terça-feira, 9 de outubro de 2012

Julgamento de acusado de matar enfermeira com guidão de bicicleta acontece no Fórum Nereu Ramos

Julgamento de acusado de matar enfermeira com guidão de bicicleta acontece no Fórum Nereu Ramos
Lages, 09/10/2012, CLMais, com informações de equipe do Correio Lageano e do arquivo do CL e CLMais




Juliano Pereira Alves, de 29 anos, acusado de matar a enfermeira Rosângela Aparecida Castro, de 38 anos, com vários golpes de guidão de bicicleta contra a cabeça, está sendo julgado desde às 10 horas desta terça-feira (09), no Fórum Nereus Ramos, em Lages.



O crime aconteceu no dia 20 de janeiro, na rua Artur Azevedo, no bairro Santa Catarina. A brutalidade com que a enfermeira foi assassinada chocou a população. Por isso, foram distribuídas senhas para o público que assistirá o julgamento. A capacidade do salão do júri foi ampliada em 60 cadeiras e vai permitir que 200 pessoas acompanhem - 100 delas familiares e amigos da vítima e do réu.



Juliano Pereira Alves é acusado de homicídio triplamente qualificado. O juiz Geraldo Corrêa Bastos fala que este é o júri mais concorrido do ano, devido à "forma brutal" como o crime aconteceu. "A vítima era bastante conhecida", observa.



O réu pode ser condenado de 12 a 30 anos de prisão, sendo que sua pena pode ser reduzida entre um e dois terços se ele for considerado semi imputável (àquele que compreende apenas parcialmente o crime que cometeu).



Se confessar, Juliano também pode ter seu tempo de condenação reduzido. "Nas audiências ele não confessou, pois diz que não lembra do crime", diz o juiz.



Bastos afirma que não é comum um crime ser julgado no mesmo ano em que foi cometido, mas que em Lages é a sexta vez que isso acontece.




A previsão é que o julgamento termine antes das 19 horas.



Rosângela trabalhava pela manhã no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres e, à tarde, na unidade de saúde ao lado do Caic Nossa Senhora dos Prazeres, no bairro Santa Catarina. Era bastante conhecida e sua morte causou muita comoção.


No dia do crime ela seguia para o trabalho. Por volta das 7 horas foi surpreendida por Alves, que saiu de um matagal. Ela chegou a gritar por socorro, mas quando vizinhos saíram à rua era tarde demais. O corpo dela estava de bruços. O crânio foi esfacelado e o rosto desfigurado. O celular estava sob o corpo, dando sinais de que pensou em pedir ajuda.


Alves era morador de São Joaquim. Chegou a Lages no dia anterior ao crime, data em que seria levado pela família para Florianópolis para ser tratado. Parentes alegaram que ele era doente mental e usuário de drogas.




Encontre  mais detalhes do julgamento aqui, no CLMais e no Correio Lageano desta quarta-feira (10).






Fotos:Thomas Michel

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