Lages, 02 e 03/02/2013, Correio Lageano
Por causa das obras das marginais da BR-282, o principal acesso está interditado, impedindo o trânsito do transporte urbano
Com as obras de construção das marginais da BR-282, o trajeto dos ônibus para chegar a alguns bairros foi alterado. A situação causa revolta entre os moradores que, em alguns casos, precisam andar mais de um quilômetro para chegar ao ponto mais próximo.
Um dos pontos mais críticos e que tem gerado reclamações é no acesso ao bairro Jardim Panorâmico, que era feito pela avenida Edézio Caon, em frente à Klabin. Entretanto, com a evolução das obras das marginais, o trecho foi modificado, a marginal foi asfaltada e não há uma entrada “formal” para o bairro. Por isso, o ônibus precisaria passar por um trecho de terra onde há uma vala.
“É uma passagem precária, por onde mal passam carros e motos por causa de uma vala. Mas o ônibus, que é muito comprido, não passa. Precisamos ter o mínimo de estrutura para poder atender à comunidade”, comenta o gerente de tráfego da Transul, Genésio Küster.
À margem
O motorista José Aldo Rosa Filho explica que, como o ônibus dos horários de pico, especialmente entre 12 horas e 14 horas, não entra mais no bairro, os passageiros embarcam às margens da rodovia. Moradores precisam andar mais de um quilômetro para embarcar. Reivindicam que o acesso seja melhorado com urgência.
“Além de caminhar bastante, o pessoal fica esperando em baixo do sol forte, não tem ponto pra sentar um pouco”, comenta José Aldo. Para a vendedora Nilza Correa Almeida, a distância a pé é um empecilho, especialmente na hora do almoço.
Ela chega com o ônibus às 11h30min, vai para casa almoçar e tem que voltar para o trabalho, que começa às 13 horas. “Mas como tenho que pegar o ônibus que passa logo após o meio dia, tenho só 30 minutos para fazer as coisas em casa”.
Outras linhas entram no bairro
Cansada de percorrer uma longa distância para embarcar no ônibus, a funcionária pública Adriana Motta comenta que não entende porque algumas linhas conseguem entrar no bairro e apenas a do Vila Mariza (que atende à população nos horários de pico), não. “Como só um tipo de ônibus consegue passar pela vala? Por que os demais não passam?”, questiona.
O gerente de tráfego da Transul, Genésio Küster, explica que o veículo que consegue entrar no bairro por aquele acesso, tem comprimento diferente dos demais. Enquanto os ônibus mais novos medem cerca de 13,3 metros, os mais antigos têm 12 metros. “É por ser mais curto que o motorista consegue atravessar”.
Küster fala ainda de uma terceira linha, que à noite passa por dentro do bairro. Segundo ele, este coletivo não entra no bairro pela BR-282. Ele faz isso pela avenida Bruno Luersen, no bairro Penha. “É a mesma linha do Vila Mariza, mas com outra rota. Isso porque a noite tem menos passageiros e o trânsito é mais calmo. Se fizermos este trajeto durante o dia, os ônibus vão se atrasar em média 20 minutos por viagem, não compensa”.
Prefeitura e Dnit não se pronunciam
Procurado, o Departamento Nacional de Infraestrutura do Transporte (Dnit) informou, por meio de sua assessoria, que a responsabilidade de traçar rotas alternativas para os ônibus, cabe à prefeitura. A assessoria não informou se há possibilidade de que alguma medida seja tomada para melhorar o acesso pela avenida Edézio Caon.
Na Secretaria de Segurança das Pessoas e do Patrimônio Público, o secretário Paulo Dellajustina afirma que esta situação não é competência da pasta. O secretário de Planejamento, Jorge Rainesk, também foi procurado, mas estava em uma reunião e não pôde falar sobre o caso.
Foto: Núbia Garcia
Por causa das obras das marginais da BR-282, o principal acesso está interditado, impedindo o trânsito do transporte urbano
Com as obras de construção das marginais da BR-282, o trajeto dos ônibus para chegar a alguns bairros foi alterado. A situação causa revolta entre os moradores que, em alguns casos, precisam andar mais de um quilômetro para chegar ao ponto mais próximo.
Um dos pontos mais críticos e que tem gerado reclamações é no acesso ao bairro Jardim Panorâmico, que era feito pela avenida Edézio Caon, em frente à Klabin. Entretanto, com a evolução das obras das marginais, o trecho foi modificado, a marginal foi asfaltada e não há uma entrada “formal” para o bairro. Por isso, o ônibus precisaria passar por um trecho de terra onde há uma vala.
“É uma passagem precária, por onde mal passam carros e motos por causa de uma vala. Mas o ônibus, que é muito comprido, não passa. Precisamos ter o mínimo de estrutura para poder atender à comunidade”, comenta o gerente de tráfego da Transul, Genésio Küster.
À margem
O motorista José Aldo Rosa Filho explica que, como o ônibus dos horários de pico, especialmente entre 12 horas e 14 horas, não entra mais no bairro, os passageiros embarcam às margens da rodovia. Moradores precisam andar mais de um quilômetro para embarcar. Reivindicam que o acesso seja melhorado com urgência.
“Além de caminhar bastante, o pessoal fica esperando em baixo do sol forte, não tem ponto pra sentar um pouco”, comenta José Aldo. Para a vendedora Nilza Correa Almeida, a distância a pé é um empecilho, especialmente na hora do almoço.
Ela chega com o ônibus às 11h30min, vai para casa almoçar e tem que voltar para o trabalho, que começa às 13 horas. “Mas como tenho que pegar o ônibus que passa logo após o meio dia, tenho só 30 minutos para fazer as coisas em casa”.
Outras linhas entram no bairro
Cansada de percorrer uma longa distância para embarcar no ônibus, a funcionária pública Adriana Motta comenta que não entende porque algumas linhas conseguem entrar no bairro e apenas a do Vila Mariza (que atende à população nos horários de pico), não. “Como só um tipo de ônibus consegue passar pela vala? Por que os demais não passam?”, questiona.
O gerente de tráfego da Transul, Genésio Küster, explica que o veículo que consegue entrar no bairro por aquele acesso, tem comprimento diferente dos demais. Enquanto os ônibus mais novos medem cerca de 13,3 metros, os mais antigos têm 12 metros. “É por ser mais curto que o motorista consegue atravessar”.
Küster fala ainda de uma terceira linha, que à noite passa por dentro do bairro. Segundo ele, este coletivo não entra no bairro pela BR-282. Ele faz isso pela avenida Bruno Luersen, no bairro Penha. “É a mesma linha do Vila Mariza, mas com outra rota. Isso porque a noite tem menos passageiros e o trânsito é mais calmo. Se fizermos este trajeto durante o dia, os ônibus vão se atrasar em média 20 minutos por viagem, não compensa”.
Prefeitura e Dnit não se pronunciam
Procurado, o Departamento Nacional de Infraestrutura do Transporte (Dnit) informou, por meio de sua assessoria, que a responsabilidade de traçar rotas alternativas para os ônibus, cabe à prefeitura. A assessoria não informou se há possibilidade de que alguma medida seja tomada para melhorar o acesso pela avenida Edézio Caon.
Na Secretaria de Segurança das Pessoas e do Patrimônio Público, o secretário Paulo Dellajustina afirma que esta situação não é competência da pasta. O secretário de Planejamento, Jorge Rainesk, também foi procurado, mas estava em uma reunião e não pôde falar sobre o caso.
Foto: Núbia Garcia
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