Hoje é o dia do profissional que ensina, educa e orienta os estudantes de todo o país. Antigamente era chamado de mestre e mais respeitado pelos alunos, porém atualmente o professor busca respeito na sala de aula e valorização no salário.
De acordo com dados do Governo Federal, na educação básica, dos quase 60 mil professores que dão aulas de física, nem 10 mil são formados. Dos 53 mil que lecionam química menos de 15 mil têm diploma na matéria.
O movimento “Todos pela educação”, diz que cerca de 40% dos professores de química no Ensino Médio, além de não terem formação específica, não são formados nem mesmo em áreas de exatas, como física ou matemática.
Atualmente faltam pessoas interessadas em se tornar professores, principalmente de disciplinas desenvolvidas no Ensino Médio e o motivo seria o baixo salário, segundo profissionais da área.
Mestre em Educação, a coordenadora do curso de pedagogia da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), Mariléia Aparecida Wolff Tubs, diz que somente depois de alguns anos de carreira, o professor começa ter vantagens, como planos de cargos e salários, piso nacional, entre outros.
Ela afirma que ainda não há muita escassez de professor e acredita que a profissão vai ser mais valorizada em todos os aspectos, quando ocorrer muita falta do profissional.
Segundo Mariléia, muitos avanços na profissão aconteceram nos últimos anos. “Podemos citar os planos e diretrizes, piso nacional, acessibilidade e oportunidade de formação inicial e continuada.
Em Lages, os cursos de formação de professor a nível de Ensino Médio é o Magistério oferecido pela Escola de Educação Básica Vidal Ramos Junior.
Há também os cursos de graduação em Pedagogia, oferecidos pela Uniplac, Uniasselvi e Facvest. De acordo com Mariléia, todos os anos abre e se forma uma nova turma de pedagogia na Uniplac.
Curso de pedagogia é bem procurado
O curso de pedagogia em Lages é oferecido pela Uniplac, Facvest e Uniasselvi.
Segundo o diretor do pólo de Educação a Distância, Diogo Rodrigo Paes, atualmente o curso de pedagogia é o mais procurado na Uniasselvi. “Temos 17 turmas em andamento, cerca de 600 alunos e já formamos mais de 500”, diz.
As aulas são semi-presenciais, uma vez por semana na instituição e com professor tutor em sala de aula.
A Uniasselvi conta com 48 polos de ensino espalhados em 10 estados brasileiros.
Professora alega inversão dos papéis
A professora Gerusa Aparecida Ribeiro, acredita que os valores familiares estão ficando de lado, “aí cabe aos professores educar os alunos”, completa.
Ela acredita que com o tempo, o respeito e valor da profissão se perdeu um pouco.
Também professora de séries iniciais, Daniella Córdova, afirma que é preciso amar a profissão para se manter nela.
Ela também diz que os professores que fazem magistério adquirem a prática de sala de aula, antes de irem para a classe. “Magistério é como se fosse um técnico de pedagogia”, explica.
O primeiro dia do professor
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Teresa de Ávila), Pedro I, Imperador do Brasil baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A ideia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia efetivamente dedicado ao professor.
Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 1 de junho a 15 de dezembro, com apenas dez dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.
A escolha da data
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, Piracicaba, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. A sugestão foi aceita e a comemoração teve presença maciça - inclusive dos pais. O discurso do professor Becker, além de ratificar a idéia de se manter na data um encontro anual, ficou famoso pela frase “ Professor é profissão. Educador é missão”. Com a participação dos professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada.
Foto:Susana Küster
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