Mostrando postagens com marcador Rede Elétrica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rede Elétrica. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de março de 2013

Distribuição de energia receberá melhorias



Distribuição de energia receberá melhorias
Lages, 02 e 03/03/2013, Correio Lageano



A ampliação que será realizada pela Celesc irá atender ao setor produtivo do Estado. Também haverá substituição de rede




A Celesc irá investir, até 2015, R$ 976 milhões na ampliação do sistema elétrico para melhorar a distribuição de energia em Santa Catarina. Desse montante, R$ 50,2 milhões serão investidos na Serra Catarinense.



Serão R$ 12,6 milhões aplicados na média e baixa tensão, com ramais e alimentadores e mais R$ 37,6 milhões na rede de alta tensão nas subestações e grandes linhas de transmissão. Em Lages a substituição da rede de distribuição aérea por rede subterrânea de energia receberá um investimento de R$ 6 milhões. A obra está em fase de licitação e depois desse processo deve durar de oito a dez meses.



O presidente da Celesc, Cleverson Siwert, explica que alguns investimentos estão sendo antecipados para melhorar a distribuição de energia na Serra. “Nós temos o conhecimento das dificuldades da região, por isso estamos buscando alternativas para melhorar a distribuição de energia”, afirma o presidente.



Ele ressalta que no ano passado foram concluídas as linhas de transmissão na tensão de 138.000 volts - Rede Básica - entre Lages e Ponte Alta com 31,7km, e São Cristóvão e Curitibanos com 9,2 km, o que permitiu a entrada em operação da Empresa Berneck (Curitibanos), um dos maiores investimentos no setor industrial dos últimos anos em Santa Catarina.



“Somente em 2013 estão previstos investimentos nas redes de distribuição no valor de R$ 4,5 milhões para a melhoria de circuitos, construção de alimentadores, instalação de religadores e reguladores de tensão”, ressalta Cleverson.



Principais obras a serem construídas até 2015



  • Ampliação da SE 138 kV Lages Área Industrial (previsão 2014), com a instalação de um novo transformador de força, dobrando a disponibilidade de energia dos atuais 26,6 MVA para 53,2 MVA. A obra vai beneficiar o atendimento da área industrial, localizada ao longo da BR-116, e os municípios de São José do Cerrito, Capão Alto e Campo Belo do Sul. Além dos bairros Petrópolis, Santa Helena e imediações, em Lages, e ainda as áreas rurais da Coxilha Rica.



  •  Construção da nova SE 138 kV Curitibanos, com uma capacidade instalada de 26,6 MVA, cujo contrato será assinado no mês de março, com previsão de término em fevereiro de 2014. Serão beneficiados os municípios de Curitibanos e Frei Rogério e vai aliviar a carga na subestação São Cristóvão.



Substituição da rede aérea por rede subterrânea

  •  Rua Correia Pinto: início na estátua até a Praça João Costa, segue até o calçadão Túlio Fiúza de Carvalho, prolongamento pela Rua Marechal Deodoro até a rótula da avenida Marechal Floriano.

  •  Rua Presidente Nereu Ramos em frente do Terminal Urbano até a rua Frei Rogério.

  • Rua Quintino Bocaiúva até o cruzamento com a rua Coronel Córdova.

  •  Rua Coronel Córdova, do entroncamento com a rua Beijamin Constant até o CDL, e deste ponto da rua Beijamin Constant até a esquina com o restaurante Butkaio e toda a extensão da Praça João Ribeiro, incluindo a rua Frei Rogério até a rua Coronel Córdova.

  • Rua Emiliano Ramos Branco desde o entroncamento com a rua Aristiliano Ramos até o entroncamento com a avenida Presidente Vargas, ligando a Rua Correia Pinto até a Rua Emiliano Ramos, pela Rua Fausto de Souza e o primeiro poste das ruas Nossa Senhora dos Prazeres até a rua Correia Pinto.

  • Rua do Rosário até a Rua Correia Pinto e a Rua Professor Trajano.



Foto: Divulgação

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Adiada a implantação da rede subterrânea

Adiada a implantação da rede subterrânea
Lages, 22/01/2013, Correio Lageano



Pedido de revisão no edital atrasou licitação e consequentemente início das obras que prometem mudar o centro da cidade



Devido a um pedido de revisão, as obras para a implantação da rede de energia elétrica subterrânea em Lages, que estavam previstas para iniciar na segunda quinzena de janeiro, foram adiadas para março. Recurso pedido por uma das empresas concorrentes fez com que o edital da licitação precisasse ser revisto.



Segundo o gerente regional da Celesc, Etamar Éger, a abertura das propostas  enviadas pelas empresas concorrentes deve acontecer na sexta-feira (25). “Como é uma licitação, agora o pessoal entrou com recurso para um pedido de revisão”, afirma, lembrando que por isso a obra, que tinha previsão para começar em janeiro, seja adiada para março.
A rede elétrica subterrânea traz vantagens, como salienta Éger. “A estética melhora, elimina o risco de derrubar postes em acidentes, de enroscar na parte aérea e  não atrapalha as fachadas dos prédios”, afirma.



O orçamento inicial é de R$ 5,9 milhões. Para implantação, primeiro é realizada a construção da tubulação subterrânea, seguida da transferência da fiação para o subterrâneo. A intenção é que a população sofra o mínimo possível com a obra, com desligamentos programados em horários de menor consumo. O tempo para conclusão é de aproximadamente um ano.



A mudança faz parte do projeto Centro Lages de Compras e Lazer, realizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas CDL/Lages, Sebrae e Via Gastronômica. A vice-presidente da CDL/Lages, Rosane Rodrigues Pocai, conta que a ideia é  revitalizar todo o centro.



“Vamos mostrar um pouco a história que está escondida por trás das placas, postes e fios”, afirma. O coordenador regional do Sebrae, Altenir Agostini, destaca que a mudança vai melhorar o fluxo de pessoas nas ruas centrais. “Vai ficar mais limpo, com área de calçada maior, mudando tanto a parte estética, quanto a funcional”, finaliza.



Locais contemplados pelo projeto

• Rua Emiliano Ramos (Via Gastronômica)
• Rua Nereu Ramos
• Rua Correia Pinto
• Trecho da rua Coronel Córdova
• Trecho na Marechal Deodoro
• Praça João Ribeiro
• Calçadão Túlio Fiúza de Carvalho
• Praça João Costa
• Rua Caetano Vieira da Costa
• Rua Professor Trajano
• Rua Manoel Thiago de Castro e Quintino Bocaiuva, no entorno do Terminal Urbano




Foto: Joana Costa

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Vegetação na rede causa mais queda de energia na área rural


Vegetação na rede causa mais queda de energia na área rural
Lages, 29/10/2012, Correio Lageano por Francieli Campiollo



Os casos acontecem mais na área rural, onde há plantação de pinus e eucalipto, e queimadas


A fiação próxima à vegetação é a principal causa de queda de energia. A regional em Lages das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) abrange 24 municípios e a área rural é onde há mais ocorrência, já que a maior parte da rede é concentrada nesses locais.



Ventos fortes e temporais balançam e derrubam galhos que, por vezes, caem sobre a rede elétrica. Semana passada, Lages e outras cidades da região sofreram com chuva e ventos acima da média. As 27 equipes da Celesc ainda estão solucionando os problemas.



A regional de Lages tem 9 mil e 400 km² de área territorial, em torno de 17 mil km de rede de alimentadores, que integram o abastecimento de energia elétrica. O gerente, Etamar Eger, ressalta que além do vento, as queimadas de pasto também atrapalham a rede. A população planta pinus e eucalipto próximos aos fios e postes, o que propicia interferências. No caso do eucalipto, é mais agravante porque o tronco da árvore dobra e volta ao estado normal com o vento. Assim, bate na rede e é difícil saber onde é o defeito. Por isso, a demora em solucionar o problema.  



Ainda há a época em que a casca começa a soltar e é levada pelo vento, enroscando na rede. Já o pinus provoca queima e é possível ver onde ocorreu a ruptura do fio. Eger explica que nada impede a pessoa de plantar milho, soja, feijão e pastagem embaixo da rede. O que não pode é a vegetação que cresce.



Quando é vegetação nativa, é preciso fazer todo um processo com a Fundação do Meio Ambiente (Fatma) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) para retirar a árvore e plantar em outro lugar. A poda na área rural é feita pela Celesc. Na área urbana, o primeiro passo é acionar a Defesa Civil, se tiver ocasionando risco, a pessoa contrata alguém para cortar e a Celesc desliga a rede para se trabalhar com segurança.



No interior, o que estiver interferindo é cortado, as vezes não precisa derrubar a árvore toda, mas é possível retirar os galhos. Em 2012, a Celesc gastou R$ 2 milhões com a roçada. Para o próximo ano devem ser feitas mais roçadas.



Pedidos em aberto são vários


Na manhã de sexta-feira (26), havia 112 ordens de serviço em aberto. A queda de energia foi causada pela chuva e vento da semana passada, que deixou cerca de 3006 consumidores sem luz na área que a regional abrange. Em fevereiro deste ano, moradores do bairro Cruz de Malta ficaram três dias no escuro por conta da vegetação nos fios de energia. Na época, Romilda Felisbino perdeu a compra do mês porque a geladeira ficou desligada.



A reportagem do Correio Lageano voltou ao local. “Tiraram as árvores de perto da rede, essa semana caiu uma vez, mas logo arrumaram”, diz. Ela conta que ficou duas horas sem energia neste dia. Depois da roçada, a frequência da queda na rede é menor.




Outros casos em Lages



Na frente do campus da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), foram retiradas árvores que previam risco. Do outro lado da avenida Camões, Eger afirma que é preciso derrubar cedros e, nos fundos do 10º Batalhão de Engenharia de Construção, os pinus altos também chegam à rede elétrica.


Foto: Francieli Campiollo