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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Bancários retornam ao trabalho

Bancários retornam ao trabalho
Lages, 12 e 13/10/2013, Correio Lageano



Os bancários de Lages retornaram ao trabalho na manhã de sexta-feira, depois de 18 dias de greve. O presidente do sindicato da categoria na Serra, Renato Dambroz, afirma que não há possibilidade de uma nova paralisação. Para Dambroz, não houve prejuízos para população e os bancários irão compensar os dias parados. “As faltas serão compensadas diariamente até dezembro”, completa o presidente.



Os bancários reivindicavam aumento real de salário e melhores condições de trabalho. O acordo foi firmado na madrugada de sexta-feira. A proposta da pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) eleva para 8% (aumento real de 1,82%) o índice de reajuste sobre os salários e as verbas, para 8,5% sobre o piso salarial (ganho real de 2,29%) e 10% sobre o valor fixo da regra básica e sobre o teto da parcela adicional da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), além de elevar de 2% para 2,2% o lucro líquido a ser distribuído linearmente na parcela adicional da PLR.



Os avanços incluem ainda três novas cláusulas: proibição de os bancos enviarem SMS aos bancários cobrando resultados, abono-assiduidade de um dia por ano e adesão ao programa de vale-cultura, de R$ 50 por mês.


Foto: Silviane Mannrich

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Greve nos bancos chega ao 18º dia e não há perspectiva de fim

Greve nos bancos chega ao 18º dia e não há perspectiva de fim
Lages, 08/10/2013, Correio Lageano, por Joana Costa



Há 18 dias os bancários estão paralisados. São aproximadamente 380 funcionários dos bancos em greve em Lages e não há previsão de quando ela vai terminar. Na última sexta-feira, dia 4, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) ofereceu reajuste de 7,1%, que foi rejeitado pelos grevistas.



“Vamos continuar em greve. Semana passada não houve acordo”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de Lages e Região, Renato Dambroz. Todos os serviços dentro das agências estão paralisados, mas a maioria das operações bancárias podem ser feitas nos caixas eletrônicos. “Não dá de fazer abertura de contas, empréstimos, financiamentos, enfim toda a parte que tem que haver negociação com o banco”, explica Dambroz.



Os bancários pedem reajuste salarial de 11,93%, com 5% de aumento real além do valor da inflação. Grevistas esperam nova proposta da Federação para avaliação do sindicato.
Alternativas| No início do mês, as contas chegam e o aposentado José Air Correia costuma ir ao banco pagá-las. Mas esse mês teve que ir até caixa eletrônico do banco para sacar o dinheiro e depois ir à casa lotérica para efetuar os pagamentos. “É ruim isso, a gente paga um monte de taxa e ainda tem que ficar caminhando de um lado para o outro”, reclama.



Para o proprietário de casa lotérica Paulo Rocha, houve um aumento no número de pessoas em seu estabelecimento. “Acredito que foi em torno de 20% a mais”, afirma. Ele diz está preparado para a demanda e lembra que as lotéricas têm espaço e equipamentos limitados e não planeja incrementar o quadro de funcionários.


Cooperativas de crédito ganham mercado


O fechamento dos bancos impacta no aumento de usuários das cooperativas de crédito. Mas isso não é visto de maneira negativa, de acordo com o gerente geral de uma cooperativa de Lages, Claudio Roberto Muniz.  “É uma oportunidade para as cooperativas terem prospecção de novos associados”,  afirma.



Descontentes com os bancos, os clientes buscam as cooperativas. Muniz explica que o sindicato das cooperativas é diferente dos sindicatos dos bancos, por isso os seus colaboradores não aderem à greve. “A cooperativa, uma instituição em uma situação diferente, tem outro sindicato. Elas cumprem o acordo anual do benefício dado ao colaborador”, diz.


Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Lages (CDL), Nilton Alves, com o início de mês, período de pagamento dos salários, a greve dos bancários pode causar prejuízos. “Os empresários não conseguem fazer alguns tipos de negócios. Não é prejuízo total, ele é pouco, mas existe”, completa.




Foto: Joana Costa

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Bancários de Lages decidem pela greve

Bancários de Lages decidem pela greve
Lages, 24/09/2013, Correio Lageano, por Silviane Mannrich



Em assembleia realizada na noite desta segunda-feira (23), os bancários de Lages decidiram aderir à greve da categoria por tempo indeterminado. No país, mais de nove mil agências bancárias estão fechadas. O movimento começa a ganhar força na Serra Catarinense.



Motivados pelo Sindicato dos Bancários da região de Lages que responde por 14 cidades, 91 trabalhadores dos 118 presentes na assembleia votaram pela greve. Na manhã desta terça-feira (24), os sindicalistas irão distribuir faixas e cartazes em frente às agências e orientar os clientes. Para evitar maiores transtornos e para que a população não fique desassistida, os caixas eletrônicos irão funcionar normalmente durante o movimento.



No Brasil, a greve iniciou na última sexta-feira, porque não houve negociação de reajuste salarial com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).



Os bancários lutam por melhores salários e condições de trabalho e mais funcionários para que o atendimento à população seja melhor.



“Nos próximos dias iremos percorrer as agências dos outros municípios para que mais bancários se engajem na nossa luta, para que o movimento seja fortalecido”, afirma o presidente do sindicato na Serra, Renato Dambros.



Pagamentos

Durante a greve os consumidores poderão quitar os débitos (água, luz, telefone), mesmo em atraso, pela internet, caixas eletrônicos ou até mesmo pelo aplicativo do banco no celular. Os correspondente bancários, como supermercados e casas lotéricas, também poderão ser usados para o pagamento das contas fora da data de vencimento.



O movimento

Segundo a Fenaban, no Brasil são 21.500 agências ao todo, e a greve atinge 41,9%. O que representa um crescimento de 23,8% na paralisação em relação à sexta-feira,   quando 7.282 unidades haviam sido fechadas.


Foto:Silviane Manrnich

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Bancários em estado de greve em Lages

Lages, 17/09/2013, CLMais, Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários no Estado de Santa Catarina



O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários (Seeb) de Lages e Região realizou assembleia na noite de terça-feira (17) para definir a adesão à greve nacional dos bancos que inicia a partir de quinta-feira (19).



De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Lages e região, Renato Dambroz, a categoria decidiu por estado de greve.  Dambroz comenta que será feita uma nova assembleia no dia 23 de setembro para decidir se entram em greve geral.


Entre as solicitações da categoria estão o reajuste salarial com base na inflação medida pelo INPC (de 01 de setembro 2012 a 31.08.2013) e mais ganho real de 5%.



Além disso, Piso Salarial medido pelo DIEESE (atualmente R$. 2.860,00), reposição das perdas salariais (desde 1994 até a presente data), Abolição do Assédio Moral, dentre outras cláusulas de importância fundamental para a categoria profissional, que trabalha para um dos setores mais importantes e poderosos do Brasil, com lucros cada vez mais elevados.



Principais reivindicações da categoria

  • Aumento real de 5%,
  • Piso salarial de R$ 2.860,
  • Participação nos Lucros ou Resultados no valor de três salários somados a uma parcela adicional fixa de R$ 5.553,15
  • Vales refeição, vale alimentação, 13ª cesta, auxílio creche no valor do salário mínimo nacional, R$ 678, cada.
  • Além de melhoria nas condições de saúde, auxílio educação, segurança, igualdade de oportunidades, entre outros.


Foto:Arquivo/CL

segunda-feira, 25 de março de 2013

SEEB fecha Agência Itaú-Unibanco em Lages com apoio da UGT-Santa Catarina


SEEB fecha Agência Itaú-Unibanco em Lages com apoio da UGT-Santa CatarinaO Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Lages e Região-SEEB, com apoio da UGT/SC, através da Macrorregião do Planalto Serrano, fechou durante o dia 20-03-2013 a Agência do Banco Itaú-Unibanco, localizada no bairro Coral em Lages. 

A agência tem mais de 3.500 (três mil e quinhentos) correntistas e dispõe de apenas três (3) trabalhadores obrigados a dar conta de atender todos os clientes e cumprirem as metas impostas pelo Banco. 

A situação a que estão submetidos esses funcionários tonou-se insustentável, afirmam Renato Marcos Dambroz, Presidente e Rui Fernando Roesener, Tesoureiro do Sindicato dos Bancários de Lages e Região – SEEB. 

“Segundo constatamos no local de trabalho os funcionários sequer tem tempo de ir ao banheiro e almoçar, direitos garantidos a todo e qualquer trabalhador. Diante dessas evidências não restou alternativa ao SEEB Lages senão fechar a agência por um dia, para que as medidas necessárias sejam urgentemente tomadas pela direção do Banco, ou seja, que o quadro de funcionários para atender o público seja adequado às necessidades”, finalizaram os representantes dos trabalhadores. 

Também apoiaram o ato, a companheira Sônia Goulart Carnevalli, Diretora da UGT e o companheiro Eloi Bassin, Presidente do Sindicato dos Comerciários de Lages, entre outros. 

Com total apoio da Macrorregião do Planalto Serrano e de da UGT/SC, o SEEB segue fiscalizando e pressionando os Bancos para garantir os direitos da categoria. 

“Não podemos admitir que Instituições como Itaú/Unibanco, que estão entre as que mais faturam nesse país, submetam trabalhadores a situações degradantes como essas” desabafam Sônia e Eloi. 

Fonte: Paulo Cesar Amante - Assessor de Comunicação UGT/SC - 25/03/2013