Lages, 11/03/2013, Correio Lageano
Hoje, técnicos da Defesa Civil de Lages, acompanhados de engenheiros civis, farão nova avaliação da residência interditada no bairro Morro do Posto, no sábado. Pai e filho foram orientados a passar o fim de semana fora da casa que corre risco de cair em cima de outra residência. Além da possibilidade de desabamento, a casa foi construída em área de risco e poderá ser demolida.
A chuva constante de sexta-feira para sábado ocasionou o deslizamento de um murro de pedras que sustentava a estrutura da construção mista, que tem mais de 40 anos. O proprietário Antônio Ivandel de Oliveira, de 60 anos, relutou em sair da casa mas assinou um termo de responsabilidade para cumprir a determinação da Defesa Civil. No local também funciona um bar, e Oliveira temia deixar os três freezers com bebidas e carne.
“Sem tirar as coisas daqui eu não saio, se deixar podem roubar”, reclamou. A Defesa Civil esteve no local três vezes, mas não foi preciso usar a força policial para a retirada da família.
O morador conta que sobrevive do bar e da reciclagem, e que não é aposentado. A Defesa Civil diz que ele não ficará na rua, pois tem mais um imóvel alugado e outro sendo construído no mesmo lote.
Mas Oliveira garante que a casa que fica nos fundos da sua residência não é sua e sim da ex-esposa. “Eu pego o dinheiro do aluguel e dou para ela”, afirmou.
Técnicos da Defesa Civil que estiveram no local afirmam que ninguém que é retirado de área de risco fica na rua. Se a construção precisar ser demolida o caso dele será levado à Secretaria de Habitação. Os técnicos já afirmaram que se a residência for retirada do local não será reconstruída. “Não é um local seguro”, explicou o técnico Robson Pitz.
Residência vizinha corre risco de ser atingida
O empacotador Sebastião Fernando Capistrano, de 29 anos, voltou do trabalho no início da tarde de sábado e soube da notícia de que a Defesa Civil teria conversado com sua esposa e alertado sobre os perigos para a família caso a construção interditada desabe. “Eles pediram para dormirmos nos fundos e não ficarmos, em nenhum momento, na parte da frente”, contou. Para garantir a segurança da esposa grávida de sete meses e da filha de três anos, levou as duas para a casa da sogra, em outro bairro. Ele e a filha de oito anos permaneceram no local. Sebastião disse que vai procurar outro lugar, mais seguro e mais barato. “Ganho um salário e pago R$ 300 de aluguel, não sobra muita coisa”, comentou.
Foto: Divulgação
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