Lages, 01 e 02/09/2012,CorreioLageano, por Susana Küster
Juliano Pereira Alves, de 29 anos, vai a júri no Fórum de Lages, no dia
9 de outubro. Ele é acusado de matar a enfermeira Rosângela Aparecida
Castro, de 38 anos, com um guidom de bicicleta. O assassinato ocorreu na
rua Artur Azevedo, no bairro Santa Catarina, quando a enfermeira ia
para o trabalho.
O crime ocorreu no dia 20 de janeiro deste ano e chocou pela forma
cruel que a enfermeira foi morta. Juliano teria golpeado ela na cabeça
com um guidão várias vezes, até seu crânio ficar esfacelado. Ela teve o
rosto desfigurado e morreu no local.
O juiz Geraldo Bastos comenta que Juliano não conhecia a mulher e
quando foi preso estava com uma pasta acizentada na boca com sangue. Os
peritos do Instituto Geral de Perícias (IGP) verificaram que a pasta
veio do cérebro de Rosângela. “Ele comeu a massa encefálica dela”,
completa.
O juiz diz que foi averiguado no hospital de custódia em Florianópolis,
que Juliano é semi-imputável, ou seja, ele compreende parcialmente o
que cometeu. Bastos explica que ele responderá por homicídio
triplicamente qualificado, por motivo fútil, surpresa e meio cruel.
Juliano pode pegar de 12 a 30 anos de prisão. O fato de ser considerado
semi-imputável, pode baixar esta pena para até dois terços.
O juiz comenta que a procura para assistir este júri está sendo alta.
“Estamos distribuindo senhas e teremos que reforçar a segurança do
fórum. Foi um crime que chocou a comunidade e foi amplamente divulgado
pela imprensa”. A capacidade da sala de julgamentos do fórum é para 80
vagas, podendo ser ampliada para até 140 com a colocação de cadeiras.
Relembre o caso
Durante a noite do dia 19 de janeiro deste ano, Juliano Pereira Alves,
29 anos, saiu da casa dos parentes e passou a perturbar moradores do
bairro Santa Catarina, que acionaram a Polícia Militar. No entanto, os
policiais não conseguiram localizar Alves.
Pela manhã, às 7 horas, ele teria saído de um terreno com matagal, onde
passou a noite, e atacado a enfermeira Rosângela Aparecida Castro, 38
anos, que se deslocava ao trabalho.
Ela caiu de bruços e chegou a pedir socorro, mas quando vizinhos saíram
para tentar ajudar era tarde demais. A enfermeira morreu no local.
Estava com o celular na mão, sob o corpo.
Rosângela era bastante conhecida, pois trabalhava durante a manhã no
Hospital Nossa Senhora dos Prazeres e, à tarde, na unidade de saúde ao
lado do Caic Nossa Senhora dos Prazeres, no bairro Santa Catarina.
Uma informação que chegou até a redação do
Correio Lageano,
na época, é que funcionários do Pronto Atendimento Municipal Tito
Bianchini, choraram muito ao saber da notícia e, mesmo abalados,
precisaram atender Alves, que foi levado pela polícia ao local para ser
medicado antes de ser levado para a delegacia.
Foto: Arquivo/CL