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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Morador de Palmeira pede ajuda para reforma de sua casa

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Palmeira, 05/11/2013 Rubiane Lima/Correio Otaciliense
 
 “Eu só quero poder ter segurança na minha casa, nunca pedi nada a ninguém, sempre trabalhei, mas agora preciso de ajuda, pois sozinho não consigo arrumar onde moro”, assim lamenta José Fidélis, que há aproximadamente 30 anos mora nas margens da SC 114, próximo ao trevo de acesso de Palmeira.
Ele conta que o terreno onde mora foi cedido pelo proprietário, para que ele fizesse uso e morasse sem tempo determinado para a devolução, mas a casa está com as madeiras bastante danificadas pelo tempo e segundo o morador, correm o risco de desabar a qualquer momento.
Fidélis lembra que trabalhava em uma fábrica, mas acabou machucando sua coluna, ficando licenciado por problemas de saúde.
“Já faz mais de dois meses que não recebo meu salário que recebia há quase sete anos, estou vivendo com a ajuda dos filhos que mandam cesta básica e ajudam a gente como podem”, lamenta também, dizendo que não pode fazer esforço físico por conta de seu problema de saúde.
A esposa de José, Maria dos Prazeres de Lima, explica que sofre de problemas no coração e toma remédios controlados.
“A gente não quer prejudicar ninguém, só estamos precisando de ajuda e estamos com a casa aberta para quem quiser vir conhecer a nossa realidade, pois assim não podemos mais viver”, diz. Fidélis informa que se assusta quando escuta barulho de trovões.
“Ficamos com medo com qualquer barulho, quando vemos que vai chover forte e tem muito vento, temos que levar nosso colchão para a parte mais firme da casa, pois temos medo que tudo caia em cima da gente”, cita.
Da mesma forma, o morador da Avenida Alexandre Murara, no bairro São Luiz, José Araújo pede ajuda para refazer sua residência que também alega estar caindo. José mora com o filho e conta que após o período de chuvas a casa ficou ainda mais danificada.
“Já não temos banheiro, usamos patente, agora com a chuva as telhas quebraram, está tudo molhando, não temos água encanada e estamos aguardando uma solução”, conclui.
Segundo o prefeito José Valdori Hemkemaier, há um projeto realizado pelo município, onde a prefeitura paga toda a mão de obra para reforma e construção de casa e o morador paga apenas o material.
“Estamos disponibilizando carpinteiros e pedreiros da secretaria de obras para este trabalho, basta o morador vir até a secretaria de assistência social, preencher seu cadastro e aguardar seu protocolo de atendimento, a ordem de chegada é que vai definir quando a casa receberá os profissionais”, informa.
Além disso, Durica deixa claro que está tramitando projeto em parceria com a COHAB, onde é feito um cadastro da família, através da secretaria e ele pode receber a quantia de R$ 5 mil para reforma, ou R$ 10 mil para construção, não havendo custo algum para a família.
Desde o dia 1º estarão abertas as inscrições para casa nova e até esta sexta-feira, 25, para reformas. Maiores informações podem ser conseguidas na secretaria de assistência social, que pede que os moradores acompanhem seus processos até a conclusão, pois a falta de documentos pode atrapalhar os trâmites para a aquisição dos recursos.

sábado, 3 de agosto de 2013

Falar ao celular é uma praga nas ruas de Lages

Falar ao celular é uma praga nas ruas de Lages
Lages, 03 e 04/08/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais




Levantamento da Polícia Militar mostra que o uso de celular ao volante lidera o ranking de infrações de trânsito em Lages, na Serra. De 1º de junho a 31 de julho deste ano, 411 motoristas foram flagrados nessa situação. Os dados incluem, também, as atuações dos agentes de trânsito.



Para o sargento PM Pasqualino, que trabalha no setor de trânsito da corporação de Lages, uma das medidas para minimizar a imprudência dos motoristas é a educação. Ele defende a criação de disciplina específica de educação no trânsito nas escolas. “Temos que criar programas para ensinar as pessoas desde pequenas sobre como é que se comporta no trânsito”, declara o militar, lembrando que a infração é média e rende multa de R$ 85,13.



Ele afirma que a combinação de telefone e volante aumenta o risco de acidentes. “O motorista se distrai, aumentando a chance de cometer uma bobagem”, explica.
Além disso, estão no topo das irregularidades nas ruas e avenidas de Lages a condução do veículo com problemas na documentação, como licenciamento atrasado. Furar o sinal vermelho também é infração comum.



Chama atenção, ainda, o número de motoristas sem carteira de habilitação. Durante o período, 170 condutores foram flagrados nesta situação. Para a PM, além de ser proibido, a prática representa um risco à vida.



Foto: Adecir Morais

domingo, 10 de março de 2013

Casa interditada poderá ser demolida



Casa interditada poderá ser demolida
Lages, 11/03/2013, Correio Lageano



Hoje, técnicos da Defesa Civil de Lages, acompanhados de engenheiros civis, farão nova avaliação da residência interditada no bairro Morro do Posto, no sábado. Pai e filho foram orientados a passar o fim de semana fora da casa que corre risco de cair em cima de outra residência. Além da possibilidade de desabamento, a casa foi construída em área de risco e poderá ser demolida.



A chuva constante de sexta-feira para sábado ocasionou o deslizamento de um murro de pedras que sustentava a estrutura da construção mista, que tem mais de 40 anos. O proprietário Antônio Ivandel de Oliveira, de 60 anos, relutou em sair da casa mas assinou um termo de responsabilidade para cumprir a determinação da Defesa Civil. No local também funciona um bar, e Oliveira temia deixar os três freezers com bebidas e carne.



“Sem tirar as coisas daqui eu não saio, se deixar podem roubar”, reclamou. A Defesa Civil esteve no local três vezes, mas não foi preciso usar a força policial para a retirada da família.



O morador conta que sobrevive do bar e da reciclagem, e que não é aposentado. A Defesa Civil diz que ele não ficará na rua, pois tem mais um imóvel alugado e outro sendo construído no mesmo lote.



Mas Oliveira garante que a casa que fica nos fundos da sua residência não é sua e sim da ex-esposa. “Eu pego o dinheiro do aluguel e dou para ela”, afirmou.


Técnicos da Defesa Civil que estiveram no local afirmam que ninguém que é retirado de área de risco fica na rua. Se a construção precisar ser demolida o caso dele será levado à Secretaria de Habitação. Os técnicos já afirmaram que se a residência for retirada do local não será reconstruída. “Não é um local seguro”, explicou o técnico Robson Pitz.



Residência vizinha corre risco de ser atingida



O empacotador Sebastião Fernando Capistrano, de 29 anos, voltou do trabalho no início da tarde de sábado e soube da notícia de que a Defesa Civil teria conversado com sua esposa e alertado sobre os perigos para a família caso a construção interditada desabe. “Eles pediram para dormirmos nos fundos e não ficarmos, em nenhum momento, na parte da frente”, contou. Para garantir a segurança da esposa grávida de sete meses e da filha de três anos, levou as duas para a casa da sogra, em outro bairro. Ele e a filha de oito anos permaneceram no local. Sebastião disse que vai procurar outro lugar, mais seguro e mais barato. “Ganho um salário e pago R$ 300 de aluguel, não sobra muita coisa”, comentou.




Foto: Divulgação

sexta-feira, 8 de março de 2013

PRF em SC flagra bebê de seis meses sendo transportado aos pés da passageira em Água Doce



PRF em SC flagra bebê de seis meses sendo transportado aos pés da passageira em Água Doce
Água Doce (SC), 08/03/2013, PRf/SC




Na tarde desta quinta-feira (07), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) da unidade operacional de Água Doce, no Meio-Oeste de Santa Catarina, flagrou um Gol transportando um bebê de seis meses sem a utilização da cadeirinha.



A criança estava nos pés da passageira, sua mãe, no banco da frente. Os pais deslocavam-se de Ponte Serrada (SC) para Palmas (PR), um percurso de aproximadamente 2 horas de viagem em Rodovia Federal.



O condutor foi autuado e o veículo retido no local até que a irregularidade fosse sanada.



Foto: PRF/SC/Divulgação

domingo, 6 de janeiro de 2013

Venezianas de prédio antigo serão retiradas em Lages

Venezianas de prédio antigo serão retiradas em Lages
Lages, 05 e 06/01/2013, Correio Lageano


As estruturas ameaçam cair colocando em risco segurança dos pedestres



Construído na década de 60 o edifício do tradicional condomínio Inco, na esquina das ruas Nereu Ramos e Correia Pinto, em Lages, sentiu ontem a ação do tempo. Pelo menos oito das 84 venezianas de alumínio apresentavam perigo, mas somente duas foram retiradas. Elas corriam o risco de cair sobre  pedestres e veículos.



O prédio é um do mais antigos de Lages, com mais de quatro pavimentos, possui 12 apartamentos e uma sala comercial que abriga o Banco Mercantil no térreo. A calçada numa das laterais foi isolada, mas mesmo assim oferecia risco iminente.



O fiscal de obras da Secretaria do Planejamento (Seplan) Caetano Palma notificou o diretor da empresa Adcon, que administra o condomínio, Jonas Moreira. Na notificação determinou que providências com prazo imediato fossem tomadas eliminando o perigo. Dois agentes da Defesa Civil acompanharam a visita e também notificaram Moreira.



Moreira disse que as notificações foram apenas formalizações, pois já tinha em “atitude emergencial” promovido o isolamento da calçada e tentava resolver o problema. Comentou ainda que num segundo ato procurou um profissional para executar o trabalho. “Soube do problema pela manhã. É difícil encontrar um trabalhador que faça esse tipo de serviço, ainda mais na parte externa do edifício”, argumenta.



A retirada das  duas venezianas verticais de alumínio pesando cerca de um quilo e medindo 2,10 metros foi feita ontem mesmo, seguindo orientação do Seplan e da Defesa Civil. As janelas com as peças danificadas estão localizadas na lateral da rua Correia Pinto e a calçada precisou ser interdidata com faixas, atrapalhando quem passava a pé.



Ação emergencial


Airton Ramos da Silva, de 40 anos, fez o levantamento das placas que precisavam ser retiradas. Ele examinou a situação para ver qual tipo de material e equipamento de segurança deveria usar. “Faço isso há muito tempo e não tenho receio de cair”, disse Airton. “Estudei o prédio por fora. Fazer os reparos por dentro não tem condições”, analisa. “Só duas estavam muito danificadas. Semana que vem as restantes com danos serão retiradas”, completa.



O administrador do condomínio, adiantou que nesse fim de semana vai convocar assembleia com os moradores para decidir se as venezianas serão totalmente retiradas ou  substituídas. Desde que foram colocadas há mais de 50 anos as peças que protegem do sol nunca foram reparadas. A retirada alterou a estética do prédio e, por isso, a definição do que vai ser feito terá que ser rápida.



Fotos: Begair Godóy

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Trabalho em pedreira sem segurança

Trabalho em pedreira sem segurança
Lages, 24/12/2012, Correio Lageano, por Francielli Campiolo


Sete famílias estão envolvidas na extração de material para a construção civil em mineradora do bairro Bom Jesus


Na pedreira do bairro Bom Jesus, os trabalhadores utilizam somente as botas como proteção. Quando o serviço é feito na parte alta, o cinto também é utilizado. Os próprios homens afirmam que não são necessários outros Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados aos riscos. O local não é cercado e os estudantes passam por lá ao voltarem da escola para casa.



Quem exerce a atividade recebe por dia. Um dos homens, que extrai as pedras por dois ou três dias e depois para, reforça que eles trabalham só com a proteção do corpo mesmo. A remuneração é em torno de R$ 100 a R$ 150 por dia, dependendo do que se consegue extrair. Não há horário para começar ou terminar. Há quatro anos, vive assim. “A gente aprende olhando desde pequeno. Meu avô trabalhava ali”, diz.



Na mineração a céu aberto, rochas são extraídos para a construção. O impacto visual da pedreira no Bom Jesus pode ser comprovado de longe. Após cortarem a pedra, ela é puxada para cima do caminhão para ser vendida. Alguns contaram que, recentemente, um senhor machucou os quatro dedos de uma das mãos ao puxar as pedras com o cabo de aço que escapou. Outros, afirmaram que não teve nenhum acidente nas últimas semanas.



“Se tivessem luvas, talvez não teria acontecido”, um deles afirmou. O trabalhador considera o serviço bom, mas perigoso. Ele mesmo afirma que leva o filho para brincar na pedreira porque a água é limpa. No final de semana, não tem ninguém para impedir que as crianças brinquem no paredão.


Ambiente


Toda atividade de extração de recursos naturais, o processamento industrial e o descarte dos resíduos gerados nesses processos podem representar riscos ao equilíbrio ambiental. Para permitir estas atividades e evitar os riscos, a legislação brasileira exige das empresas o licenciamento ambiental. Em Santa Catarina, é a Fundação do Meio Ambiente (Fatma) a responsável legal por essa atribuição.



De acordo com o gerente regional da Fatma, Willy Brun, pela atividade ser familiar, quando há intervenções dos órgãos reguladores, os trabalhadores apelam dizendo que é a única fonte de renda que possuem. Brun informou que iria averiguar o caso pois não dispõe de técnicos suficientes para atender todas as questões de competência do órgão. Desde o início de dezembro deste ano até a semana passada, ninguém tinha ido verificar a situação no local.


Moradores em risco


Na casa da pedreira há uma placa informando a proibição da entrada de menores, pois a atividade é altamente perigosa, penosa, insalubre e estafante. Os infratores são punidos por lei. Um animal ainda estava se alimentando próximo à pedreira, no dia em que a reportagem do Correio Lageano foi até o lugar. Além disso, há quem afirme que drogas são consumidas no local.



Em torno de 15 pessoas passam por lá todos os dias. Valdir Tavares de Castro trabalha há oito meses, de segunda-feira a sexta-feira, onde o pai, Jerson de Castro, é arrendatário. Ele contou que as crianças só entram quando vão dar recado, mas logo saem. Outro arrendatário, Valmir Vieira, contou que trabalha há 50 anos na pedreira.


Segundo ele, são sete arrendatários. “Às vezes, alguém ‘maceta’ o dedo”, disse.
Ele vai um dia por semana no seu terreno e só ele e os dois filhos trabalham lá. Vieira afirmou que foram plantadas árvores ao redor feita uma cerca.


Patrick Maciel também é filho de um dos arrendatários e trabalha há um ano na pedreira, todos os dias. É ele quem explica que, se usar capacete, cai da cabeça; óculos deixam o rosto suado e as luvas rasgam. Esses equipamentos atrapalham o serviço. “Quando machuca, a fratura é feia”, conclui Maciel.


Ministério exige regras


O Ministério do Trabalho e Emprego determinou regras de segurança a serem seguidas, mas não é o que acontece. As exigências são, além dos EPI, fornecimento de água potável e abrigo destinado a proteger os trabalhadores contra intempéries e com condições sanitárias compatíveis com a atividade.


De acordo com informações da Polícia Ambiental, a licença foi concedida em dezembro de 2011 e tem a validade de 48 meses. Após esse período, é necessário novo processo de documentação.



Quinto andar permanece inativo no HTR


Mesmo com fim da greve da saúde na sexta-feira passada, o atendimento só será normalizado no Hospital Tereza Ramos a partir de 2 de janeiro. Ontem, os setores do quinto andar continuavam fechados. A direção não se manifestou, apenas informou que os trabalhos administrativos serão retomados na quarta-feira. “Mesmo com a volta dos funcionários que estavam em greve, os problemas não acabam, pois há funcionários de férias e outros que estão de atestado médicos”, informou a diretora do Sindsaúde, Rita Gonçalves.



Apesar do fim da paralisação, o sindicato não vai deixar de lado a mobilização. Ficou definido que será montada uma comissão dentro dos hospitais para fiscalizar o fornecimento de remédios e a utilização dos leitos. “Ontem (sábado) fui ao Hospital e fui informada que estavam faltando remédios”, conta Rita.



Familiares de pacientes que aguardavam na recepção comentaram que o atendimento estava dentro do esperado e que não houve nenhum transtorno. Cristiane Freitas acompanhou a filha que ganhou Sofia no sábado. A tia Ana Flávia esperava para ver a sobrinha. “Ela foi muito bem assistida e o atendimento foi pelo SUS”, salientou Cristiane.



Fotos:Francielli Campiolo