terça-feira, 26 de junho de 2012

Dois taxistas são assaltados e um é ferido com golpes de pedra

Dois taxistas são assaltados e um é ferido com golpes de pedra
Lages, 26/06/2012,Correio Lageano, por Susana Küster




Os assaltos ocorreram em 2 dias e vitimaram 2 taxistas, um deles com mais de 35 anos de profissão




Dois assaltos ocorreram a dois taxistas de Lages, na quinta e sexta-feira da semana passada. Um assaltante que já havia sido preso temporariamente pelo mesmo crime, foi novamente preso pela PM. O Sindicato dos Taxistas pede agora, a prisão preventiva dele. O outro assaltante continua foragido.



O primeiro assalto ocorreu quando o taxista C.A.P, 51 anos, que trabalha em um ponto no Centro, levava Leonardo Carvalho Moura, conhecido como “Leonardo moreno”, até o bairro Santa Helena.
O assaltante ordenou que o taxista parasse o veículo, lhe roubou R$ 20,00 e fugiu do local.
A guarnição do canil, juntamente com ajuda da Agência de Inteligência da PM realizaram rondas em toda a região, porém o agente não foi localizado.



O outro assalto ocorreu na localidade de Índios com um taxista que trabalha em um ponto do bairro Coral e que já foi assaltado duas vezes. O taxista conta que levou o passageiro até os Índios, porque ele disse que trabalhava em um sítio no local. Mas no caminho, ele desconfiou e quis sair do local.



O assaltante parou o carro, puxando o freio de mão e começou a dar pedrada no rosto, pescoço, peito e mão do taxista. Ele deu R$ 400,00, mas mesmo assim, apanhou bastante até o homem sair correndo do local.  O homem é alto, moreno, e tem cabelo curto e ainda não foi encontrado pela polícia.



O taxista buscou ajuda em uma mercearia perto do local e foi conduzido por um morador em seu próprio táxi, até o Hospital Nossa Senhora dos Prazeres (HNSP).  Ele reclama que não encontrou ninguém no posto da Polícia Rodoviária Federal em Índios. Também conta que o Samu e os Bombeiros não apareceram para socorrê-lo, após várias ligações. “Os Bombeiros ligavam para saber como estava e o Samu fazia várias perguntas para ver se não era trote”.



No HNSP, ele afirma que o médico de plantão disse que ia almoçar e o deixou esperando várias horas. “Fiquei sangrando e com muita dor. Um enfermeiro até disse que não podia mexer em mim sem o aval do médico, e comentou que esse tipo de atitude faz com que as pessoas procurem a imprensa”.



Os Bombeiros informaram que provavelmente estavam atendendo outra ocorrência e não tinham outra viatura para atender o taxista. O inspetor da Polícia Rodoviária Federal, João José Blomer, informou que as operadoras de celular estão com um problema e não conseguem transmitir a ligação para o 191. O posto não tinha ninguém, porque dois policiais estavam em ocorrência e com pouco efetivo, não tem como deixar um policial no posto. “Não temos telefone fixo porque a operadora não tem disponibilidade. As pessoas podem ligar para o 9106-9795”.



O diretor do HNSP, Canísio Winkelmann, informou que o taxista foi atendido pela equipe de enfermagem do hospital. “O médico disse que iria almoçar até os resultados dos exames radiológicos saírem. Mas enquanto isso, ele estava sendo atendido”. O Samu não localizou nenhuma ligação nos horários próximos ao assalto.



Foto: Susana Küster

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