Juliano Pereira Alves, de 29 anos, acusado de matar a enfermeira Rosângela Aparecida Castro, de 38 anos, com vários golpes de guidão de bicicleta contra a cabeça, está sendo julgado desde às 10 horas desta terça-feira (09), no Fórum Nereus Ramos, em Lages.
O crime aconteceu no dia 20 de janeiro, na rua Artur Azevedo, no bairro Santa Catarina. A brutalidade com que a enfermeira foi assassinada chocou a população. Por isso, foram distribuídas senhas para o público que assistirá o julgamento. A capacidade do salão do júri foi ampliada em 60 cadeiras e vai permitir que 200 pessoas acompanhem - 100 delas familiares e amigos da vítima e do réu.
Juliano Pereira Alves é acusado de homicídio triplamente qualificado. O juiz Geraldo Corrêa Bastos fala que este é o júri mais concorrido do ano, devido à "forma brutal" como o crime aconteceu. "A vítima era bastante conhecida", observa.
O réu pode ser condenado de 12 a 30 anos de prisão, sendo que sua pena pode ser reduzida entre um e dois terços se ele for considerado semi imputável (àquele que compreende apenas parcialmente o crime que cometeu).
Se confessar, Juliano também pode ter seu tempo de condenação reduzido. "Nas audiências ele não confessou, pois diz que não lembra do crime", diz o juiz.
Bastos afirma que não é comum um crime ser julgado no mesmo ano em que foi cometido, mas que em Lages é a sexta vez que isso acontece.
A previsão é que o julgamento termine antes das 19 horas.
Rosângela trabalhava pela manhã no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres e, à tarde, na unidade de saúde ao lado do Caic Nossa Senhora dos Prazeres, no bairro Santa Catarina. Era bastante conhecida e sua morte causou muita comoção.
No dia do crime ela seguia para o trabalho. Por volta das 7 horas foi surpreendida por Alves, que saiu de um matagal. Ela chegou a gritar por socorro, mas quando vizinhos saíram à rua era tarde demais. O corpo dela estava de bruços. O crânio foi esfacelado e o rosto desfigurado. O celular estava sob o corpo, dando sinais de que pensou em pedir ajuda.
Alves era morador de São Joaquim. Chegou a Lages no dia anterior ao crime, data em que seria levado pela família para Florianópolis para ser tratado. Parentes alegaram que ele era doente mental e usuário de drogas.
Encontre mais detalhes do julgamento aqui, no CLMais e no Correio Lageano desta quarta-feira (10).
Fotos:Thomas Michel
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