Alvo de reclamações de familiares de presos, presídio masculino, no bairro Santa Clara, foi alvo de inspeção detalhada
Um ofício do Conselho de Segurança de Lages (Consel), assinado pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem de Advogados de Lages, Afrânio Camargo, levou o juiz corregedor a realizar uma inspeção no presídio masculino de Lages. Na inspeção, foram entrevistados vários presos das quatro alas do presídio, de forma aleatória, através de um sorteio.
O juiz corregedor Alexandre Takaschima afirma que foi solicitado um uniforme mais quente para os presos. “Eles possuem o uniforme padrão do Estado, mas Lages é mais fria, então é preciso uma adequação ou mais moletons para eles usarem”, explica.
O juiz também averiguou que não há sanitários para os familiares que visitam os presos usarem. “Eles terão que construir um, disseram que não há sistema de esgoto onde poderiam ser construídos os banheiros. Vão verificar a situação, até lá, os familiares serão encaminhados por agentes até outros banheiros no local”, comenta.
O juiz solicitou também que seja construído um almoxarifado dentro de 30 dias. “Quando eles desocuparem uma sala que está sendo usada para almoxarifado, poderão colocar divisórias e usar o local para sala de aula”, enfatiza.
Takaschima afirma que nenhum preso reclamou de maus-tratos. “Eles reclamaram do sistema de revista de quando saem das celas. Pediram para serem revistados somente quando vão para o convívio com outros presos”, diz.
A administração do presídio afirmou para o juiz que o procedimento de revista é para própria segurança dos presos, já que há rixa entre eles. “É uma questão que vamos conversar com o Deap para ver o que pode ser feito”.
Os presos reclamaram também da comida, afirmando que alguns dias ela era servida crua. Porém, afirmaram que o problema parou há uma semana. “Notamos que não há panela de pressão no local, isso provavelmente deixa o feijão cru”.
O juiz diz que o cardápio será monitorado. Os presos também reclamaram na inspeção, que a sobremesa e o suco foram cortados, depois da rebelião que ocorreu há alguns meses. “De acordo com a lei da execução penal, não pode aplicar punição através da comida. Eles podem somente restringir o direito à visita”, explica. Serão feitas novas inspeções surpresas no presídio para verificar se as situações foram resolvidas.
Foto: Susana Küster
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