Serra Catarinense, 02 e 03 /02/2013, Correio Lageano, por Suzani Rovaris
Ação do animal diminui o rebanho de ovelhas na Serra Catarinense
A frequência com que o leão-baio tem atacado os rebanhos de ovelhas na Serra Catarinense fez com que diversos criadores abandonassem a atividade. Por outro lado, quem ainda é criador de ovinos desconhece uma maneira para evitar novos ataques e, por isso, estão apreensivos.
Atualmente, o Rio Grande do Sul é o Estado que abastece o mercado de ovinos. Até o início da década de 90, a região serrana era um dos locais com o maior número de plantéis, porém a recolonização dos leões-baios, também conhecidos como puma, provocou o declínio dos rebanhos. Hoje, os especialistas calculam uma média de 100 leões-baios na Serra Catarinense.
O pecuarista José Orival de Melo, mais conhecido como Vavá de Melo já foi criador de ovinos durante 20 anos. Faz três anos que dedica seu tempo somente à criação de gado. “Todo o meu rebanho foi morto pelo leão”, conta. Ele explica que há uns 10 anos, na localidade de Santa Isabel, em São Joaquim, haviam mais de 100 criadores de ovelhas. Atualmente não passam de 30.
Ele fala que constantemente um vizinho reclama que perdeu algumas cabeças de ovelha e que a maioria não consegue mais doar um ou dois animais para as festas da região porque o rebanho está diminuindo consideravelmente.
Já o criador Benjamin Kuze de Faria, popular Tio Beja, continua a criar ovelha e atualmente possui cerca de 50 cabeças, 70% a menos do que havia quase 20 anos atrás, quando eram em torno de 150 a 200 cabeças.
Segundo ele, os leões-baios têm atacado ovelhas quando soltas ou mesmo em galpões. “O animal é muito esperto e mesmo com o galpão fechado ele consegue dar um jeito de entrar. Não podemos deixar as ovelhas trancadas o dia todos, são animais criados ao ar livre. Se ficarem muito tempo fechadas ficam vulneráveis às pragas ”, afirma.
Conforme ele, as regiões que mais sofrem com os ataques são as localidade lageanas Coxilha Rica, Cajuru, Morrinhos e regiões de Painel e São Joaquim. Em Lages, o número de criadores diminuiu cerca de 60%.
Esse problema vem acontecendo ao longo dos anos porque a maioria dos criadores não sabe uma maneira de espantar o animal e evitar o ataque. “Não existe muito o que fazer. Eles não atacam o ser humano, então as vezes tentamos espantar, mas o bicho fica no território, na espreita e não foge”, diz Tio Beja. Ainda segundo ele, em cada ataque morrem de cinco a dez ovelhas, mas o leão come apenas uma ou parte do animal.
Especialista explica como espantar animal
O professor e fundador do InstitutoPuma, da Uniplac, Marcelo Mazzolli, explica que um cachorro da raça Kuvasz, também conhecido como Pastor Húngaro, é ideal para a guarda dos rebanhos e evitar os ataques. “A função histórica desta raça é proteger rebanhos, pois é considerado como cão de defesa”, explica.
Outra dica é deixar um rádio ligado dentro do galpão onde as ovelhas estão guardadas, assim, o leão baio acredita que tem pessoas no recinto e fica intimidado com os barulhos.
Os leões baios são animais territoriais. Como a malha rodoviária da região está muito entrelaçada é fácil o animal que vive em uma área de 10x10 quilômetros ser flagrado caminhando por rodovias.
Foto:Suzani Rovaris
Ação do animal diminui o rebanho de ovelhas na Serra Catarinense
A frequência com que o leão-baio tem atacado os rebanhos de ovelhas na Serra Catarinense fez com que diversos criadores abandonassem a atividade. Por outro lado, quem ainda é criador de ovinos desconhece uma maneira para evitar novos ataques e, por isso, estão apreensivos.
Atualmente, o Rio Grande do Sul é o Estado que abastece o mercado de ovinos. Até o início da década de 90, a região serrana era um dos locais com o maior número de plantéis, porém a recolonização dos leões-baios, também conhecidos como puma, provocou o declínio dos rebanhos. Hoje, os especialistas calculam uma média de 100 leões-baios na Serra Catarinense.
O pecuarista José Orival de Melo, mais conhecido como Vavá de Melo já foi criador de ovinos durante 20 anos. Faz três anos que dedica seu tempo somente à criação de gado. “Todo o meu rebanho foi morto pelo leão”, conta. Ele explica que há uns 10 anos, na localidade de Santa Isabel, em São Joaquim, haviam mais de 100 criadores de ovelhas. Atualmente não passam de 30.
Ele fala que constantemente um vizinho reclama que perdeu algumas cabeças de ovelha e que a maioria não consegue mais doar um ou dois animais para as festas da região porque o rebanho está diminuindo consideravelmente.
Já o criador Benjamin Kuze de Faria, popular Tio Beja, continua a criar ovelha e atualmente possui cerca de 50 cabeças, 70% a menos do que havia quase 20 anos atrás, quando eram em torno de 150 a 200 cabeças.
Segundo ele, os leões-baios têm atacado ovelhas quando soltas ou mesmo em galpões. “O animal é muito esperto e mesmo com o galpão fechado ele consegue dar um jeito de entrar. Não podemos deixar as ovelhas trancadas o dia todos, são animais criados ao ar livre. Se ficarem muito tempo fechadas ficam vulneráveis às pragas ”, afirma.
Conforme ele, as regiões que mais sofrem com os ataques são as localidade lageanas Coxilha Rica, Cajuru, Morrinhos e regiões de Painel e São Joaquim. Em Lages, o número de criadores diminuiu cerca de 60%.
Esse problema vem acontecendo ao longo dos anos porque a maioria dos criadores não sabe uma maneira de espantar o animal e evitar o ataque. “Não existe muito o que fazer. Eles não atacam o ser humano, então as vezes tentamos espantar, mas o bicho fica no território, na espreita e não foge”, diz Tio Beja. Ainda segundo ele, em cada ataque morrem de cinco a dez ovelhas, mas o leão come apenas uma ou parte do animal.
Especialista explica como espantar animal
O professor e fundador do InstitutoPuma, da Uniplac, Marcelo Mazzolli, explica que um cachorro da raça Kuvasz, também conhecido como Pastor Húngaro, é ideal para a guarda dos rebanhos e evitar os ataques. “A função histórica desta raça é proteger rebanhos, pois é considerado como cão de defesa”, explica.
Outra dica é deixar um rádio ligado dentro do galpão onde as ovelhas estão guardadas, assim, o leão baio acredita que tem pessoas no recinto e fica intimidado com os barulhos.
Os leões baios são animais territoriais. Como a malha rodoviária da região está muito entrelaçada é fácil o animal que vive em uma área de 10x10 quilômetros ser flagrado caminhando por rodovias.
Foto:Suzani Rovaris
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