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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Ataque de leão-baio atormenta os produtores

Ataque de leão-baio atormenta os produtores
Serra Catarinense, 02 e 03 /02/2013, Correio Lageano, por Suzani Rovaris


Ação do animal diminui o rebanho de ovelhas na Serra Catarinense



A frequência com que o leão-baio tem atacado os rebanhos de ovelhas na Serra Catarinense fez com que diversos criadores abandonassem a atividade. Por outro lado, quem ainda é criador de ovinos desconhece uma maneira para evitar novos ataques e, por isso, estão apreensivos.



Atualmente, o Rio Grande do Sul é o Estado que abastece o mercado de ovinos. Até o início da década de 90, a região serrana era um dos locais com o maior número de plantéis, porém a recolonização dos leões-baios, também conhecidos como puma, provocou o declínio dos rebanhos. Hoje, os especialistas calculam uma média de 100 leões-baios na Serra Catarinense.



O pecuarista José Orival de Melo, mais conhecido como Vavá de Melo já foi criador de ovinos durante 20 anos. Faz três anos que dedica seu tempo somente à criação de gado. “Todo o meu rebanho foi morto pelo leão”, conta. Ele explica que há uns 10 anos, na localidade de Santa Isabel, em São Joaquim, haviam mais de 100 criadores de ovelhas. Atualmente não passam de 30.



Ele fala que constantemente um vizinho reclama que perdeu algumas cabeças de ovelha e que a maioria não consegue mais doar um ou dois animais para as festas da região porque o rebanho está diminuindo consideravelmente.



Já o criador Benjamin Kuze de Faria, popular Tio Beja, continua a criar ovelha e atualmente possui cerca de 50 cabeças, 70% a menos do que havia quase 20 anos atrás, quando eram em torno de 150 a 200 cabeças.



Segundo ele, os leões-baios têm atacado ovelhas quando soltas ou mesmo em galpões. “O animal é muito esperto e mesmo com o galpão fechado ele consegue dar um jeito de entrar. Não podemos deixar as ovelhas trancadas o dia todos, são animais criados ao ar livre. Se ficarem muito tempo fechadas ficam vulneráveis às pragas ”, afirma.



Conforme ele, as regiões que mais sofrem com os ataques são as localidade lageanas Coxilha Rica, Cajuru, Morrinhos e regiões de Painel e São Joaquim. Em Lages, o número de criadores diminuiu cerca de 60%.



Esse problema vem acontecendo ao longo dos anos porque a maioria dos criadores não sabe uma maneira de espantar o animal e evitar o ataque. “Não existe muito o que fazer. Eles não atacam o ser humano, então as vezes tentamos espantar, mas o bicho fica no território, na espreita e não foge”, diz Tio Beja. Ainda segundo ele, em cada ataque morrem de cinco a dez ovelhas, mas o leão come apenas uma ou parte do animal.


Especialista explica como espantar animal



O professor e fundador do InstitutoPuma, da Uniplac, Marcelo Mazzolli, explica que um cachorro da raça Kuvasz, também conhecido como Pastor Húngaro, é ideal para a guarda dos rebanhos e evitar os ataques. “A função histórica desta raça é proteger rebanhos, pois é considerado como cão de defesa”, explica.



Outra dica é deixar um rádio ligado dentro do galpão onde as ovelhas estão guardadas, assim, o leão baio acredita que tem pessoas no recinto e fica intimidado com os barulhos.
Os leões baios são animais territoriais. Como a malha rodoviária da região está muito entrelaçada é fácil o animal que vive em uma área de 10x10 quilômetros ser flagrado caminhando por rodovias.



Foto:Suzani Rovaris

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Seis suspeitos indiciados por furtos e receptação de ovelhas

Seis suspeitos indiciados por furtos e receptação de ovelhas
Lages, 19/09/2012, Correio Lageano, por Adecir Morais



Os suspeitos teriam furtado 12 cabeças de ovelha em Capão Alto


Policiais civis da 3ª Delegacia de Polícia Civil, na área Industrial, em Lages, identificaram seis pessoas suspeitas de furto e receptação de 12 cabeças de ovelha. Na terça-feira (18), uma pessoa foi presa em flagrante. Os animais foram subtraídos de uma propriedade na antiga BR-2, em Capão Alto, no último final de semana.



Júnior Felipe Chaves da Silva, de 18 anos, foi apontado como um dos autores dos furto. Já seu pai, Maximiano Luiz Muniz,  de 61 anos, foi indiciado por receptação qualificada. Os dois foram presos em casa, no Loteamento Jardim das Camélias, no acesso Norte, em Lages, e ouvidos pelo delegado Sérgio Roberto de Sousa. O pai foi autuado em flagrante, e o filho interrogado e liberado, pois não houve flagrante do crime.



O irmão de Júnior, Edmilson Rogério Chaves, além dos irmãos Mário Antenor Carneiro e Márcio Carneiro, também estão envolvidos no crime, de acordo com a polícia. Os três, porém, não foram localizados. Os dois últimos já têm antecedentes criminais por furto e receptação de gado na região. Outro envolvido seria Sérgio Fernando Souza Oliveira, que foi autuado por receptação simples.



Segundo o delegado, na tarde do último sábado (15), Júnior, Márcio e Edmilson foram à propriedade onde ocorreu o furto, identificaram o alvo, voltaram para Lages e começaram a planejar o crime. Por volta das 23 horas, os três emprestaram o carro de Mário, um automóvel Pálio adaptado com uma carretinha, e retornaram ao local para o furto das ovelhas. Parte dos animais foi trazido na carretinha e outra dentro do carro.



Em Lages, o trio vendeu seis cabeças de ovelhas para Sérgio Fernando por R$ 600,00. Já outras seis foram localizadas na propriedade de Maximiano, que estava tentado vendê-las na região do Jardim das Camélias. Sérgio já tem passagens por furto e receptação de gado.




Pai e filho confessaram os crimes e delataram outros suspeitos. A polícia, portanto, se deslocou à localidade de Bandeirinhas, no interior de Correia Pinto, onde Edmilson estaria trabalhando, mas não o encontrou. Mário e Márcio estariam trabalhando no corte de pinus, em uma propriedade na região, mas também não foram encontrados. Este último é suspeito de furtar, inclusive, 28 cabeças de galinha em uma outra ação criminosa.




Foto: Adecir Morais