Serra Catarinense, 09 e 10/02/2013, Correio Lageano, por Suzani Rovaris
Sistema inovador está sendo testado em algumas casas. O objetivo é reduzir o consumo de energia
Um sistema inovador de aquecimento de água está sendo instalado em algumas residências da Serra Catarinense. O projeto visa a aquecer a água da casa, principalmente do chuveiro, com o calor expelido pelo fogão à lenha. Estima-se que a economia pode passar de 60% do consumo de energia.
O projeto é uma parceria entre Celesc, Epagri e Secretaria Estadual de Agricultura. Chamado de recuperador de calor, o equipamento é barato, de fácil instalação, ambientalmente sustentável e está sendo testado em um projeto-piloto com 200 famílias de áreas rurais em 34 municípios.
A Celesc estima que a instalação do recuperador de calor nas 198 mil residências onde se usa fogão a lenha resultaria em uma economia anual de 193,6 mil MW/h de eletricidade. O que seria suficiente, por exemplo, no abastecimento de toda a área de concessão da companhia, com 6,2 milhões de habitantes, por dois meses.
Conforme um cálculo realizado com base no Manual de Eficiência Energética da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), pode-se reduzir 100% de energia elétrica no uso de um chuveiro de 5.400 W de potência, com tempo médio de oito minutos de banho por pessoa.
Segundo a Assessoria de Imprensa da Celesc, outra vantagem é a redução do consumo no horário de pico (das 17h30min às 20h30min) nos dias úteis, quando o sistema nacional de geração, transmissão e distribuição é sobrecarregado pelo aumento no número de equipamentos ligados à rede elétrica.
Conforme o gerente Regional da Celesc em Lages, Etamar Eger, o sistema possui um limitador de até 60ºC, ou seja, aproveita 60% do calor da chaminé, mas pode ser ajustado para aproveitar 100% da capacidade de calor. Ele acrescenta que este não é um processo utilizado com serpentinas que aquecidas nas fornalhas. “É um procedimento totalmente inovador e mais eficaz no aquecimento da água”, afirma.
O equipamento foi criado pelo eletricista aposentado José Alcino Alano, natural de Tubarão. A Celesc vai fazer uma avaliação dos resultados do projeto-piloto no segundo semestre de 2013 com base na instalação das 200 mil famílias e pretende ampliar a oferta para as demais residências de Santa Catarina e outros Estados.
Famílias devem se cadastrar para ter o sistema em casa
O recuperador de calor foi instalado em algumas residências de Rio Rufino e São José do Cerrito. A partir de março, será a vez de Capão Alto e Cerro Negro. Segundo o Etamar Eger, a prefeitura de Curitibanos se interessou pelo projeto e pretende oferecer o sistema para todas as famílias do assentamento 1º de maio. Além disso, um sistema também está instalado em residências de São Joaquim, Urubici e Bom Jardim da Serra.
A definição das famílias que poderão ter o equipamento instalado em suas casas é feito pela Epagri. Estarão aptos somente famílias que possuem renda proveniente da Agricultura Familiar previamente cadastradas e que passam por uma avaliação.
O custo total do equipamento é R$ 1,8 mil, mas a família arca apenas com parte desse montante e pode parcelar em até cinco anos. Segundo a extencionista da Epagri de Lages, Márcia Reginato, o restante do valor é subsidiado pela Celesc e pela Secretaria de Agricultura.
Escolha da lenha deve ser correta
O uso de fogões a lenha na Serra Catarinense ainda é grande, mesmo com os vários produtos disponíveis no mercado, tanto para aquecimento quanto para preparação de alimentos. Mas é preciso ter cautela na hora de escolher o tipo de madeira a ser utilizado nos fogões. Há restrições para alguns tipos de vegetação.
O comércio de lenha deve respeitar a legislação ambiental quanto ao uso de vegetação nativa. E também é interessante o uso de vegetação exótica, como o eucalipto e a acácia negra. Assim, as pessoas que buscarem a lenha proveniente de vegetação exótica, causam menor pressão ao meio ambiente do que a retirada de vegetação nativa.
A bracatinga, aroeira e vassoura são plantas nativas na região e podem ser utilizadas por pequenos produtores rurais, sem necessitar de autorização. O poder calorífico do eucalipto é 30% maior do que o guamirim, que é nativa e tem procura para aquecimento doméstico. A vegetação nativa pode ser utilizada pelo pequeno produtor rural em até 15m³ a cada ano.
Este produtor deve ter a propriedade de até 50 hectares, residir nela e ter 80% da renda proveniente da propriedade. Só nessas condições é permitida a extração da vegetação nativa sem autorização. Se precisar transportar para a cidade e realizar venda desta lenha, é necessário a autorização da Fundação do Meio Ambiente (Fatma). A pena é de um a três anos de detenção.
Foto:Divulgação
Sistema inovador está sendo testado em algumas casas. O objetivo é reduzir o consumo de energia
Um sistema inovador de aquecimento de água está sendo instalado em algumas residências da Serra Catarinense. O projeto visa a aquecer a água da casa, principalmente do chuveiro, com o calor expelido pelo fogão à lenha. Estima-se que a economia pode passar de 60% do consumo de energia.
O projeto é uma parceria entre Celesc, Epagri e Secretaria Estadual de Agricultura. Chamado de recuperador de calor, o equipamento é barato, de fácil instalação, ambientalmente sustentável e está sendo testado em um projeto-piloto com 200 famílias de áreas rurais em 34 municípios.
A Celesc estima que a instalação do recuperador de calor nas 198 mil residências onde se usa fogão a lenha resultaria em uma economia anual de 193,6 mil MW/h de eletricidade. O que seria suficiente, por exemplo, no abastecimento de toda a área de concessão da companhia, com 6,2 milhões de habitantes, por dois meses.
Conforme um cálculo realizado com base no Manual de Eficiência Energética da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), pode-se reduzir 100% de energia elétrica no uso de um chuveiro de 5.400 W de potência, com tempo médio de oito minutos de banho por pessoa.
Segundo a Assessoria de Imprensa da Celesc, outra vantagem é a redução do consumo no horário de pico (das 17h30min às 20h30min) nos dias úteis, quando o sistema nacional de geração, transmissão e distribuição é sobrecarregado pelo aumento no número de equipamentos ligados à rede elétrica.
Conforme o gerente Regional da Celesc em Lages, Etamar Eger, o sistema possui um limitador de até 60ºC, ou seja, aproveita 60% do calor da chaminé, mas pode ser ajustado para aproveitar 100% da capacidade de calor. Ele acrescenta que este não é um processo utilizado com serpentinas que aquecidas nas fornalhas. “É um procedimento totalmente inovador e mais eficaz no aquecimento da água”, afirma.
O equipamento foi criado pelo eletricista aposentado José Alcino Alano, natural de Tubarão. A Celesc vai fazer uma avaliação dos resultados do projeto-piloto no segundo semestre de 2013 com base na instalação das 200 mil famílias e pretende ampliar a oferta para as demais residências de Santa Catarina e outros Estados.
Famílias devem se cadastrar para ter o sistema em casa
O recuperador de calor foi instalado em algumas residências de Rio Rufino e São José do Cerrito. A partir de março, será a vez de Capão Alto e Cerro Negro. Segundo o Etamar Eger, a prefeitura de Curitibanos se interessou pelo projeto e pretende oferecer o sistema para todas as famílias do assentamento 1º de maio. Além disso, um sistema também está instalado em residências de São Joaquim, Urubici e Bom Jardim da Serra.
A definição das famílias que poderão ter o equipamento instalado em suas casas é feito pela Epagri. Estarão aptos somente famílias que possuem renda proveniente da Agricultura Familiar previamente cadastradas e que passam por uma avaliação.
O custo total do equipamento é R$ 1,8 mil, mas a família arca apenas com parte desse montante e pode parcelar em até cinco anos. Segundo a extencionista da Epagri de Lages, Márcia Reginato, o restante do valor é subsidiado pela Celesc e pela Secretaria de Agricultura.
Escolha da lenha deve ser correta
O uso de fogões a lenha na Serra Catarinense ainda é grande, mesmo com os vários produtos disponíveis no mercado, tanto para aquecimento quanto para preparação de alimentos. Mas é preciso ter cautela na hora de escolher o tipo de madeira a ser utilizado nos fogões. Há restrições para alguns tipos de vegetação.
O comércio de lenha deve respeitar a legislação ambiental quanto ao uso de vegetação nativa. E também é interessante o uso de vegetação exótica, como o eucalipto e a acácia negra. Assim, as pessoas que buscarem a lenha proveniente de vegetação exótica, causam menor pressão ao meio ambiente do que a retirada de vegetação nativa.
A bracatinga, aroeira e vassoura são plantas nativas na região e podem ser utilizadas por pequenos produtores rurais, sem necessitar de autorização. O poder calorífico do eucalipto é 30% maior do que o guamirim, que é nativa e tem procura para aquecimento doméstico. A vegetação nativa pode ser utilizada pelo pequeno produtor rural em até 15m³ a cada ano.
Este produtor deve ter a propriedade de até 50 hectares, residir nela e ter 80% da renda proveniente da propriedade. Só nessas condições é permitida a extração da vegetação nativa sem autorização. Se precisar transportar para a cidade e realizar venda desta lenha, é necessário a autorização da Fundação do Meio Ambiente (Fatma). A pena é de um a três anos de detenção.
Foto:Divulgação
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