Lages, 26/06/2012,Correio Lageano, por Susana Küster
Os assaltos ocorreram em 2 dias e vitimaram 2
taxistas, um deles com mais de 35 anos de profissão
Dois assaltos ocorreram a dois
taxistas de
Lages,
na quinta e sexta-feira da semana passada. Um assaltante que já havia
sido preso temporariamente pelo mesmo crime, foi novamente preso pela
PM.
O Sindicato dos Taxistas pede agora, a prisão preventiva dele. O outro assaltante continua foragido.
O primeiro assalto ocorreu quando o taxista C.A.P, 51 anos, que trabalha em um ponto no Centro, levava
Leonardo Carvalho Moura, conhecido como “Leonardo moreno”, até o bairro
Santa Helena.
O assaltante ordenou que o taxista parasse o veículo, lhe roubou R$ 20,00 e fugiu do local.
A guarnição do canil, juntamente com ajuda da Agência de Inteligência da
PM realizaram rondas em toda a região, porém o agente não foi localizado.
O outro assalto ocorreu na localidade de Índios com um taxista que
trabalha em um ponto do bairro Coral e que já foi assaltado duas vezes. O
taxista conta que levou o passageiro até os Índios, porque ele disse
que trabalhava em um sítio no local. Mas no caminho, ele desconfiou e
quis sair do local.
O assaltante parou o carro, puxando o freio de mão e começou a dar
pedrada no rosto, pescoço, peito e mão do taxista. Ele deu R$ 400,00,
mas mesmo assim, apanhou bastante até o homem sair correndo do local. O
homem é alto, moreno, e tem cabelo curto e ainda não foi encontrado
pela polícia.
O taxista buscou ajuda em uma mercearia perto do local e foi conduzido
por um morador em seu próprio táxi, até o Hospital Nossa Senhora dos
Prazeres (HNSP). Ele reclama que não encontrou ninguém no posto da
Polícia Rodoviária Federal em Índios. Também conta que o Samu e os
Bombeiros não apareceram para socorrê-lo, após várias ligações. “Os
Bombeiros ligavam para saber como estava e o Samu fazia várias perguntas
para ver se não era trote”.
No HNSP, ele afirma que o médico de plantão disse que ia almoçar e o
deixou esperando várias horas. “Fiquei sangrando e com muita dor. Um
enfermeiro até disse que não podia mexer em mim sem o aval do médico, e
comentou que esse tipo de atitude faz com que as pessoas procurem a
imprensa”.
Os Bombeiros informaram que provavelmente estavam atendendo outra
ocorrência e não tinham outra viatura para atender o taxista. O inspetor
da Polícia Rodoviária Federal, João José Blomer, informou que as
operadoras de celular estão com um problema e não conseguem transmitir a
ligação para o 191. O posto não tinha ninguém, porque dois policiais
estavam em ocorrência e com pouco efetivo, não tem como deixar um
policial no posto. “Não temos telefone fixo porque a operadora não tem
disponibilidade. As pessoas podem ligar para o 9106-9795”.
O diretor do HNSP, Canísio Winkelmann, informou que o taxista foi
atendido pela equipe de enfermagem do hospital. “O médico disse que iria
almoçar até os resultados dos exames radiológicos saírem. Mas enquanto
isso, ele estava sendo atendido”. O Samu não localizou nenhuma ligação
nos horários próximos ao assalto.
Foto: Susana Küster