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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Ginásio e estádio são vistoriados

Ginásio e estádio são vistoriados
Lages, 02 e 03/02/2013, Prefeitura de Lages



Técnicos da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos do Planalto Catarinense (AEA), Defesa Civil de Lages e Corpo de Bombeiros estiveram nesta sexta-feira (01) no ginásio Ivo Silveira e no estádio municipal Vidal Ramos Júnior. O motivo da visita foi conhecer a estrutura e encaminhar uma vistoria para saber as reais condições destes dois complexos esportivos.



A vistoria foi um pedido do prefeito Elizeu Mattos, encaminhado pela Fundação Municipal de Esportes (FME) e Secretaria do Planejamento (Seplan), considerando que os dois locais apresentam graves problemas estruturais.




Conforme laudo técnico, que poderá ser emitido dentro de no máximo dez dias, haverá a necessidade de interdição ou reforma urgente. De acordo com o superintendente da FME, Armando Mello Júnior, a grande preocupação é com a segurança destes locais, visto que recebem grande quantidade de pessoas. “Queremos apontar novos rumos para alcançarmos a meta, que é reativar o esporte com qualidade na nossa cidade, mas para isso é preciso ter segurança”, afirma.



No estádio, entre os principais problemas está a falta de acessibilidade aos portadores de necessidades especiais. Também se constatou que não há áreas com sombra suficiente em dias de jogos durante à tarde. Os torcedores precisam suportar o sol a pino nas arquibancadas. Também precisam ser melhorados os banheiros e área de acesso da imprensa.



Ivo Silveira está em piores condições



A vistoria deve ser concluída terça-feira (5). A equipe do Corpo de Bombeiros avaliará a parte preventiva de incêndio e pânico, mas em uma avaliação extraoficial já foi constatado que as saídas de emergência do Ivo Silveira estão totalmente inadequadas, pois não possuem escada em uma saída muito alta. Vários problemas foram encontrados, como vestiários e banheiros inadequados, falta de acessibilidade, a quadra está danificada e não atende às medidas oficiais para jogos de futsal e o telhado precisa ter reparos.



Também foi constatado que os extintores de incêndio estão vencidos e a parte elétrica está totalmente fora das normas. “Será preciso uma avaliação criteriosa para saber se será interditado ou passará por reforma, mas dependendo do que for diagnosticado no laudo técnico, poderá sair mais caro a reforma do que construir um novo ginásio, dentro dos padrões, que poderá ser utilizado até mesmo em campeonatos nacionais”, explica o engenheiro eletricista da AEA, Guiomar Andrade Miranda.



Foto: Nilton Wolff

sábado, 25 de agosto de 2012

Juiz corregedor vistoria Presídio Masculino de Lages

Juiz corregedor vistoria Presídio Masculino de Lages
Lages, 25 e 26/08/2012,Correio Lageano, por Susana Küster




Alvo de reclamações de familiares de presos, presídio masculino, no bairro Santa Clara, foi alvo de inspeção detalhada



Um ofício do Conselho de Segurança de Lages (Consel), assinado pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem de Advogados de Lages, Afrânio Camargo, levou o juiz corregedor a realizar uma inspeção no presídio masculino de Lages. Na inspeção, foram entrevistados vários presos das quatro alas do presídio, de forma aleatória, através de um sorteio.



O juiz corregedor Alexandre Takaschima afirma que foi solicitado um uniforme mais quente para os presos. “Eles possuem o uniforme padrão do Estado, mas Lages é mais fria, então é preciso uma adequação ou mais moletons para eles usarem”, explica.



O juiz também averiguou que não há sanitários para os familiares que visitam os presos usarem. “Eles terão que construir um, disseram que não há sistema de esgoto onde poderiam ser construídos os banheiros. Vão verificar a situação, até lá, os familiares serão encaminhados por agentes até outros banheiros no local”, comenta.



O juiz solicitou também que seja construído um almoxarifado dentro de 30 dias. “Quando eles desocuparem uma sala que está sendo usada para almoxarifado, poderão colocar divisórias e usar o local para sala de aula”, enfatiza.



Takaschima afirma que nenhum preso reclamou de maus-tratos. “Eles reclamaram do sistema de revista de quando saem das celas. Pediram para serem revistados somente quando vão para o convívio com outros presos”, diz.



A administração do presídio afirmou para o juiz que o procedimento de revista é para própria segurança dos presos, já que há rixa entre eles. “É uma questão que vamos conversar com o Deap para ver o que pode ser feito”.



Os presos reclamaram também da comida, afirmando que alguns dias ela era servida crua. Porém, afirmaram que o problema parou há uma semana. “Notamos que não há panela de pressão no local, isso provavelmente deixa o feijão cru”.



O juiz diz que o cardápio será monitorado. Os presos também reclamaram na inspeção, que a sobremesa e o suco foram cortados, depois da rebelião que ocorreu há alguns meses. “De acordo com a lei da execução penal, não pode aplicar punição através da comida. Eles podem somente restringir o direito à visita”, explica. Serão feitas novas inspeções surpresas no presídio para verificar se as situações foram resolvidas.

Foto: Susana Küster