paulinos, a história e outra. “Entramos em uma competição diferente, daqui para frente é mata-mata”, diz Ney Franco. “Mentalmente você cresce muito em situações adversas como a de hoje, quando o percentual de chance é muito baixo e você pega uma equipe como o Atlético, a melhor até aqui”, acrescenta Rogério Ceni.
 



Com apenas uma vitória, um empate e derrotas para Arsenal-ARG, The Strongest-BOL e Atlético-MG, na última rodada do grupo 3 o São Paulo teria que vencer os mineiros, até então com 100% de aproveitamento na Libertadores, sem Maicon, Jadson e Luis Fabiano e torcer por uma derrota do Strongest para o Arsenal para se classificarem. Foi o que aconteceu.



"Foi um grande jogo do nosso time, com muita luta. Batalhamos muito, brigamos na ausência de jogadores importantes. Há tempos não via o São Paulo jogar com tanta garra, dedicação. Pelo que fizemos hoje merecemos a classificação. Sabíamos que o Atlético vivia um momento melhor que o nosso. Mas tivemos alma, algo que o são-paulino queria. E as 50 mil vozes que estiveram no Morumbi levaram o São Paulo a encarar a partida dessa maneira", declara Rogério.
 



O ‘renascimento’ tricolor fez voltar à tona um velho apelido adotado pelo clube na época da conquista do tricampeonato brasileiro - 2006 a 2008 -, de Jason, inspirado no personagem de filmes de terror.
 



“Esse apelido pode ser adotado de novo porque se não me engano tem ‘Jason 1’, ‘Jason 2’, ‘Jason 3’, até 13. Tomara que seja adotado e dê certo como das outras vezes”, brincou Ney Franco.
 


Rogério também torce para que o São Paulo volte a ser o pesadelo dos rivais. “Não vejo o São Paulo como um monstro. Vejo como um time batalhador, copeiro. Espero que a gente se torne esse monstro, mas para isso precisamos batalhar bastante.”



Foto: Divulgação

quarta-feira, 17 de abril de 2013

São Paulo avançou nas 4 vezes que decidiu futuro na última rodada



São Paulo avançou nas 4 vezes que decidiu futuro na última rodada
São Paulo, 17/04/2013, Pop News Brasil



A tarefa não é fácil, mas o São Paulo tem a história a seu favor na disputa pela vaga às oitavas de final da Copa Libertadores. 
 


O tricampeão do torneio não só precisa vencer o líder invicto Atlético-MG, nesta quarta-feira, no Morumbi, como tem que torcer por um tropeço do Strongest-BOL contra o Arsenal-ARG, em Buenos Aires.



Porém, além do retrospecto dos bolivianos na Argentina ser péssimo, o Tricolor costuma impor sua tradição em momentos decisivos na fase de grupos da Libertadores.
 


O São Paulo passou desta etapa do torneio em 12 das 15 vezes que disputou a competição sul-americana. Quatro destas 12 vagas foram conquistadas apenas na última rodada, como pode acontecer nesta quarta.
 


Em 1972, o São Paulo chegou à rodada final da fase de grupos precisando vencer o Olímpia, líder do grupo, fora de casa, para se classificar. Bateu os paraguaios por 1 a 0 e avançou. 



“Esse é um jogo marcante na minha vida. Foi difícil pra caramba, conseguimos ganhar e fiz o gol, coisa rara na minha carreira. Foi um gol meio feio, da pequena área. Não lembro se foi um bate-rebate, a bola sobrou para mim e marquei", lembra Zé Carlos Serrão, atacante do São Paulo de 1969 a 1977 e autor do gol do 1 a 0 sobre o Olímpia.


"Era novo, inexperiente em termos de Libertadores e aquilo foi muito importante para a minha carreira. Voltamos classificados e foi uma festa muito grande no Aeroporto de Congonhas. Aposto que agora o São Paulo vai ganhar do Atlético, tranquilo", diz Zé Carlos.

 


Após vinte anos, na campanha do seu primeiro título da Libertadores, em 1992, o Tricolor também esteve a ponto de ser eliminado nos grupos. Isso teria acontecido se não tivesse vencido o Bolívar, em casa, na rodada final. A equipe brasileira já havia tropeçado diante de um boliviano, o San José, na partida anterior, na capital paulista. Mas contra o Bolívar o São Paulo se impôs, anotou 2 a 0 e manteve-se na corrida até o caneco.
 


Em 2007, o Tricolor correu risco de cair prematuramente na Libertadores, mas desta vez a situação era mais tranquila. O São Paulo precisaria perder em casa do Audax Italiano-CHI, e o Necaxa-MEX teria que ganhar do Alianza Lima-PER, no México para dar adeus ao torneio. Os mexicanos conseguiram os três pontos, e o Audax fez dois gols no Morumbi. Mas os brasileiros conseguiram um empate e se classificaram em segundo.
 


O quadro de 2008 era parecido com o do ano anterior: o Audax teria que vencer o Sportivo Luqueño-PAR, no Paraguai e o São Paulo teria que perder ou empatar com o Atlético Nacional-COL, no Morumbi, para ser eliminado. O Audax não só perdeu de 4 a 1, como o São Paulo venceu por 1 a 0, classificando-se na liderança. 



O técnico Ney Franco aposta, caso avance às eliminatórias da Libertadores, seu time ganha um novo ânimo e entra na briga pelo tetra. "É outra competição diferente no mata-mata, muda o perfil, quem passar tem condição de lutar até o fim pelo título."
 


Foto: Divulgação

terça-feira, 16 de abril de 2013

Vale eliminação em duelo brasileiro pela Libertadores



Vale eliminação em duelo brasileiro pela Libertadores
Minas Gerais, 17/04/2013, Correio Lageano


Com Ronaldinho, mineiros visitam os são-paulinos e podem eliminá-los.



A convocação de Marcos Rocha, Réver e Ronaldinho Gaúcho para amistoso da seleção brasileira contra o Chile, no Mineirão, em 24 de abril, pode se tornar um trunfo para o Atlético-MG contar com Bernard no primeiro jogo das oitavas de final da Libertadores. O jovem atacante recupera-se de lesão no ombro esquerdo e com três jogadores convocados o alvinegro mineiro espera não jogar já na próxima semana pela competição internacional.



Dessa forma, Bernard ganharia mais tempo para estar em condições de voltar ao time no primeiro jogo das oitavas de final ainda contra adversário indefinido. A Conmebol reservou três datas para que as oitavas de final da Libertadores seja disputada, nos dias 24 de abril, 1º e oito de maio. A diretoria atleticana acredita que clubes com jogadores convocados não atuarão na primeira data da Libertadores.



Caso isso se confirme, o Atlético-MG terá quase 15 dias de preparação, tempo ideal para que Bernard esteja inteiramente recuperado da luxação no ombro esquerdo, que o tirou dos últimos jogos do time mineiro, incluindo a partida contra o São Paulo, nesta quarta-feira, às 22horas, no Morumbi.  



No São Paulo, Ney Franco confirmou que não revelará os 11 escolhidos por ele por ser um ingrediente a mais na batalha que travará com aquela que considera a melhor equipe da América do Sul.